Alan, Bravo e Tavares in; Alves e Éder, out.

Bernardinho: trabalho rumo ao tri mundial (Divulgação/FIVB)

A semana de treinos em Saquarema está terminando e o Bernardinho resolveu antecipar a lista de inscritos para o Mundial: o ponteiro Thiago Alves e o central Éder estão fora. Faz sentido, já que libera os atletas cortados para cuidarem de suas apresentações respectivamente no Sesi e na Cimed, sem a necessidade de ambos ficarem inutilmente à disposição da seleção até a viagem da próxima quarta-feira, quando o grupo embarca para a Europa para a disputa mais importante do ano.

Com a possibilidade de levar 14 jogadores, desde que dois destes fossem líberos (se quisesse levar apenas um líbero, só 13 atletas poderiam ser inscritos), Bernardinho optou por dar uma chance a Alan, líbero que está de volta às quadras depois de quase dois anos parado devido a lesões. Em um torneio com nove jogos em 16 dias, ele deve ser usado nas partidas menos complicadas, dando um descanso a Mario Jr., que perdeu os três amistosos em Curiba devido a uma contratura nas costas.

A questão física do Mario pode não ter sido determinante, mas certamente pesou. Afinal, por que o líbero deveria ser o único a ser sempre utilizado em um torneio desgastante como este? Além do mais, é uma ótima oportunidade para Alan já ir se acostumando à pressão das grandes disputas internacionais, dado que Serginho sairá da seleção depois das Olimpíadas de Londres.

Pelo mesmo motivo, acho que o José Roberto Guimarães optará pela inscrição de 14 jogadoras, levando a Fabi e a Camila Brait como líberos, apesar de ontem, em Saquarema, ele ter manifestado dúvida quanto a isto. Se a presença de um(a) segundo (a) líbero ainda obrigasse a saída de alguém em outra posição, tudo bem, mas o regulamento do mundial é praticamente um aviso de “ó, é para todo mundo levar mais um líbero, entenderam?”.

Éder, por sua vez, perdeu a vaga no Mundial muito mais pela pubalgia que teve este ano do que por qualquer coisa que tenha (ou não) feito em quadra. O Mundial já está aí e o técnico acredita que não é mais o momento de dar ritmo de jogo a ninguém, especialmente quando se tem à disposição Rodrigão, Lucão e Sidão “voando” em quadra.

Com três boas opções no meio, Bernardinho resolveu levar cinco ponteiros, sendo que um deles, João Paulo Tavares, pode jogar também como oposto. Ele, aliás, finalmente ganha uma boa chance na seleção, já que desde 2005 volta e meia é chamado, mas nunca aproveitado. Não será presença constante em quadra, mas pelo menos vai estar lá na Itália.

Dono de uma carreira consistente no exterior, João Paulo Bravo é um caso à parte: com 31 anos, foi convocado no ano passado mais para compor grupo. Uma lesão no abdômen, para piorar, o tirou daquela Liga Mundial. Este ano também não participou dos momentos importantes, mas foi tão bem nos treinos e amistosos que ganhou a chance. Como se não bastasse, há três anos está se destacando na Itália, mais precisamente no Piacenza.

Com um passe bom a ponto se ter sido cogitado para uma das vagas de líbero, Bravo pode ser importantíssimo em um momento no qual os levantadores não inspiram a maior das confianças e, por isso, precisam mais do que nunca do passe na mão. Sem estes diferenciais, Alves acabou perdendo espaço em um time no qual parecia presença certa neste ciclo olímpico e terá que lutar bastante para não colocar sua vaga em Londres-2012 em risco.

Confira o time do Brasil que buscará o tricampeonato mundial entre 25 de setembro e 10 de outubro, na Itália:

Levantadores: Bruninho e Marlon
Ponteiros: Murilo, Dante, Giba, João Paulo Bravo e João Paulo Tavares*
Centrais: Rodrigão, Lucão e Sidão
Opostos: Leandro Vissotto e Theo
Líberos: Mário Jr. e Alan.

*também joga como oposto

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  1. Mais uma vez concordo com vc Carol. Porque levar 13 se pode-se levar 14 atletas sem nenhuma perda? É uma questão de lógica, aumenta uma opção. Apesar de não acompanhar o vôlei masculino como acompanho ao feminino, acho que temos um ótimo time e o tricampeonato está próximo, aliás acho mais fácil o título vir no masculino que no feminino. E foi perfeita a solução de levar 5 ponteiros, sendo 1 coringa e apenas 3 centrais. Espero que o Zé Roberto siga esse mesmo caminho com 2 líberos, 5 ponteiras( se a Paula tiver condições) e apenas 3 centrais, já que assim como no masculino essas jogadoras de meio estão voando.

  2. O time masculino hoje está mais forte que o feminino, mas acho que os adversários deles também estão mais fortes… vai ser duro para os dois, na verdade. Bjo!