Brasil pode ser campeão do Grand Prix já nesta madrugada

Brasil pode ser campeão do Grand Prix já nesta madrugada
Thaísa: excelente desempenho em todos os fundamentos contra a Itália (Foto: Divulgação/FIVB)

Thaísa: excelente desempenho em todos os fundamentos contra a Itália (Foto: Divulgação/FIVB)

A excelente campanha da seleção brasileira feminina de vôlei pode fazer a equipe quebrar o jejum de três anos sem vencer o Grand Prix já na madrugada deste sábado (31). Para isso, basta o time de José Roberto Guimarães vencer a Sérvia por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1 e torcer para o Japão derrotar a China também sem quinto set.

Desta forma, o Brasil chegaria aos 12 pontos, enquanto a China permaneceria estacionada em oito, sem chance de ultrapassar as bicampeãs olímpicas, independente do que aconteça no jogo entre os dois times no domingo.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei

Bernardinho governador do Rio? Só se enlouquecer

Caso o grupo comandado por Zé Roberto vença em três ou quatro sets e a China seja derrotada somente no quinto set, as asiáticas até teriam alguma chance de subir ao ponto mais alto do pódio, mas precisariam jogar muito. Não vou fazer as contas sem que essa situação ocorra senão vamos permanecer afogados em números aqui, possivelmente sem necessidade.

Digo “possivelmente sem necessidade” porque não acredito que as chinesas percam para as japonesas em Sapporo. Claro que a rivalidade regional pode pesar a favor das donas da casa, que vão entrar em quadra como franco-atiradoras diante de rivais jovens. Foi justamente se aproveitando da condição de azarão que este mesmo Japão surpreendeu ao eliminar as próprias chinesas nas quartas-de-final de Londres, mas duvido que a Lang Ping vá cair nessa. Será a chance da vingança e também de terminar com as possibilidades das nipônicas subirem ao pódio. Além disso, dos 19 confrontos entre os países na história do Grand Prix, as chinesas venceram 18.

E tem o outro lado, claro, afinal a Sérvia está com um time acertadinho, que não vai vacilar como a Itália fez no segundo set da partida desta sexta (30). Falando nesse jogo, mais uma vez o Brasil teve um excelente índice de aproveitamento no ataque quando o passe estava na mão, mas bastou as europeias se acertarem no saque para tudo se complicar. A sorte é que Sheilla fez uma passagem inspirada no saque no fim da segunda parcial, mudando os rumos que a partida estava tomando, o que detonou as italianas psicologicamente.

Por fim, não posso deixar de destacar a bela partida de Thaísa. À parte o fato de o ataque da central não ter aparecido na segunda etapa, por conta do passe ruim, ela esteve muito bem em todos os fundamentos, conseguindo boas pontuações no ataque (7), bloqueio (4) e saque (5).

Pra você, quais as chances de ocorrer a combinação que dá o título do Grand Prix ao Brasil já neste sábado?

ATUALIZADO, 31/08 às 11h25: Não se pode negar que o Japão foi valente, mas a China acabou vencendo por 3 a 2 (25-16, 18-25, 26-24, 21-25, 15-13) e faz neste domingo a “final” do Grand Prix contra o Brasil. O time de Zé Roberto, porém, leva o título mesmo com derrota, desde que ela aconteça no tie-break

This article has 3 comments

  1. “Ô, a Sheila voltou, a Sheila voltou, a Sheila voltou…”

  2. Esse jogo contra a Sérvia foi, na minha opiniao, um jogo diferente… pela primeira vez nesse Grand Prix, o Brasil teve em quadra uma oposta atuante!! A Sheilla foi perfeita, virando bolas bastante dificeis, nos fazenda lembrar daquela Sheilla que vira as bolas mais dificeis! Outra jogadora que merece destaque é a Dani Lins… apesar de ainda achar que a Fabíola eh melhor, a Dani foi perfeita na distribuição de bolas dos contra-ataques…

    So mais uma coisinha… OBRIGADO JAPAO!! As niponicas deram aquele empurraozinho para o Brasil conquistar o Grand Prix… Nossa seleção precisa vencer dois sets apenas para colocar a mao na taça!! BRASIL CAMPEAO

  3. As japonesas, assim como as italianas e o time reserva da Sérvia, nos fizeram ver que a China só está com esse status elevado porque não enfrentou seleções de peso. As seleções mencionadas estão abaixo do Brasil e no entanto fizeram jogo duro com as chinesas. Pô, gente! A Itália com aquele voleibol horroroso levou a sua partida contra elas para o tie-break!

    Eu nem citaria os Estados Unidos, pois elas estão jogando bem abaixo do que podem na fase final.

    Não quero com isso dizer que as chinesas são umas farsantes, mas apenas que ainda não estão preparadas para assumir o protagonismo no cenário mundial. Sim, elas estão de volta, loucas para nos tomar o lugar, mas ainda terão que comer muito gafanhoto, barata, cachorro – ou qualquer outro prato exótico de sua culinária – para nos superar.