Com nova regra, só dez dos 26 times das Superligas poderão fazer final, de fato, em casa

Com nova regra, só dez dos 26 times das Superligas poderão fazer final, de fato, em casa

Ao ver o anúncio da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) a respeito do novo critério de definição das sedes das finais das Superligas, minha reação foi de felicidade. Afinal, nada mais justo que o time que terminasse a primeira fase à frente pudesse jogar uma das partidas mais importantes da temporada diante de seus fãs…

Porém, quando se presta atenção à nova determinação percebe-se que houve outro equívoco da entidade na administração do campeonato mais importante do país. Para começar, a sede da grande decisão, será no local do primeiro colocado da etapa inicial da disputa, independente de ele estar ou não na final. Ou seja: nada impede de termos, por exemplo, um Molico/Osasco x Vôlei Amil jogando no Maracanãzinho, dificultando o deslocamento das duas torcidas.

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Mas esta não pior parte do novo critério. Segundo o próprio regulamento da CBV, a maioria dos times não poderá fazer a grande decisão nos ginásios em que indicaram no início da competição. Isso porque no Anexo I do livro de regras (que pode ser consultado clicando aqui), existe uma determinação bem clara:

(Reprodução/Regulamento Superliga 2013/2014)

(Reprodução/Regulamento Superliga 2013-2014)

Deslize a barra de leitura até o fim do documento e você encontrará os dois ginásios que cada equipe disse estar disponível para suas partidas. Neste item, você também encontrará a capacidade de cada um deles e descobrirá que somente dez dos 26 times que participam das competições possuem um ginásio com pelo menos 5 mil lugares, conforme exigido pelo regulamento. São estes:

Barueri – Ginásio José Correa (5000 lugares)
Brasília Vôlei – Ginásio Nilson Nelson (11015)
Maranhão Vôlei – Ginásio Castelinho (6000)
Praia Clube – Ginásio do Sabiazinho (6000)
RJ Vôlei – Ginásio do Maracanãzinho (11425)*
Sada Cruzeiro – Ginásio Divino Braga (6000)
São Bernardo (masculino e feminino) – Ginásio Adib Moysés Dib (5730)
Uniara Araraquara – Ginásio Gigantão (5000)
Unilever – Ginásio do Maracanãzinho (11000)*

*Apesar de se tratar do mesmo local, a capacidade do Maracanãzinho nas fichas do RJ Vôlei e da Unilever constam com números diferentes

Ou seja: alguns dos principais times do país, como o Osasco, Vôlei Amil, Sesi (M e F), Brasil Kirin, além do recordista de público Moda Maringá terão que se virar caso cheguem à final, ainda que obedeçam o critério de passar na primeira posição. Claro que, ao menos no caso dos paulistas, sempre existe a possibilidade de se jogar no Ibirapuera (11 mil lugares), mas vale lembrar que estes lugares muitas vezes são requisitados por outros eventos e podem estar indisponíveis.

Fica a questão: caso nenhum dos times listados acima passe em primeiro lugar para os playoffs, onde serão jogadas as finais da Superliga?

This article has 4 comments

  1. Bruno Inácio da Silva
    segunda-feira 6 janeiro 2014, 9:15 pm

    Muito boa essa sua observação. Aqui em Belo Horizonte, porém, temos o Mineirinho como opção para Vivo/Minas ou Sada Cruzeiro. E o Mineirinho é o maior palco do voleibol brasileiro (salvo engano).
    Pelo que eu tinha entendido a final seria mandada no estado do primeiro colocado, MAS O MANDO CONTINUARIA DA CBV. Assim, ela quem deveria se virar para marcar o local das partidas.

  2. Fica a pergunta, a final será então, em BH ou SP pela superliga masculina?

  3. Oi, Bruno! Pelo o que eu entendi, o mando, de fato, continua da CBV, mas agora só em termos de organização, etc. Porém, se o Sesi passar em primeiro e a final for entre Sada e Minas, por exemplo, o jogo será em São Paulo. Ou seja, bizarro. Abs!

    Douglas – Pelas campanhas e os acontecimentos dos times até agora, dificilmente escapa de uma destas cidades. Abs!

  4. Algumas das decisões da CBV como sempre são totalmente fora do comum. O time que teve a melhor campanha da Fase Classificatória deveria sediar a final no melhor ginásio de seu estado.
    Por exemplo: No caso se o Osasco, SESI-SP, Campinas, Pinheiros e outros times de São Paulo chegarem a final, o jogo será decido no Ginásio do Ibirapuera.

    Já que o cérebro da CBV é a Globo(responsável por definir a Fórmula do Campeonato), tudo fica complicado, até porque seria bem melhor dividir as 14 equipes da Superliga Feminina em 2 grupos, fazer turno e returno, e todos os jogos do Play-Off’s sendo melhor de 3, incluindo a final.