Bloqueio é destaque da seleção feminina, mas não surpreende Zé Roberto

Bloqueio é destaque da seleção feminina, mas não surpreende Zé Roberto

Foram 17 pontos contra o Japão, 14 diante da Sérvia e 12 no duelo com a Tailândia. Quem acompanhou os jogos da seleção brasileira feminina no primeiro fim de semana do Grand Prix certamente notou que o bloqueio foi o grande ponto positivo da  equipe durante as três vitórias obtidas na Ásia. Trata-se de algo incomum no começo de uma temporada, uma vez que este é um dos fundamentos que mais necessitam de ajustes.

O técnico José Roberto Guimarães, porém, não está surpreso. Logo após o primeiro treino do time nacional em São Paulo, sede de jogos nesta sexta, sábado e domingo, ele explicou: “Esse é um dos nossos times que tem característica de bom bloqueio. Já tinha feito o Mountreux Volley Masters (de 2014) com essa mesma equipe e foi o fundamento em que mais pontuamos”.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei!

Por que quase ninguém liga para o vitorioso vôlei de praia?

De fato, na ocasião do torneio amistoso suíço do ano passado, Carol foi eleita a melhor jogadora mesmo com a seleção alcançando apenas a quinta colocação. Ainda assim, as próprias jogadoras parecem surpresas. É o caso da central Juciely.

“É até difícil falar sobre isso, pois a gente chegou há pouco tempo e já está jogando. Eu acho que é fruto de trabalho, de treinos. Ficou bem claro que a partir do momento que conseguimos imprimir nosso ritmo de saque, bloqueamos e desenvolvemos melhor o jogo”, analisou.

Zé agora mira melhorar o sistema defensivo, um trabalho “de formiguinha”, como ele mesmo diz. “Precisa estar todos os dias ajustando o posicionamento da defesa, o sincronismo das jogadoras, a distância, o conhecimento, a leitura, a velocidade… É muito detalhe, depende de cada jogadora, cada atacante, cada característica. Quanto mais elas tiverem esse leitura mais clara e a resposta mais veloz, vamos ter uma resposta mais significativa. E é o que eu estou vendo acontecer”, comentou.

Já para Juciely, o objetivo é mais individual: vencer a disputa com nomes como Adenízia e Carol para concretizar o sonho de disputar a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, ao lado de Thaísa e Fabiana.

“Tem que fazer o possível e o impossível, pois realmente precisa de um diferencial com relação à Fabiana e à Thaísa. Pra mim, elas são o espelho, onde quero chegar. A diferença é que eu não tenho tanta altura, mas tento ganhar em velocidade. Vamos tentar, o nosso nome hoje é trabalho”, avisou.