Após título mundial, Wagão avisa: “Para nos mantermos no pódio, temos que seguir trabalhando muito”

Após título mundial, Wagão avisa: “Para nos mantermos no pódio, temos que seguir trabalhando muito”
Em um 2015 de altos e baixos, a primeira colocação no Mundial sub-23 é o melhor resultado do vôlei brasileiro. Mas será que a geração que chegou a esta conquista tem potencial para seguir no topo? Para saber a resposta, fomos direto à fonte e falamos com Wagão, técnico da equipe nacional campeã e do Pinheiros, um dos clubes com melhores resultados em termos de custo x benefício nas recentes Superligas.

Em entrevista ao Saída de Rede, Wagão se diz otimista, mas dá um aviso. “Para nos mantermos no pódio, temos que seguir trabalhando muito, pois vemos muitas seleções em franca evolução e renovação em seus elencos”, comenta o treinador, que está animado com o futuro das brasileiras. “Elas são jovens, certamente irão evoluir em técnica, tática, principalmente fisicamente”, destaca.

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Wagão, por outro lado, deixa claro que as jogadoras não podem se iludir com a conquista do Mundial sub-23 – o torneio, na verdade, deve ser visto como parte do processo da evolução da carreira delas, que em muitos casos ainda corre risco de não se consolidar. “Todas tem que estarem muito atentas nas escolhas que farão na carreira para atingir esta evolução”, afirma.

Sobre a final contra a Turquia, vencida por 3 a 1 após uma derrota enfática em três sets na primeira fase, Wagão conta como se deu tamanha mudança de postura ao longo do torneio.

“Havíamos feito dois amistosos com eles na semana anterior, vencemos um e perdemos outro. Portanto, as equipes já se conheciam. Após a derrota no campeonato, estudei a Turquia diariamente, na final mudamos nossa estratégia de saída de jogo, saque e bloqueio e isto as pressionou demais. Também tivemos uma postura agressiva durante toda a partida, o que não havia ocorrido no primeiro jogo”, analisa.

Naiane, Juma, Saraelen, Rosamaria, Gabi, Drussyla, Kasiely, Lorenne, entre outras. Talento, de fato, não falta a esse time. Resta saber se elas saberão lidar com o pantonoso mundo do esporte para continuar a brilhar nos próximos anos.

Na sua opinião, qual atleta da seleção sub-23 é o grande nome dessa geração?

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  1. Concordo com você, Carol, que há no esporte profissional um terreno pantanoso que costuma atrapalhar o futuro de muitas atletas promissoras. Por isso a advertência do Wagão em relação às escolhas futuras dessas jogadoras é bem oportuna. Não saberia dizer qual é o grande nome dessa geração, pois não assisti muitas atuações delas, com exceção de Naiane – que atua no Minas, time para o qual torço -, Valquíria (também atleta do Minas), além de Rosamaria e Gabi, que foram fundamentais no Pinheiros e no Molico, respectivamente, em temporadas anteriores da Superliga. Mesmo Juma, a melhor jogadora do Mundial sub-23, nunca vi jogar. Mas só pra não deixar a sua pergunta sem resposta, vou escolher Rosamaria, já que ela atuará pelo Minas nesta próxima temporada, hehehe… Um abraço!

  2. O Minas está trabalhando muito bem essas jovens, Halem. Times formadores, como o Minas e o Pinheiros, sempre terão o meu apoio. Abraços!