Diário dos Mundiais #22 – Semifinalista de castigo

Diário dos Mundiais #22 – Semifinalista de castigo

A melhor campanha do campeonato mundial é do Brasil. Com dez vitórias em 11 jogos, a Seleção Brasileira só perdeu seis dos 38 sets que disputou. O time superou problemas físicos com Bruno, Sidão, Wallace e Murilo e chegou às semifinais depois de uma vitória inquestionável contra a Rússia, atual campeã olímpica – a segunda sobre os rivais na mesma semana. Difícil não apontar o Brasil como favorito contra a França, neste sábado, a partir das 11h40, horário de Brasília, mesmo com o extra-quadra batendo à porta do time.

A matéria está no Melhor do Vôlei

Diário dos Mundiais: os russos caíram

Por conta da ausência do técnico Bernardinho e do capitão Bruno a duas coletivas de imprensa pós-jogo, a Seleção Brasileira foi multada, nesta sexta-feira, em dois mil dólares pela Federação Internacional de Voleibol. O técnico Bernardinho disse ter recebido a notícia da multa imposta pela federação com indiferença.

“O que a FIVB decide, para mim, não tem nenhum valor. Deles, não espero nada positivo. Lembram que a gente (Seleção Brasileira) apanhou, na final da Liga Mundial de 2009 (contra a Sérvia), em Belgrado? Ninguém foi punido”, recordou o treinador.

De acordou com a imprensa polonesa, a intenção do Presidente da FIVB, o brasileiro Ary Graça, é ainda punir o time por causa de ocorrências depois da derrota para a Polônia, na terça-feira.

“Jogar uma toalha molhada num delegado da FIVB, mostrar o dedo do meio para um jornalista polonês, insultar assessores de imprensa, nada disso é aceitável”, declarou o dirigente a um site polonês.

O técnico brasileiro negou ter feito o gesto obsceno mencionado por Ary Graça e explicou sua ausência à sala de coletivas, na última terça-feira.

“Eu não mostrei o dedo do meio a ninguém, saí da quadra direto. Não fui à coletiva, porque o clima esquentou no final da partida, eu sabia que iam me perguntar sobre isso, e não queria falar nada que não tivesse a ver com o jogo, para não diminuir o brilho da vitória da Polônia”, concluiu Bernardinho.

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FAVORITISMO Brasil, França, Polônia e Alemanha. Dos quatro semifinalistas do Campeonato Mundial masculino de vôlei, só o Brasil esteve entre os seis na fase decisiva da Liga Mundial deste ano, só o Brasil esteve entre os semifinalistas do mundial passado, só o Brasil esteve nas semifinais olímpicas da década de 1980 para cá.

Se histórico remoto e recente bastassem, o tetracampeonato para a Seleção Brasileira seria questão apenas de aguardar o fim da noite de domingo, em Katowice, para a entrega das medalhas e da réplica do troféu furtado.

Mas o esporte é bicho danado e o imprevisível, se é o sal das competições, deixa gosto amargo no surpreendido. E ainda tem de ver qual a extensão real dessas punições que a FIVB tem prometido.

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BRASIL OU FRANÇA? Se a França tem o oposto Rouzier e o ponteiro Ngapeth entre os melhores atacantes do campeonato e o líbero Grebennikov o melhor defensor, Murilo é o passador mais eficiente entre os jogadores ainda em ação nas finais e Lucarelli também se coloca entre os maiores pontuadores do torneio.

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POLÔNIA OU ALEMANHA? Enquanto a Polônia passou invicta por confrontos contra Brasil e Rússia, a Alemanha acumula três derrotas na competição. Difícil não apontar o time da casa como favorito no duelo entre europeus, na segunda semifinal este sábado.

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SEM CONSOLO Se no mundial passado a federação havia abolido os jogos do torneio de consolação, neste ano, o regulamento puniu Rússia e Irã com uma partida que vale o quinto lugar. O jogo – essencialmente lastimoso – será neste sábado, em Lodz, às 8h40, horário de Brasília.

O duelo até pode valer alguma coisa para o Irã, embora não haja muita diferença entre ser quinto ou sexto colocado, mas, para os russos, é uma punição ao voleibol preguiçoso apresentado na terceira fase.