Diário dos Mundiais #7 – Com Bruno poupado, Brasil treina com Raphael para pegar a Finlândia

Diário dos Mundiais #7 – Com Bruno poupado, Brasil treina com Raphael para pegar a Finlândia

Apesar de não haver sido constatada nenhuma fratura na mão, Bruno ainda sente dores no local contundido e é dúvida para a partida desta sexta-feira, contra a Finlândia, à 15h25, hora de Brasília. Durante o treino desta quinta-feira, na Spodek Arena, em Katowice, local da partida, o levantador participou rapidamente do aquecimento, limitando-se ao contato de manchete com a bola. No mais, ficou no banco de reservas com uma bolsa de gelo, observando a movimentação do time. Ele ainda fará um teste horas antes da partida para ver se tem condição de jogo, mas, ao que tudo indica, Raphael será mesmo o levantador titular do Brasil. Ele se mostrou desconfortável com a situação, mas deixou claro estar preparado para o confronto.

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Jogar pouco foi o melhor para o Brasil

“Eu não gosto da forma como está sendo, substituir um jogador machucado. Sei que não é nada fácil, já passei por isso, mas, graças a Deus, não é nada sério”, disse o jogador.

Raphael é o jogador mais velho da seleção atual, mas faz, na Polônia, sua estreia em campeonatos mundiais. Sua inexperiência nesse tipo de competição, apesar de sua idade, e a alta probabilidade de ser titular numa partida entre times invictos não o abalam.

Tenho 35 anos, mas não me sinto com toda essa idade. A paixão que eu tenho por esse esporte me faz querer sempre alcançar mais objetivos”, afirmou. “Amanhã não é nenhuma final, mas é um jogo muito importante e os jogadores estão muito preparados, o grupo inteiro treinou muito bem. Estamos muito seguros para tentar conseguir mais um bom resultado aqui”, completou o levantador.

Com a volta de Sidão, que treinou normalmente, o provável time que enfrenta a Finlândia é Raphael, Wallace, Murilo, Lucarelli, Lucão, Sidão; líberos: Mário Jr. e Felipe.

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TELÃO Desde a segunda partida da Polônia no Mundial de Vôlei, contra a Austrália, o telão instalado do lado de fora da Spodek Arena passou a transmitir as partidas do time da casa. Para o jogo desta quinta-feira, contra a Venezuela, o público foi bom e acompanhou o passeio da seleção local em três sets.

Pela tabela do mundial, essa vai ser a única forma que os torcedores de Katowice terão para ver seu time, pelo menos, até as semifinais – que serão aqui. A Polônia está jogando em Wroclaw e irá para Lodz, na segunda fase. Caso se classifique para o terceiro estágio do torneio, o que define os semifinalistas, o time continuará, obrigatoriamente, em Lodz. Só chegará a Katowice, se for um dos quatro melhores do campeonato. Lembra uma seleção de futebol que organizou uma Copa do Mundo, mas só jogaria no estádio principal da competição, se chegasse à final.

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PESADA OBRIGAÇÃO Polônia, Itália, Brasil, Rússia e EUA na Liga Mundial, Itália e EUA no mundial. Enquanto vencer era diversão, o Irã saiu-se bem, destronou favoritos, subverteu a lógica do vôlei. Mas na primeira ocasião, neste ano, em que vencer era obrigatório, o Irã caiu em quatro sets para a França. Deste jogo, que provavelmente contará para a segunda fase, não levará ponto algum. Ghafour, o oposto que encantou os fãs do vôlei na segunda fase da Liga Mundial, foi titular só no primeiro set e terminou o confronto com apenas um ponto contabilizado.

O próximo jogo do time asiático é contra a Bélgica, desesperada por um bom resultado, tentando evitar a eliminação precoce do torneio. Partida perigosa para o Irã.