Caso Natália: afinal, foi doping ou não foi?

Caso Natália: afinal, foi doping ou não foi?
Natália x Ladetec: alguém foi exposto injustamente nesta confusão (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Natália deve ser considerada inocente até que se prove o contrário. Ladetec precisa se explicar… (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Esta semana veio à tona a informação que a ponteira Natália foi pega em um exame antidoping por uso da substância 16-OH Prednisolone. Suspensa preventivamente por 30 dias, a atleta recebeu no julgamento um pedido de desculpas por parte do relator do caso no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Luiz Correa Meyer. De acordo com ele, houve um erro do laboratório Ladetec e as taxas da substância, que seriam oriundas de um remédio de asma, estariam dentro do limite permitido.

Natália foi então inocentada e o caso parecia resolvido até que, nesta sexta (12), ao abrir o jornal “Lance!” me deparo com uma matéria do repórter Luiz Carlos Ferreira. Ele entrou em contato por e-mail com o coordenador do Ladetec, Francisco Radler, que surpreendentemente negou ter ocorrido qualquer falha:

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei

- Todos os laudos emitidos pelo laboratório estão corretos

Ele ainda alegou que não foi convidado pelo STJD a comparecer ao julgamento. De fato, ele não estava lá, mas dois dias, atrás, porém, na matéria publicada pelo jornal “O Globo”, o próprio Radler disse que não poderia fazer comentários sobre nenhum processo por conta de compromisso contratual com a Agência Mundial Antidoping (Wada). Declarou:

- Se algumas das partes entende que houve um erro, o sistema vai avaliar da melhor maneira o que aconteceu.

Fica a pergunta: por que o Ladetec mudou a versão agora? Por que não vir a público, via Wada ou não, para esclarecer tudo de uma vez? Se julgarem necessário, até mesmo entrar com uma ação sobre a forma como as coisas foram conduzidas, afinal isso pode manchar ainda mais a imagem do laboratório, único no Brasil credenciado pela Wada. Vale lembrar que a entidade no ano passado proibiu o Ladetec de realizar um exame chamado IRMS devido a outra falha, que no caso prejudicou a carreira do jogador de vôlei de praia, Pedro Solberg.

Por fim de hegemonia na Superliga, organizada do Vôlei Amil promete força total fora da quadra

Agora modelo, Fabiana promete não perder o foco no vôlei; veja fotos

Como estabelece a própria Constituição Brasileira, “todos somos inocentes até que se prove o contrário”, de forma que Natália não pode ser de prova alguma responsabilizada pelo caso no momento, até porque tal substância nem daria alguma vantagem competitiva, servindo apenas para aliviar lesões ainda não curadas. Aliás, se ela realmente for inocente, pode até mesmo entrar com uma ação contra o Ladetec por toda a exposição a que foi submetida. Tanto a Wada quanto a ABCD (AUtoridade Brasileira de Controle de Dopagem) prometem investigar o assunto, mas, independente do resultado, é, no mínimo, extremamente preocupante termos confusões como esta ocorrendo às vésperas de uma Olimpíada no Brasil.

This article has 2 comments

  1. A forma coma a Natália reagiu também foi estranha. Nem pareceu indignada .

  2. Perikito, acredito que essa postura dela seja pela certeza de que, mesmo se houvesse punição, seria pequena, pelas características do doping. Porém, vale lembrar que a Jaqueline já caiu em um doping involuntário e pegou três meses…