Diário dos Mundiais #32 – Perderam para quem?

Diário dos Mundiais #32 – Perderam para quem?

Exceto pelo grupo C, onde os Estados Unidos não perderam ponto para as seleções medianas e a Rússia, apenas para os EUA, todos os outros grupos do campeonato mundial feminino de vôlei reservaram algum apuro aos favoritos. Com a pontuação diferenciada para vencedores e perdedores com e sem tie break, houve grupo, até, em que o segundo colocado terminou invicto – fato que, num esporte em que não há empate, deveria causar escândalo.

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Diário #31 – Brasil vira para acordar

Ficar primeiro ou segundo de grupo, a essa altura do campeonato, não muda coisa alguma, a não ser, a ordem de jogos na tabela da segunda etapa. Mas não soa inverossímil que a República Dominicana não tenha perdido para ninguém e tenha terminado a fase atrás da Itália, no grupo A? E se fosse o caso de resolver uma última vaga em disputa? E se fosse uma fase final de Grand Prix – turno único com seis times, todos contra todos?

Ano passado, quando Brasil e China se enfrentaram na rodada final do Grand Prix, essa possibilidade era viva: o Brasil só precisava vencer dois sets para ser campeão, e se perdesse por 3 a 2, deixaria a China, invicta em todo o torneio, com um estranho vice-campeonato. Teria sido a seleção que, literalmente, venceu todos os oponentes que confrontara e caiu derrotada pela matemática do regulamento. Na ocasião, a vitória do Brasil em sets diretos evitou uma discussão enfadonha, e assim como a pouca diferença que faz a Itália ter encerrado a fase à frente ou atrás da República Dominicana.

Não parece correto, entretanto, a volta ao sistema antigo, que atribuía indistintamente dois pontos a quem vencia e um a quem perdia. Mas que seria bom o Vôlei deveria encontrar uma solução matemática que evitasse esse tipo de imbróglio, seria.

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DIVERTIDO O Mundial da Itália chegou, neste domingo, ao cabo da primeira fase, a 13 partidas definidas em quatro sets e 10 no tie break. Também com quatro grupos de seis times, a primeira fase da edição passada, em 2010, teve os mesmos 13 jogos com placar de 3 a 1 e oito em 3 a 2 – só no fim da segunda fase daquela edição é que o torneio chegou a 10 tie breaks.

Mais do que nos números comparativos, dá para perceber que o mundial deste ano está interessante quando o Japão perde para o Azerbaijão, a Turquia quase vence o Brasil e a República Dominicana bate a Itália. Ou quando uma menina de 17 anos, Tijana Boskovic, vira titular da Sérvia e passa a ser temida pelos adversários.

O campeonato começou a engrenar e tem tudo para ficar ainda melhor, com a segunda fase.