Campeã do Montreux, seleção feminina não se pode deixar levar por ilusões

Campeã do Montreux, seleção feminina não se pode deixar levar por ilusões
Brasileiras superaram a falta de ritmo de jogo e começaram o novo ciclo olímpico em alta (Foto: Divulgação)

Brasileiras superaram a falta de ritmo de jogo e começaram o novo ciclo olímpico em alta (Foto: Divulgação)

As cinco vitórias em cinco jogos com nenhum set perdido podem dar uma impressão de domínio da seleção brasileira feminina de vôlei no Montreux Volley Masters, primeira competição do time após o bi olímpico, que foi encerrada neste domingo com título das mulheres comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães. Quem assistiu aos jogos, no entanto, sabe que o passeio não foi tão grande assim.

Os próprios placares dos duelos evidenciam isso: em todas as partidas, houve ao menos um set no qual a diferença entre os dois times foi de apenas dois pontos. A baixa estatura do time convocado causou alguns problemas, mas isso foi superado. Obviamente não é possível ter uma equipe formada por atletas do tamanho da Takeshita, mas sempre bato na tecla que altura não deve ser critério para o corte de jogadores, seja na base ou entre os adultos.

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Pri Daroit, o destaque do Brasil neste começo de temporada

O Brasil teve dois exemplos claros disso neste Montreux: entre as seis melhores bloqueadoras, estavam Juciely (1,84m, pouco para uma central) e Pri Daroit (1,82m). Completou a lista Adenízia, que já está dentro do padrão europeu/americano, com seus 1,87m.

Quando se leva em conta que os adversários brasileiros podem ser divididos entre quem ainda busca afirmação no cenário internacional (Suíça e, em menor grau, República Dominicana), seleções juvenis (China) e com jovens destaques (Rússia – havia me confundido, obrigado a quem alertou) pode-se alegar que a equipe poderia ter conseguido atuações mais consistentes. Realmente é verdade e acredito que esse objetivo só não tenha ficado mais próximo por conta dos excessivos erros de passe, alguns até infantis para jogadoras deste porte.

Por outro lado, quando lembro que esse time jamais havia jogado junto além dos domínios de Saquarema, considero o resultado do primeiro torneio do ano excelente. Não acho que jogando assim seria possível ganhar o Grand Prix, mas até lá há tempo para dar um maior entrosamento às jogadoras. Vamos ver o time consegue manter a ascensão até lá.

Resultados do Brasil no Montreux:

Primeira fase – 28 de maio – Brasil x Suíça – 25/21, 25/23 e 25/10
Primeira fase – Brasil x China – 29 de maio – 25/19, 27/25 e 25/23
Primeira fase – Brasil x Rússia – 30 de maio – 25/14, 25/20 e 25/23
Semifinal – Brasil x Rep. Dominicana – 1º de junho – 25/19, 25/18 e 32/30
Final – Brasil x Rússia – 2 de junho – 25/23, 25/23 e 25/22

Time-base: Dani Lins, Monique, Juciely, Adenízia, Fê Garay e Pri Daroit. Líbero – Camila Brait

E você? O que achou do primeiro torneio da seleção feminina no ano?

This article has 5 comments

  1. Detalhe: A Rússia não tinha um time juvenil, mas sim uma base de jogadoras que fizeram um excelente campeonato russo. Zaryazhko jogou muito bem pelo Uralochka, foi destaque durante toda a temporada e esteve entre as melhores da competição. O mesmo se pode dizer sobre a Isaeva, Chaplina, Bondar e Dianskaya que também estiveram bem durante a temporada e mereceram a vaga no time.

  2. Um time baixo e com recepção de baixo nível conseguir um Ouro em uma competição média, é bom. Mas não vai ganhar nenhum título se continuar assim.
    Jogadoras como a Priscilla Heldes(Campinas), Ivna(Osasco), Natália(Rio de Janeiro), Rosamaria(Campinas) e a Neneca(Rio do Sul) podiam estar em vez de outras…

  3. Eu também acho que Neneca merece uma chance, ainda mais agora que as gêmeas – boas jogadoras, mas inferiores no ataque a ela – tiveram sua vez. Lamento que não se tenha experimentado a Claudinha. É a primeira competição do ciclo, e ela poderia assumir a condição de reserva da Fabíola, poupando assim a recém operada Dani Lins.

    Sobre o desempenho da seleção, concordo com a Carol. Não foi uma coisa acachapante, não. Vencemos na raça, e contamos com a instabilidade de russas e dominicanas, que tiveram chances de nos tirar sets.

  4. Eu acho que já estão querendo jogar uma pressão desnecessaria em cima da seleção, primeiro que é começo de temporada , ninguém está entrosado com ninguém…o resultado é execelente mesmo, mas muito excelente afinal não perdemos nenhum set..se em comparação em 2009 , na qual, na mesma competição o Brasil estava com a equipe base campea olimpica (com excessão das que se aposentaram, e da Jaqueline) e perdemos alguns sets ,,,ou seja, resultado mais do que bom esse da seleção renovada
    E acho que o blog está um pouco desinformado afinal a Russia foi com um mesmo tipo de equipe que a do Brasil , com destaques da liga nacional…e nao uma seleção juvenil..
    Outro ponto a se destacar é que jogamos sem a Tandara, sem a Angelica, sem Bia, ou seja poderiamos ter muito além…

  5. Antes de tudo, gostaria de parabenizar o blog, sempre acompanho as informações do mundo do vôlei por aqui, obrigado pelo canal.

    Quanto a competição eu acho que a seleção merece sim esses elogios, mas também destaco que os outros times (ao meu ver) eram bem mais jovens e inexperientes que o Brasil. Se contarmos com a presença de Dani Lins e Adenízia, duas “grandes” jogadoras do nosso vôlei frente as demais centrais e levantadoras (respectivamente), sabemos que saímos na vantagem.

    Eu acho que era uma boa hora de Zé Roberto “testar” as jogadoras, acho que ele fez isso com as gêmeas e com Pri Daroit, porém acho que outras poderiam ter tido essa oportunidade, como Claudinha e a própria Suelen. Aquela entrada de Suelen pra sacar não foi nenhum pouco eficiente, ela ajudou no fundo de quadra, isso sim.

    Mas enfim, ainda temos muito chão daqui até agosto, quando encontraremos (aí sim) os grandes times de vôlei do mundo (EUA, Rússia cia). Não acho que esse será “o time” no grand prixx, mas faço campanha pra #JucielyTitular. Todos podem afirmar que, apesar da baixa estatura, ela é uma exímia central! Tem boa participação no saque e um deslocamento no bloqueio impressionante.

    Toda a minha torcida pra ela e pra seleção feminina! Em agosto Campinas ficará “pequena”, pois eu e mais duas amigas saíremos da Bahia e de Santa Catarina pra acompanhar essa primeira fase! Quem ama vôlei é assim né? #GoBrasil #GoUni (risos)