Diário dos Mundiais #12 – Grid de largada

Diário dos Mundiais #12 – Grid de largada

Finda a primeira fase, Polônia, Brasil e Rússia ganharam ritmo de jogo, EUA e Itália se complicaram em algum momento, mas seguem no páreo – a Itália correndo por fora -, a Sérvia cumpriu seu papel de candidata ao pódio, vencendo quem tinha de vencer, e perdendo para quem tinha de perder. Mas, principalmente, todos os bons times do torneio prosseguem na briga e os que vieram à Polônia pelo ideal do Barão de Coubertin (“O importante é competir”) ou para ganhar milhas de voo e aprendizado, já voltaram para casa. A corrida pelo ouro começa agora e o grid de largada foi estabelecido nos jogos de semana passada, com os resultados das partidas entre os times classificados.

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GRUPO E Aglutinação dos times do grupo A, o do time da casa, com os do D, o da morte, é bem difícil lançar previsões sobre os três pretensos classificados à próxima fase. Certo, porém, é que a Polônia larga na pole position, mas não terá vida fácil. Começa com nove pontos, mas vai encarar, pela ordem, o atual campeão da liga mundial (EUA), o time mais tradicional do grupo (Itália), a surpresa do ano (Irã) e o time sensação do campeonato (França). Um verdadeiro campo minado. Mas como tem quatro pontos de vantagem sobre o Irã, quarto colocado, pode, até, se dar o luxo de ter um tropeço que, mesmo assim, passará à próxima fase.

Já a França, que parte em segundo, com sete pontos, começa enfrentando os dois times mais fracos do grupo A – Argentina e Austrália – e pode, nesses dois jogos, conseguir o gás necessário para avançar no mundial. O problema é que, na Liga Mundial, além de a Argentina ter conseguido uma vitória sobre os franceses fora de casa, a Austrália foi quem eliminou os bleus das final da Liga, ganhando deles na decisão da segunda divisão.

A Sérvia larga em terceiro, com seis pontos. Mas como teve dificuldades na primeira fase inteira – só não perdeu set para a Venezuela, o que implica dizer que até Camarões lhe tomou uma parcial – vai ter vida difícil contra os times egressos do grupo D. Nisso, Irã, com cinco pontos, e os EUA, com quatro, podem tirar proveito, já que enfrentam agora, pelo menos, dois adversários mais fáceis do que a Sérvia terá pela frente – Argentina e Austrália.

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É difícil não pensar nos dois piores classificados do grupo A como jogos bônus para as seleções do grupo D. A Austrália se classificou nas últimas, tendo de vencer um tie break contra a Venezuela, e a Argentina, treinada por Velasco, tem uma geração reconhecidamente promissora, mas que, entra ano, sai ano, não consegue se firmar entre os grandes.

E a Itália, que larga do sétimo lugar, com apenas dois pontos, terá muito trabalho pela frente, não pode pensar em perder sets contra Argentina e Austrália (o que pode ser desastroso, caso o desempate seja necessário), e não pode perder pontos contra Polônia e Sérvia. Além disso, vai ter de torcer contra os iranianos e os norte-americanos, a quem não enfrenta mais, e vai precisar de ajuda mística para ganhar de todo mundo sem seu melhor jogador – Zaytsev, contundido no domingo, e que foi para Roma, nesta terça-feira, para tratar-se da lesão sem saber se voltará a tempo de jogar o mundial.

Classificação:
Polônia – 9 pontos
França – 7
Sérvia – 6
Irã – 5
EUA – 4
Argentina – 3
Itália – 2
Austrália – 0

Tabela (horários de Brasília)
Dia 10 – 11h40 – Argentina x França; Sérvia x Itália
Dia 10 – 15h25 – Polônia x EUA, Austrália x Irã

Dia 11 – 11h40 – Argentina x Irã; Sérvia x EUA
Dia 11 – 15h25 – Polônia x Itália, Austrália x França

Dia 13 – 11h40 – Argentina x Itália; Sérvia x França
Dia 13 – 15h25 – Polônia x Irã, Austrália x EUA

Dia 14 – 11h40 – Argentina x EUA; Sérvia x Irã
Dia 14 – 15h25 – Polônia x França, Austrália x Itália

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GRUPO F – sem times do grupo da morte para apimentar a chave, este grupo parece fadado a ver Brasil e Rússia disputarem a primeira posição, enquanto Bulgária, Alemanha e, a surpresa, Canadá, a terceira. Mas é óbvio que mesmo os grandes precisam de certas precauções para não verem a classificação para a terceira fase sair pelo ralo.

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O Brasil, se perdeu um ponto no jogo contra a Coreia do Sul, inicia esta fase com aproveitamento total, pois os sul-coreanos não estão mais por aqui e levaram embora o resultado daquela partida. O segundo jogo, em teoria, é o mais fácil, contra a China. E se é possível a semelhança entre o jogo deste adversário e o daquele que só foi batido em cinco sets, é preciso lembrar que o Brasil, naquele dia, dispôs de um time quase inteiramente reserva, o que não deve se repetir na quinta-feira.

O reinício da caminhada brasileira é contra um adversário historicamente chato, que traz más recordações pelos jogos em que venceu o Brasil graças ao saque forçado, caso de duas ligas mundiais em que o time de Bernardinho sagrou-se campeão, e por conta do jogo do mundial de 2010, quando os dois times não fizeram muita questão de vencer e protagonizaram o jogo mais feio daquele mundial. Um tropeço brasileiro neste jogo, contra um rival que tirou ponto da Rússia, não seria absurdo, mas não seria nada bem vindo. Canadá e Alemanha, além da própria Bulgária, poderiam encostar perigosamente na Seleção, já na primeira rodada.

O terceiro jogo do Brasil é contra o Canadá, que fez uma campanha excepcionalmente boa, tem, pelos números, os dois melhores atacantes do mundial e venceu a Bulgária na primeira fase. É um time que boas chances de se classificar, pois larga na quarta posição do grupo e terá um confronto direto contra o terceiro, a Alemanha, na última rodada. Vendo que os canadenses enfrentam, na sequência, Cuba e Finlândia, daria para dizer que o time tem amplas possibilidades de vencer as duas partidas. E tem, mesmo. Mas a torcida da Finlândia e a qualidade dos atacantes cubanos a despeito de sua tão propagada juventude, podem frustrar os planos canadenses de classificação já no nascedouro da fase.

A Alemanha, que deve disputar com Bulgária e Canadá a terceira vaga, enfrenta os dois rivais, o que pode ser uma vantagem ou um desastre. Mas começa jogando contra a China, o que pode dar fôlego e folga suficientes para encarar a dupla. E também não seria absurdo pensar que o time seja capaz de ganhar pontos contra a Rússia, na terceira rodada.

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Os russos só não vêm para a segunda fase com 100% de aproveitamento, porque precisaram de cinco sets para vencer os búlgaros. Mas recomeçam enfrentando adversários pretensamente mais fracos, Finlândia e Cuba, e podem chegar a Katowice, para jogar no sábado, com a vaga assegurada ou praticamente certa. Na última rodada, a partida entre Brasil e Rússia, provavelmente, servirá para definir primeiro e segundo colocados da chave.

Finlândia, Cuba e China não têm grandes expectativas. Estão muito atrás do terceiro colocado e precisarão de muita matemática para que um deles, ao menos, esteja no terceiro estágio. Matemática e reza forte, porque, sem uma combinação considerável de resultados e ainda enfrentando, os dois primeiros, Rússia, e o terceiro, Brasil, uma classificação aí é impensável.

Classificação:
Brasil – 9 pontos
Rússia – 8
Alemanha – 6
Canadá – 5
Bulgária – 5
Finlândia – 2
Cuba – 1
China – 0

Tabela (horários de Brasília)
Dia 10 – 11h40 – Brasil x Bulgária; Finlândia x Rússia
Dia 10 – 15h25 – Alemanha x China; Cuba x Canadá

Dia 11 – 11h40 - Brasil x China; Finlândia x Canadá
Dia 11 – 15h25 – Alemanha x Bulgária; Rússia x Cuba

Dia 13 – 11h40 – Brasil x Canadá; Finlândia x China
Dia 13 – 15h25 – Rússia x Alemanha; Cuba x Bulgária

Dia 14 – 11h40 – Brasil x Rússia; Finlândia x Bulgária
Dia 14 – 15h25 – Alemanha x Canadá; Cuba x China.