Controle emocional: o grande segredo do campeão Rexona

Controle emocional: o grande segredo do campeão Rexona

Quatro títulos nos últimos quatro anos. Onze no total. Não é exagero falar que o Rexona-Ades construiu uma hegemonia no voleibol brasileiro, ampliada neste domingo (3) com a vitória por 3 sets a 1 sobre o Dentil/Praia Clube no jogo único que definiu o vencedor da edição 2015/2016 da Superliga. As parciais, de 25-18, 26-28, 28-26 e 28-26, mostram o espetáculo que foi o duelo que encerrou a temporada de clubes do voleibol brasileiro.

Exceção feita ao primeiro set, marcado pela falta de agressividade do Praia, todas as etapas poderiam ter qualquer um dos times em quadra como vencedor. Alternâncias de domínio, de jogadoras decidindo e, claro, na liderança do placar. O que pesou então a favor do Rexona? Na minha opinião, o controle emocional das comandadas pelo Bernardinho, que nunca perdem a concentração por longos períodos, independente do que ocorra.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei!

Spencer Lee exalta trabalho de Picinin no Praia, mas vê Rexona favorito na final

Tomem como exemplo o segundo set: mesmo tendo deixado escorrer uma vantagem que chegou a ser de 7-2, as cariocas não permitiram às rivais escaparem no placar e lutaram até o fim. Não deu para evitar a derrota, mas isso não foi motivo para o time se entregar na terceira etapa, quando o Praia foi muito melhor e chegou a ter 23-18. Elas foram buscar e, com 2 a 1 no placar, jogaram uma imensa pressão sobre o Praia, que cometeu uma série de erros bobos que acabaram sendo decisivos no também apertado quarto set.

Individualmente, não houve um grande destaque na final, já que as atletas oscilaram muito: no primeiro set, Natália dominou, posto que coube a Ramirez na segunda etapa. Na terceira parcial, a americana Alix e Gabi foram decisivas. Já o quarto set ficou marcado pelo crescimento de Natasha, pelo Praia, e por Monique, que cumpriu bem a função de válvula de escape quando as demais atacantes do Rexona estavam em baixa.

Chamou ainda a atenção o enorme número de bloqueios: 39 durante os quatro sets, o que demonstra o quanto os times se estudaram e demonstra também as más decisões das levantadoras neste domingo. Acontece: tanto Claudinha quanto Roberta ainda são novas para a função e possuem um longo caminho pela frente.

O sentimento que tenho após essa final é simples: o Rexona é um justo campeão, mas o Praia também seria merecedor dessa taça. Pendeu a balança para quem soube segurar os nervos e errar menos na hora de maior pressão.

E você, o que achou da final? Deixe a sua opinião nos comentários!

(Foto: Facebook/CBV)