Com “lei da mordaça” ignorada, campanha em prol do vôlei começa a surtir efeito

Com “lei da mordaça” ignorada, campanha em prol do vôlei começa a surtir efeito
Campanha que começou após o fim da Medley/Campinas teve o apoio público de muitos jogadores

Campanha que começou após o fim da Medley/Campinas teve o apoio público de muitos jogadores

O anúncio do encerramento das atividades da Medley/Campinas, no fim de março, escancarou o descontentamento de dirigentes e jogadores com a forma como a CBV estava conduzido a Superliga. A saída de mais um patrocinador do esporte foi o estopim para que todos finalmente começassem a ignorar a “lei da mordaça” imposta pela entidade e lutassem pelos seus interesses.

(Antes de continuar este texto, deixo o link para regra que acabava limitando o direito democrático de cada um falar o que quisesse. Basta acessar aqui o regulamento da última Superliga e ir até o 6 Ato no Anexo VIII. Lá, você vai encontrar a seguinte determinação:

DECLARAÇÕES PÚBLICAS COM CRÍTICAS DEPRECIATIVAS OU QUE DENIGRAM OS

ÁRBITROS E DELEGADOS, A IMAGEM DA SUPERLIGA, DA CBV (ENTIDADE, DIRETORES

E FUNCIONÁRIOS), RESSALVADAS AQUELAS DE NATUREZA EXCLUSIVAMENTE

TÉCNICA.

Sanção: Advertência

Reincidência: Multa no valor de R$ 1.000,00

Reincidência II: Multa no valor de R$ 2.000,00)

Como não havia como punir grande parte dos que ajudam a fazer a Superliga, incluindo aí gente do porte de José Roberto Guimarães e Gustavo Endres (só para citar dois), a solução foi sentar à mesa e negociar. E os primeiros resultados já começam a aparecer: em reunião ocorrida na última segunda, foram definidas várias diretrizes para o próximo ano, como uma Superliga com maior duração e novas competições. Os detalhes podem ser conferidos aqui.

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Coincidência ou não, outras ações legais já pintaram essa semana, como a criação da Supercopa Banco do Brasil de Voleibol e o convênio com o Sesi do Rio de Janeiro para que atletas das seleções de base não percam os estudos. Eu, que sou crítica da CBV, desta vez bato palmas para todas essas iniciativas.

Claro que ainda há muita coisa a ser melhorada e o próprio cumprimento das promessas feitas essa semana precisa ser cobrado, mas por enquanto prefiro manter a perspectiva otimista e deixar minhas palmas a toda comunidade do vôlei pela luta até agora, em especial a quem participou da reunião, muito dos quais interromperam as férias para estar lá. São eles: representantes de 17 times (Canoas, Sesi-SP, Volta Redonda, Campinas, UFJF, Funvic, RJX, Minas, Banana Boat/Praia Clube, Sesi-SP, Unilever, Rio do Sul, Pinheiros, Sollys/Nestlé, Vôlei Amil, São Caetano e São Bernardo Vôlei), 12 técnicos (Bernardinho, Zé Roberto, Marcos Pacheco, Marcelo Fronckowiak, Paulão, João Marcondes, Giovane, Talmo Oliveira, Spencer Lee, Paulo Coco, Wagão e Hairton Cabral) e sete atletas (Gustavo, Felipe Fonteles, Renato Hermely, Thiago Salsa, Rodrigão, Sheilla e Thaísa).

É assim que vamos evoluindo.

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  1. Bacana mas quem sai ganhando com isso é uma parte pois acredito que os torcedores ainda ficarão refém da ‘boa’ vontade da TV GLOBO em colocar o vôlei na tv aberta. Sendo assim continuaremos assistindo somente 4 jogos das semifinais e dois jogos das finais pois se esses jogos ocorrerem em melhor de 3 ou 5 duvido do que todos terão exibição na tv aberta. Chato.