Diário dos Mundiais #26 – Primeiro passo do Brasil

Diário dos Mundiais #26 – Primeiro passo do Brasil

Similar ao do masculino, o regulamento do Campeonato Mundial feminino de Vôlei prevê longo caminho para quem quiser chegar ao título: três fases de grupo, semifinal, final, 13 jogos. O espaço de tempo é menor, significa menos dias de descanso. E num torneio desse gênero, a lição foi aplicada no torneio masculino, às vezes o resultado importa mais que a qualidade do vôlei, e o tempo desprendido em quadra, tanto quanto os pontos da vitória.

Notícias do Mundial feminino? Melhor do Vôlei

Pois hoje o Brasil só precisou de 1h22 e três sets para vencer a Bulgária. Vitória tranquila? Até certo ponto. O segundo set, embora nunca parecesse que as búlgaras fossem levá-lo de fato, foi equilibrado. O ataque brasileiro raramente conseguia colocar a bola no chão logo de primeira. Por outro lado, a defesa foi bem – não faltaram longos ralis. Fernanda Garay e Thaísa tiveram dificuldade no ataque; Fabiana e Sheilla, não. Se as cortadas brasileiras renderam 39 pontos ao time contra 42 de Bulgária, o bloqueio e o saque se sobressaíram. E, erros, a Seleção só cometeu dez em toda a partida. Mas isso, daqui a alguns dias, talvez não tenha mais importância.

Ter jogado bem ou mal numa terça-feira contra a Bulgária, em Trieste, numa estreia, pode ser que não tenha mais significado logo, logo. Porque o placar, por agora e, provavelmente, pela segunda fase, foi tudo de que o Brasil precisou levar da partida. O campeonato é tão demorado que esses detalhes tendem a se perder.

E no esporte, olhar só o resultado – o fim – e esquecer o meio é empobrecedor. Infelizmente, num torneio como esses, em que alguns resultados são considerados para uma fase posterior e outros são descartados, a tendência é haver um sem número de jogos esquecidos, aqueles em que o resultado é que vai falar por si. E esse tipo de partida, no mundial, tende a ser regra.

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JUVENTUDE Que tal a azeri Polina Rahimova, de 24 anos de idade, marcando 33 pontos na vitória doo Azerbaijão sobre o Japão, por 3 a 2? E que tal a canhota Tijana Boskovic, de 17, deixando Brakocevic no banco e marcando 22 vezes na vitória da Sérvia sobre a Turquia, por 3 a 1?

No dia em que Gamova voltou aos jogos oficiais da Seleção Russa, marcando 14 vezes, os destaques na posição de oposta foi de duas estreantes em mundiais.

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SEM REPLAY Ninguém saber dizer ao certo o motivo, mas o fato é que não há desafio de vídeo nesta primeira fase do mundial. A expectativa é de que o recurso passe a ser utilizado a partir da semana que vem, na segunda fase.

E os jogos acumulados do primeiro para o segundo round? Então não há problema em estes só contarem com o olho humano, mas os outros precisam de olho eletrônico?