Confira o que foi dito após a final da Superliga masculina

Confira o que foi dito após a final da Superliga masculina

Você já leu mais cedo aqui no Saída de Rede uma análise da final da Superliga masculina 2015/2016. Veja agora o que foi dito por quem participou da partida no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O SdR estava lá e cobriu o pós-jogo. Houve reconhecimento do esforço do adversário, comemoração por uma temporada perfeita, agradecimento a quem ajudou ao longo da carreira e até piada de argentino.


Marcelo Mendez (técnico do Sada Cruzeiro)
Quatro títulos de Superliga, dois mundiais, vai demorar muito para alguém superar a marca do Sada Cruzeiro. Somos um time que fez história no Brasil e a felicidade é muito grande. O nosso grupo é batalhador e sempre acreditou na comissão técnica e no projeto do Sada Cruzeiro. O resultado disso tudo são os títulos e as vitórias que tivemos.

O Brasil Kirin valorizou muito a nossa vitória, começou muito bem a partida e teve poucos erros, principalmente no primeiro set. Depois, o nosso saque começou a funcionar e vencemos o segundo e terceiro sets. O quarto set foi disputado ponto a ponto e conseguimos fechar a parcial e vencer a partida.

É mais fácil ter um cubano atacando na entrada de rede da seleção brasileira do que um argentino como técnico. (Ele, que é argentino, brincou sobre a possibilidade de vir a ser o treinador da seleção masculina do Brasil e sobre uma futura convocação do cubano naturalizado brasileiro Yoandry Leal, da sua equipe.)

Alexandre Stanzioni (técnico do Brasil Kirin)
Tivemos chances de abrir boa vantagem e fechar o segundo set, mas falhamos. Isto faz parte. Levamos um pouco este erro para a parcial seguinte, entramos desconcentrados e acabamos não repetindo o desempenho. Tivemos cabeça e concentração para voltar para o jogo. No meio de tanto equilíbrio, perdemos nos detalhes.

Yoandry Leal (ponta do Sada Cruzeiro e melhor jogador da final)
Nosso time treinou muito bem durante toda essa temporada, tínhamos como principal objetivo ganhar o campeonato e estou muito feliz por ter conseguido isso. É um momento especial, sem dúvida. O primeiro set foi muito equilibrado, mas na reta final nós relaxamos e, em uma final, isso não pode acontecer. O segundo set também foi muito difícil para o nosso time, mas conseguimos ganhar e crescemos muito na partida. Contamos com o apoio da torcida, que viajou dez horas para torcer pelo nosso time e isso ajudou muito.

Isac Viana (central do Sada Cruzeiro)
Acho que entrei bem no time (há três anos). O trabalho que fazemos é muito importante. Dentro de quadra cada um tem o seu valor, uma importância. Somos um time que demonstrou cada vez mais entrosamento e muita garra. Esse é um time espetacular, incluindo a comissão técnica.

Vejo muito desenvolvimento, evolução no meu jogo. De lá para cá, desde que cheguei ao Sada Cruzeiro, melhorei bastante, mas sei que tenho muito a melhorar. Nesses anos sempre joguei muito focado em ajudar o time e hoje conseguimos mais uma vez mostrar nosso valor.

Lucas Loh (ponta do Brasil Kirin)
Fica um gosto ruim na boca. O nosso time tinha qualidade e um grupo unido para ganhar essa final. Fico até emocionado, é difícil falar nessa hora. É muito difícil ganhar destes caras, e infelizmente não deu. Por outro lado estou muito feliz por ajudar a trazer o projeto pela primeira vez a uma final. É um orgulho muito grande. Vamos batalhar ainda mais para conseguir melhores resultados. Não nos faltou nada, deixamos tudo em quadra, mas ele foram superiores e temos que aceitar. O Sada Cruzeiro tem entrosamento e um potencial físico enorme. Mesmo tendo perdido, estou muito feliz. O Sada também começou assim, eu estava lá. Fui vice-campeão no Mineirinho contra o Sesi com eles. Espero que a gente siga os passos do Sada.

William Arjona (levantador do Sada Cruzeiro e melhor na posição nas últimas seis edições da Superliga)
Antes da final falei que não existe favoritismo, em um jogo único tudo pode acontecer. O Brasil Kirin valorizou demais a nossa vitória, foi uma grande partida, de alto nível técnico, o quarto set foi incrível. Conseguimos nos manter no topo depois de tanto tempo em um campeonato forte como é o nosso. Isso é uma tarefa muito difícil e o grupo nunca se acomodou. Estão todos de parabéns, foi um ano 100%, conquistamos seis títulos em seis campeonatos disputados. Estou muito feliz de fazer parte dessa história que estamos construindo aqui. Cada título é uma sensação nova e diferente, parece um vício, você quer mais e mais.

Éder Carbonera (central do Sada Cruzeiro)
Esse aqui é o meu sétimo título de Superliga (quatro pelo extinto Cimed, de Florianópolis, e três pelo Cruzeiro) e queria agradecer a todo mundo que me ajudou em todas essas temporadas. Ninguém ganha nada sozinho, se eu consegui algo é porque havia alguém me apoiando, fossem os jogadores ou a comissão técnica.

O jogo de hoje foi duríssimo, contrariando a quem achava que ia ser fácil. Eles (Brasil Kirin) cresceram durante o campeonato e numa final em jogo único não há favorito.

Wallace Souza (oposto do Sada Cruzeiro)
Nós jogamos abaixo do nosso potencial e o Brasil Kirin fez o jogo deles. Muita gente diz que ganhamos mesmo jogando mal, o que não é verdade. No primeiro set fomos muito mal e perdemos. Depois melhoramos, mas ainda assim não fizemos tudo o que podíamos. O importante é que ficamos com o título e isso me deixa feliz.

Essa foi uma temporada atípica, cheguei a pensar que não voltaria a jogar bem este ano, mas me recuperei dos meus problemas físicos, com o apoio dos colegas de time, da comissão técnica. Agora estou inteiro.

Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV