Brasil reverte cenário e deixa Brasília com muita confiança para o restante da Liga Mundial

Brasil reverte cenário e deixa Brasília com muita confiança para o restante da Liga Mundial
Bruno: no sábado, uma das melhores atuações de sua carreira (Foto: Divulgação/CBV)

Bruno: no sábado, uma das melhores atuações de sua carreira (Foto: Divulgação/CBV)

Quando, jogando muito melhor, a Bulgária abriu 1 a 0 na primeira partida contra a seleção brasileira masculina de vôlei no Nilson Nelson, confesso que fiquei pessimista. Depois de uma rodada negativa em São Paulo, o time parecia que não conseguiria engrenar, mesmo Allan ganhando o lugar de Mario Jr. na função de líbero. Para piorar, do outro lado da quadra havia um time semifinalista olímpico, que, ao menos na teoria, era melhor do que a França.

Curiosamente, porém, é contra times assim, temidos pela força física, que o Brasil encontra seu melhor jogo. E foi isso o que os torcedores brasilienses puderam ver de perto: com um saque bastante agressivo, os comandados de Bernardinho conseguiram destruir a recepção rival a partir da segunda etapa, facilitando e muito o trabalho do bloqueio, que havia tomado um baile da França e não conseguira se destacar diante dos argentinos, até por conta da característica dos sul-americanos de não encarar paredões.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei

Mistura de Giba com Nalbert, jovem de 21 anos usa tênis extravagante e é o destaque do Brasil na Liga Mundial

Some-se a isso uma sexta inspirada de Leandro Vissotto e a seleção conseguiu sair do fundo do poço. Ganhando sua primeira chance na Liga desde 2007, Allan pode não ter sido brilhante, mas ganhou muita moral com os torcedores pela garra demonstrada, especialmente ao salvar uma bola quase impossível no último ponto.

No sábado, mais uma vez os búlgaros começaram melhor, especialmente através de Aleksiev. Acontece que, de novo, o Brasil acordou a tempo: naquela que eu considero uma das melhores performances de sua carreira, Bruno só faltou “fazer chover” na capital federal: além de uma excelente distribuição de bolas, ele conseguiu defesas importantíssimas e até marcou um ponto de atacante, em uma bola que sobrou alta à sua frente.

Mari no Praia Clube: uma excelente parceria para os dois lados

Maurício Souza também teve bons momentos diante dos búlgaros, mas ainda faz bobeira de vez em quando e não passa muita confiança para os torcedores. Com o tempo, pode melhorar este aspecto, assim como o time todo ainda tem muito a evoluir (de vez em quando, tenho a impressão que eles ficam meio perdidos em quadra). De qualquer forma, sair dos duelos contra a Bulgária com seis pontos conquistados dá uma dose enorme de confiança para os brasileiros agora que a Liga Mundial começa a entrar em seus momentos decisivos.

Agora é sua vez: qual sua avaliação da seleção brasileira após os duelos contra a Bulgária?