Diário dos Mundiais #37 – Voleição 2014: Seleção Brasileira vai para o terceiro turno

Diário dos Mundiais #37 – Voleição 2014: Seleção Brasileira vai para o terceiro turno

Quando entrou em quadra para enfrentar a Rússia, o Brasil sabia que a boca de urna fora totalmente favorável. O 3 a 0 dos EUA sobre a Sérvia era suficiente para que o time de José Roberto Guimarães cumprisse a promessa de passar de fase.

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Havia em jogo, dali em diante, a primeira posição do grupo, a invencibilidade e outra irrelevâncias – o mundial masculino ensinou que isso é desimportante, se é a FIVB quem sorteia os grupos da terceira fase. O que estava, mesmo, em voga em Verona era impedir votos importantes para o time da Putin, candidato sempre perigoso, por mais que as pesquisas mostrem o contrário. E as brasileiras conseguiram isso também.

A história do jogo de quatro sets teve três momentos descontínuos. Um dá conta dos sets ímpares, outro do segundo set e o último da virada inacreditável na parcial da vitória.

No primeiro e no terceiro sets, o Brasil jogou com autoridade, defendendo e bloqueando um bocado, pouco importava se Gamova começava no banco e entrava no decorrer das parciais. Aliás, a margem de erro dela foi imensa: das 21 bolas que ela atacou, apenas cinco renderam pontos – aproveitamento muito parecido com o de Sheilla, diga, com seis pontos em 22 ataques.

O segundo set poderia entrar na apuração dos outros dois, não fosse uma incrível virada russa – mais uma que o Brasil sofre no mundial. A Seleção Brasileira teve o set nas mãos duas vezes e o entregou às russas. Primeiro, começou o set fazendo 10-2 e permitiu o empate em 13-13. Depois, encontrou força para abrir quatro pontos novamente, em 23-19, e permitiu a vitória das campeãs mundiais.

Aí, no quarto set, brasileiras e russas inverteram dramaticamente os papéis do segundo. Se a Rússia abriu 20-11, permitiu que o Brasil virasse para 22-21, salvasse um set point e fechasse em 27-25.

Agora, o Brasil debate com os EUA quem terminará a fase na liderança. E a Rússia, por não ter vencido o quarto set, vai para o corpo a corpo contra a Sérvia sem poder levar o jogo para o tie break.

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VALE A PENA VER DE NOVO A virada brasileira de 11-20 para fechar o jogo recordou uma vitória recente do Brasil sobre a Rússia. Nas semifinais do Grand Prix de 2011, as russas pareciam que iam levar o jogo para o quarto set, fizeram 22 a 15 no placar e aí…