Ary Graça tenta, tenta, tenta… mas não explica nada!

Ary Graça tenta, tenta, tenta… mas não explica nada!

Regra básica do bom jornalismo: ouvir todos os lados de uma questão. Foi isso que Daniel Bortoletto e Walter de Mattos Junior fizeram na última terça (25), com a publicação de uma entrevista com Ary Graça, atual presidente da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), que tem sido acusado de irregularidades à frente de sua gestão na CBV.

Ary falou, falou, falou, mas não conseguiu explicar nada. Recomendo a leitura a todos (clique aqui), mas de uma maneira resumida, ele disse que não houve nada errado e tudo isso só veio à tona por uma briga pelo poder. De acordo com o dirigente, as comissões pagas às empresas de Fábio Azevedo e do Marcos Pina não são de R$ 20 milhões e, na verdade, se tratavam de remunerações por eles terem superado metas estabelecidas. Ou seja: no fim, a CBV teria sido é beneficiada.

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Acontece que, como os próprios entrevistadores observaram, Ary chegou a dizer em nota oficial que as negociações da entidade com o Banco do Brasil não tinham intermediários. Quando perguntado quem seria o grupo que gostaria de prejudicar, ele se limitou a comentar que não falaria “porque não tinha provas”.
Ele ressaltou: não houve nada de ilegal ou imoral. Ainda assim, Pina deixou a CBV e os pagamentos não serão mais feitos. Qual o sentido disso?

Diante da consistência das denúncias de Lúcio de Castro e das trapalhadas de Ary para se justificar, não é difícil escolher um lado para apoiar. Agora, cabe ao Ministério Público e à Justiça verificarem tudo e absolverem quem deve ser absolvido e punirem quem deve ser punido.