Convocada, Jaqueline quer levar filho para concentração da seleção de vôlei

Convocada, Jaqueline quer levar filho para concentração da seleção de vôlei

A importância de Jaqueline para a seleção brasileira feminina de vôlei ficou clara esta semana: mesmo sem jogar há um ano, por conta da gestação e do nascimento de seu primeiro filho, a jogadora estará na próxima convocação da equipe verde-amarela, que nas próximas semanas começa a preparação em busca do inédito título mundial.

A garantia foi dada pelo próprio técnico da seleção nacional, José Roberto Guimarães

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— Conto com a Jaqueline, ela vai ser uma das jogadoras convocadas para a seleção

Zé, porém, vai ter que lidar com um pedido inusitado para contar com a jogadora, que é, disparado, a dona do melhor passe entre as atacantes da seleção brasileira.  Em entrevista concedida ao R7 pouco antes da declaração do treinador, a jogadora disse que pretendia levar o pequeno Arthur, de quatro meses, para o Centro de Treinamento de Saquarema caso fosse chamada:

— Vai todo mundo junto… O Murilo (capitão da seleção masculina e pai de Arthur), se Deus quiser, vai ser convocado, então vai a família inteira. O Arthur vai poder aproveitar um pouquinho do que a gente passa no nosso dia a dia. E acho que vai ser legal essa convivência dos atletas, das pessoas que estão lá concentradas… creio que ele vai se adaptar rapidinho. Faz parte e pode ser o futuro dele também.

Em entrevista ao site especializado “Saque Viagem”, Zé garantiu, com bom humor, que o pedido de Jaque será atendido:

— Não tem problema, ela está autorizada a levar o Arthur. Lá em Saquarema, nó sempre trabalhamos assim. A Paula levava a filha, a Fabíola também. E, se precisar, a gente ainda faz o trabalho de babá (risos)

Em forma

Apesar das recentes mudanças em sua vida, Jaque está completamente preparada para sua volta ao vôlei, ao menos em termos físicos: os 12 kg que ela ganhou na gravidez já foram perdidos:

— Agora, eu só preciso ganhar massa muscular para retornar aos poucos à minha atividade física, que é jogar vôlei (…) Nunca fui de deixar de malhar, de fazer minha musculação, então meu dia a dia está sendo desta maneira

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O contato com a bola ainda não aconteceu, mas Jaque não vê a hora de voltar a jogar:

— Estou há um ano parada e não é fácil voltar ao ritmo rápido, mas já estou me preparando fisicamente para não ter surpresas quando começar a treinar. Estou com muita vontade de jogar, de treinar, de pegar na bola e creio que isso vai me ajudar muito.

O principal torneio da seleção brasileira feminina será o Campeonato Mundial, entre 23 de setembro e 12 de outubro na Itália. Bicampeão olímpico, o Brasil possui como melhor resultado na história do torneio três vices: 1994, 2006 e 2010.

*Matéria originalmente publicada no Portal R7. Clique aqui para ver

This article has 1 comment

  1. Tá tudo certo, tudo lindo… agora falta a Mari marcar a coletiva dela com vocês da imprensa, pedir desculpas ao Zé Roberto (mesmo que ela não tenha culpa alguma) e, entre lágrimas, pedir para voltar a seleção, por tudo o que já fez, inclusive ser obrigada a mudar de posição  e jogar lesionada.
    Não me considero um Marifã, mas ainda acho que a loira poderia estar entre as selecionáveis pelo seu potencial de bloqueio e de ataque, preferencialmente na saída de rede, para não comprometer o passe ao jogar como passadora.
    Tandara é um incógnita, e mesmo com todo o seu poderoso potencial de ataque, não é boa de passe e nem de ataque pela saída, que é o ideal para uma oposta. Logo, eu a vejo como uma ponteira de força, dando prejuízo no passe, mas rendendo na entrada de rede e pelo meio fundo.
    Natália é outra que não sei mais o que esperar. Não é exímia passadora, defende bem, mas não ataca bem. Não é mais promessa, mas sim uma realidade, mesmo que triste, e tem que ser cortada por “deficiência técnica” se apresentar o mesmo rendimento da Amil.
    Gabi, sim, é a aposta para o futuro, e mesmo com uma temporada irregular, tem que ser testada e levada para o Mundial. Pri Daroit não fez nada para merecer ser novamente convocada, embora eu nunca tenha entendido o seu corte no fim da temporada de seleções, já que vinha se dando bem na seleção nos torneios iniciais.
    De todas as ponteiras, a única incontestável atualmente é a Fernanda Garay. As demais prováveis convocadas para a posição estão todas sob alguma forma de questionamento.