100 dias para o Mundial

100 dias para o Mundial

Mais uma vez, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) deixou passar em branco um marco de contagem regressiva. A timidez do marketing da entidade, percebida quando faltavam 100 dias para o mundial masculino, se observou hoje também, quando na mesma marca para o feminino. Talvez neste domingo haja algum tipo de promoção nas redes sociais, mas, aí, novamente, o marco de contagem já foi perdido.

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Este será o décimo sétimo mundial feminino de vôlei, sétimo na Europa, primeiro na Itália. Nos últimos 40 anos, a Europa só recebeu o campeonato mundial feminino duas vezes além desta. O Japão, por outro lado, sediou o torneio três vezes de 1998 para cá. O último mundial na Europa foi o da Alemanha/2002, quando a squadra de Elisa Togut, Lo Bianco e Piccinini levou o troféu para a Itália.

No campeonato deste ano, as 24 seleções estão agrupadas em 4 chaves. Ainda nem se sabe quem vai ser o sexto time centro-norte americano no torneio, mas já se sabe que ele estará no grupo C e que estreia contra os EUA, às 20h, em Verona.

O calendário da primeira fase indica três jogos diários para cada grupo, com partidas iniciando às 10h30, 17h e 20h, no horário local – 5h30, 12h e 15h, no fuso de Brasília – com abertura no dia 23 e fechamento no dia 28. O dia 26 é de folga geral, o que é um desperdício: já que o descanso das seleções é necessário, seria interessante que dois grupos folgassem, digamos, no dia 25 e dois no dia 26. Creio que o público agradeceria por seis dias de vôlei em vez de cinco.

O turno matutino da rodada de abertura não tem jogos que chamem muito a atenção. São Croácia x Argentina (grupo A), Canadá x Camarões (B), Holanda x Cazaquistão (C) e China e Porto Rico (D). Na parte da tarde, Sérvia x Turquia, em Trieste, promete ser o jogo mais interessante do dia inicial. Além disso, a dona da casa estreia contra a Tunísia, em Roma, e o Brasil pega a Bulgária em Trieste, também às 20h30.

As partidas que devem atrair maior interesse na primeira semana são Japão x China, no grupo D, às 17h, e Rússia x EUA, pelo grupo C, às 20h30, todos na última rodada, dia 28. Teria sido mais esperto a FIVB não marcar essas partidas – uma que foi quarta de final em Londres e outra que poderia, perfeitamente, ter sido a final olímpica, pois foram as duas melhores campanhas da fase de grupos – para o mesmo dia. Novamente, creio que quem gosta de vôlei preferiria os clássicos em dois dias a ver os dois num dia só, sendo que um deles, EUA x Rússia, na mesma hora de Brasil x Sérvia.

Grupo a grupo, vê-se que dificilmente algum time grande cai na primeira fase da competição, que, afinal de contas, manterá no torneio os quatro melhores de cada chave. A Itália deve passar com algum cuidado mas sem grande susto no grupo A, assim como o Brasil no B, embora seja necessário muito rescaldo por causa da campanha fraca na fase de grupos em Londres; EUA e Rússia devem disputar a primeira posição do grupo C, enquanto China e Japão devem lutar pela primazia no D. Maiores possibilidades alternância devem estar nas posições intermediárias das chaves.

Mas, mesmo para os favoritos, o regulamento não permite cochilo na primeira fase. Os quatro melhores de cada chave avançam mas os resultados entre os classificados da primeira fase valem para a segunda.

Não importa necessariamente passar em primeiro, segundo, terceiro ou quarto; o importante são os resultados que se levam para a outra fase. Se o regulamento nas Olimpíadas fosse assim também, por exemplo, o Brasil, em Londres, teria levado para a segunda fase uma vitória contra a China, no tie break, e duas derrotas contra EUA e Coreia do Sul – dois pontos em nove possíveis e pouca chance de seguir adiante.

A segunda fase prevê confronto dos quatro classificados da grupo A com os do grupo D, bem como do grupo B com o C. Sem nenhuma zebraça na primeira fase, este turno promete confrontos da Itália contra China e Japão, e do Brasil contra Rússia e EUA. E aí se pode dizer que a disputa pelo título começa na vera. Nem dá para dizer que não sejam as seleções favoritas a passar para a terceira.

Os três primeiros de cada nova chave, então, avançam à terceira etapa, dividem-se em dois grupos e, finalmente, se apuram os quatro semifinalistas. A fórmula é a mesma do mundial masculino. A terceira fase, as semifinais e a decisão serão em Milão.

Para lamentar, apenas, a ausência da Coreia do Sul, semifinalista olímpica. Era alguém que poderia colocar uma interrogação nos prognósticos. Assim como Cuba, que, se convocar as estrangeiras, pode fazer frente ao sexteto favorito.

 

GRUPOS DO MUNDIAL

Grupo A (Roma) – Itália, Tunísia, Argentina, Croácia, Rep. Dominicana e Alemanha

Grupo B (Trieste) – Brasil, Bulgária, Camarões, Canadá, Sérvia e Turquia

Grupo C (Verona) – Rússia, Tailândia, EUA, Holanda, Cazaquistão, NORCECA 6

Grupo D (Bari) – China, Japão, Cuba, Porto Rico, Azerbaijão, Bélgica

 

JOGOS DO BRASIL (horário de Brasília)

23.9 – 15h30 – Brasil x Bulgária

24.9 – 12h00 – Brasil x Camarões

25.9 – 05h30 – Brasil x Canadá

27.9 – 15h30 – Brasil x Turquia

28.9 – 15h30 – Brasil x Sérvia

This article has 1 comment

  1. Nossa jogos no mesmo horário?
    Tudo bem que mundial de volei sempre foi assim, mas pq não fazer igual ao mundial de futebol (horários diferentes de todos os jogos)? 

    eu AMO sorteios de jogos xD
    acho que deveria ser aplicado no volei assim como foi no futebol.