Abatido, Sollys se divide entre choro, buscar explicações e esquecer a final

Abatido, Sollys se divide entre choro, buscar explicações e esquecer a final

 

(Foto: Divulgação/CBV)

(Foto: Divulgação/CBV)

(matéria originalmente publicada no Portal R7. Clique aqui para ver)

Os primeiros dois sets da decisão da Superliga feminina de vôlei foram um verdadeiro show do Sollys Osasco. Contando com a base da seleção brasileira em seu elenco, o time paulista venceu a Unilever do técnico Bernardinho com facilidade e dava a impressão de que chegaria ao título sem problemas. A partir da terceira parcial, porém, o panorama mudou e, com uma incrível virada, a equipe carioca ficou a taça, a oitava de sua história.

Tal resultado provocou diferentes reações nas atletas do Osasco: enquanto a líbero Camila Brait chorava e buscava conforto com as companheiras para entender o que definiu como “inexplicável”, a ponteira Fernanda Garay só queria saber de apagar da memória as jogadas vividas minutos antes:

- É difícil analisar de cabeça quente. Acredito que cada jogadora tentou o melhor, mas enquanto elas tiveram o mérito de sair de uma situação adversa, a gente deixou uma situação confortável e se abateu no terceiro set, sem conseguir reverter a situação. Doeu porque que acreditava muito nessa equipe. É difícil apontar um aspecto, os números dizem que a gente errou bastante, mas não consigo falar além disto. Precisava analisar, mas sinceramente agora eu quero esquecer.

Mais notícias? Melhor do Vôlei

Com o semblante extremamente abatido, o técnico Luizomar de Moura fez uma rápida análise da virada sofrida:

- Estou chateado porque começamos jogando dentro do que havia sido planejado, mas por outro lado o Rio tem grandes jogadoras. Sabíamos que o nosso saque tinha uma estratégia fundamental no jogo e conseguimos fazer isso em boa parte do tempo, mas depois a Unilever estabilizou a recepção, a Fofão começou a jogar com a bola na mão e a gente não conseguiu neutralizar

Já a levantadora Fabíola ressaltou que nem o fato de ter sido eleita a melhor de sua posição durante a Superliga serve como consolo pelo mau resultado:

- Doeu porque eu queria o ouro, dar esse presente para a torcida que fez uma bonita festa no Ibirapuera. Mas não deu. Isso faz parte do vôlei e agora é levantar a cabeça e continuar o trabalho

Por fim, a oposta Sheilla preferiu ressaltar os pontos positivos do Sollys:

- Os outros jogos entre essas equipes já tinham sido assim, com revezamento no placar. Elas também mereceram. É a primeira vez que saio derrotada com um grupo seguindo unido. Ninguém gosta de vencer, mas somos um time vencedor, ganhamos tudo antes dessa final. Infelizmente não saímos com a vitória, mas de qualquer forma, estamos com a cabeça erguida