Diário dos Mundiais #19 – Caiu a invencibilidade brasileira. E o show foi da torcida

Diário dos Mundiais #19 – Caiu a invencibilidade brasileira. E o show foi da torcida

As 12 mil pessoas na Atlas Arena, em Lodz, e um DJ de repertório preciso fizeram o ginásio pulsar. É difícil descrever a beleza do espetáculo proporcionados nas arquibancadas, sem recorrer a adjetivos que pouco digam à imaginação do leitor. Já o jogo, se sobrarem palavras, pode ser que dizer Mariusz Wlazly resuma muita coisa.

O Brasil, último dos invictos, se começou bem o primeiro set, a ponto de abrir 15 a 11, foi porque estava surdo à gritaria uníssona dos de vermelho e branco. Mas quando o oposto Wlazly foi para o saque e quebrou o passe da Seleção Brasileira, não havia decibéis o bastante que medissem o quanto a torcida se elevava. O fechamento do set não faz crer que tenha sido como um grito de gol; os gritos de gol, de hoje para sempre, é que serão como a torcida polonesa comemorando vitória em set.

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Nas duas parciais seguintes, o Brasil esteve à frente o tempo todo. Se ganhou a apertado o segundo set, foi com uma ótima de atuação de Lipe, substituto de Murilo na partida, que passeou no terceiro. E os poloneses em quadra, se parecia que desistiam do jogo, eram sumariamente impedidos pelos das cadeiras. E se nada dava certo no ataque, o levantador Drzyzga podia contar com Mariusz Wlazly, de onde quer que ele estivesse.

A ausência de Murilo claro que foi crucial para que o Brasil saísse do ginásio com apenas um ponto na tabela. E mesmo sem ele, por muito pouco não deu para somar dois.

A Polônia construiu a vitória no quarto set, depois de longo equilíbrio até o segundo tempo técnico. De súbito, com 17 a 16 para os poloneses, o bloqueio do time da casa e os erros do ataque do Brasil alavancaram o placar para 21 a 16 em favor dos da casa. O set estava perdido.

Assim como perdido começou o tie break para o Brasil. Rapidamente, a Polônia abriu 7 a 2. Mas, num raro momento de frieza da Seleção nesta noite de Lodz, o time foi se recuperando, a ponto de Kubiak levar um cartão vermelho que empatou o set em oito pontos. Num bloqueio de Lucarelli, o Brasil conseguiu uma virada improvável para que perdia por 7 a 2.

E se fosse improvável que a Polônia retomasse o controle da situação, depois de ver sua vantagem quase vencedora evaporar, o torcedor, como tem feito desde o começo da segunda fase, arrastou consigo a Seleção Polonesa.

O Brasil ainda teve um match point. Mas Wlazly impediu a vitória do Brasil. Não exatamente explorando o bloqueio, com 14 a 15, mas fazendo 31 pontos em toda a partida, pontuando no ataque em 63% das bolas que recebeu.

Wlazly foi o nome na quadra. Porque, do jogo, seria preciso listar os poloneses que têm proporcionado, desde o começo do campeonato, um espetáculo sem igual.

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REDE ALTA E DESCONTÃO Que tal a ornamentação da Rua Piotrkowska, em Lodz? Se em Katowice as ruas de acesso ao ginásio se recordaram do mundial de vôlei, por aqui, a principal rua comercial da cidade entrou no clima do torneio, atravessando redes para jogos de gigantes. Já uma cafeteria italiana garantia 50% de desconto no café da manhã ao cliente que apresentasse um ingresso para partida do mundial de vôlei.

Com a Seleção Polonesa na cidade, o clima em Lodz é mais para vôlei do que em Katowice.