Doug Beal: “Não é possível dizer adeus ao voleibol”

Doug Beal: “Não é possível dizer adeus ao voleibol”

Saída de Rede traz uma entrevista com o diretor executivo da USA Volleyball (USAV, organização que administra o vôlei nos Estados Unidos), Doug Beal, originalmente publicada no site americano Volleyverse. A entrevista foi realizada por um dos nossos colaboradores fixos, Sidrônio Henrique, que a traduziu para o SdR.

Após a entrevista, veja a opinião de alguns dos maiores técnicos do mundo, incluindo os brasileiros Bernardinho e Bebeto de Freitas, o americano Karch Kiraly e o francês Laurent Tillie, sobre a contribuição e a importância de Beal para a modalidade.

Aqui o link para o original: http://volleyverse.com/features/game-in-focus/doug-beal-it-is-not-possible-to-say-goodbye-to-volleyball/

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No início deste mês, Doug Beal, 68 anos, anunciou sua aposentadoria do cargo de diretor executivo da USA Volleyball, o que repercutiu bastante entre os profissionais da modalidade. “Eu venho falando sobre minha aposentadoria, mas talvez as pessoas não tenham acreditado em mim, eles provavelmente pensaram que eu estava brincando”, disse Beal. Seu último dia à frente da USAV tem data: 2 de janeiro de 2017.

Considerado um gênio do vôlei, o homem que criou a versão moderna deste esporte concorreu à presidência da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) em 2012 e perdeu para Ary Graça, mas muitas pessoas próximas ao esporte ainda esperavam vê-lo à frente da principal entidade da modalidade.

Doug Beal disse que vê um futuro brilhante para o voleibol, que não gosta da ideia de aposentadoria e que de alguma forma vai se manter ligado ao esporte. “Não é possível para mim para dizer adeus ao voleibol”, afirmou.

Confira esta entrevista exclusiva com um dos profissionais de voleibol mais inovadores de todos os tempos:

Volleyverse - Você anunciou sua aposentadoria do voleibol dos EUA, mas que você está deixando o esporte ou você vai permanecer ligado de alguma forma?
Doug Beal - Não é possível para mim para dizer adeus ao voleibol, sou apaixonado pelo vôlei. Com certeza continuarei fazendo algo ligado ao esporte: consultoria para a USAV, talvez trabalhando para patrocinadores ou tentando desenvolver uma liga profissional nos EUA. Talvez com a FIVB, se eles me quiserem. A propósito, eu odeio a palavra “aposentadoria”.

Volleyverse – Por que você não gosta desta palavra? Te incomoda?
Doug Beal - Sinto-me jovem e saudável, não me vejo como uma pessoa velha. Eu não consigo me imaginar em uma cadeira de balanço, ainda tenho algo para dar e eu gostaria de continuar em atividade. Deixarei a USAV em janeiro de 2017, mas quero continuar envolvido com o esporte.

Volleyverse - Sua decisão de se aposentar da USAV e, consequentemente, deixar o conselho de administração da NORCECA (Federação das Américas do Norte e Central e do Caribe) e da FIVB, está vinculada ao recente anúncio de que Ary Graça tem o apoio dos presidentes das federações continentais para ser reeleito presidente da FIVB no final do ano, permanecendo no poder até 2024?
Doug Beal - Graça me perguntou se eu ia concorrer à presidência da FIVB, acho que ele estava preocupado. É muito difícil vencer uma eleição contra quem comanda uma federação esportiva, e isso acontece não só no voleibol, por causa do poder e de todas as ligações que a pessoa concentra. Eu venho falando sobre minha aposentadoria, mas talvez as pessoas não tenham acreditado em mim, eles provavelmente pensaram que eu estava brincando, mas isso não é algo em que eu comecei a pensar em ontem.

Volleyverse - Então, você vai concorrer à presidência da FIVB ou não?
Doug Beal – Não sei se vou concorrer, mas é improvável.

Volleyverse - Como o vôlei entrou na sua vida?
Doug Beal – Comecei muito jovem, aos 10 anos, na escola primária, em Cleveland, Ohio. Eu tive excelentes professores que me guiaram no campo esportivo. Essas pessoas que me apresentaram ao voleibol, as que me treinaram, tenho enorme admiração por elas. Meus professores, meus treinadores, meu pai.

Volleyverse - O vôlei era popular na sua escola?
Doug Beal – Tínhamos muitos esportes, como futebol americano, beisebol, basquete, você sabe, os mais populares nos Estados Unidos, mas o voleibol era tratado com seriedade. Joguei vôlei e basquete até a faculdade. Eu tinha praticado os outros esportes enquanto criança, mas a partir de 16, 17 anos de idade eu só pensava em voleibol, minha paixão.

Volleyverse - Você parou de jogar aos 29, quando certamente teria alguns anos a mais. O que aconteceu?
Doug Beal - Parei de jogar por causa de lesões nas costas e, em seguida, surgiu a oportunidade de ser treinador. O treinamento de equipes era algo que eu tinha estudado na Universidade Estadual de Ohio e eu gostei.

Volleyverse - Você imediatamente começou a trabalhar como treinador. Gostaria de ter jogado mais tempo?
Doug Beal - Eu gostaria de ter jogado mais tempo, mas infelizmente eu tinha um monte de lesões. Nós não tínhamos o conhecimento que temos hoje em dia. Eu adoraria que tivéssemos esse conhecimento naquela época, para que pudéssemos evitar um monte de coisas, como lesões lombares, problemas nas articulações. Eu sinto falta do tempo em que era técnico, mas acima de tudo eu sinto falta de jogar. Eu amo jogar. Eu tenho muitas lembranças do meu tempo como treinador, mas as imagens enquanto atleta são mais fortes na minha mente.

Volleyverse - Você jogou, você foi treinador, agora você é um administrador. Em que função você diria que se destacou mais?
Doug Beal - Eu fui melhor treinador do que jogador e sou um administrador melhor do que era técnico.

Volleyverse - Algum arrependimento?
Doug Beal – Tantas vezes ouvi as pessoas, ao olharem para trás, dizerem “eu não faria nada diferente”. Eu não acho que realmente acreditem nisso. Estou confortável com as minhas decisões, minhas atitudes ao longo da minha carreira, sou muito sortudo por todas as pessoas com quem tive a oportunidade de treinar, de trabalhar, mas estou ciente de que cometi um monte de erros. (Risos)

Volleyverse - Você é considerado revolucionário por muitos treinadores em todo o mundo pelas alterações introduzidas nos Jogos Olímpicos de 1984, em especial o sistema de recepção com dois passadores e por transformar a posição de oposto desde um perfil técnico em um especialista em ataque. Você diria que este foi o ponto mais alto da sua carreira?
Doug Beal - Eu te digo que tenho muito orgulho disso. Demorou cinco ou seis anos para que essa estrutura de jogo fosse desenvolvida, tivemos muitas pessoas trabalhando para isso. Após a medalha de ouro nas Olimpíadas de 1984, embora eu tenha deixado o cargo de treinador, a equipe foi capaz de melhorar o jogo, dominando o ciclo olímpico seguinte. Tenho orgulho do quanto fomos criativos, por termos tido a coragem de correr riscos. Como jogador, como treinador ou como dirigente nós temos de correr riscos às vezes. Nós fizemos isso e fomos muito bem sucedidos.

Volleyverse - Você começou sua carreira de treinador muito jovem, em 1977. Até que você atingisse o topo com o ouro olímpico em 1984 foi um longo caminho e o voleibol nos EUA, assim como agora, não era muito popular. Com quem teve a oportunidade de aprender?
Doug Beal - Eu aprendi muito com pessoas como (Viacheslav) Platonov, (Yuri) Chesnokov, Hubert Wagner, (Yasutaka) Matsuidara*. Todos eles eram grandes treinadores e eu tive a chance de me tornar amigo deles. Ter a chance de interagir com estes grandes profissionais acrescentou muito à minha carreira.

Volleyverse – Como você vê o vôlei em um futuro próximo?
Doug Beal - Eu acho que o voleibol tem um futuro brilhante. Eu gosto de algumas das coisas que a FIVB está fazendo, como promover a modalidade como uma atividade para as famílias e como entretenimento. Podemos ver que o voleibol está crescendo, especialmente na Europa. Ele também está crescendo na América do Sul e está ficando cada vez mais popular nos EUA.

Volleyverse – Já faz alguns anos desde que você começou a falar sobre a implantação de uma liga profissional nos Estados Unidos, mas o vôlei enfrenta alguns obstáculos aí. Um ano e meio atrás você mencionava a importância de atrair um grande patrocinador. O que falta para que o voleibol finalmente decole nos EUA?
Doug Beal - Mais do que um patrocinador, precisamos de muitos parceiros diferentes: para a transmissão pela TV, para os ginásios, as cidades-sede, estamos falando de um país de dimensões continentais, com muitos fusos horários, há um grande número de peças envolvidas. Temos que conhecer o nosso público melhor. O voleibol precisa ser integrado ao sistema escolar, isso é essencial para o crescimento da modalidade nos EUA. Mas estou bastante otimista.

Volleyverse - Enquanto a FIVB avaliava as candidaturas para a sede do Mundial masculino 2018, você considerava a possibilidade dos EUA entrarem na disputa. A FIVB escolheu Itália e Bulgária como sedes do torneio. A USAV chegou a apresentar uma candidatura?
Doug Beal - Não oficialmente. Avaliamos as condições e decidimos que ainda não era o momento.

Volleyverse - Por quê?
Doug Beal - Logística, principalmente. Ainda é um pouco complicado para nós sermos sede de um torneio em várias cidades.

Volleyverse - Vimos as finais do Grand Prix 2015 em Omaha, Nebraska, mas ali eram seis equipes no formato round robin. Quando vamos ver um grande torneio como o Campeonato Mundial nos EUA?
Doug Beal - Eu acho que é possível, mas não sei quando. Talvez em 2022.

Volleyverse - Após a medalha de ouro nos Jogos de Los Angeles 1984 você escreveu “Spike”, um livro sobre todo o processo, as decisões difíceis que resultaram no primeiro ouro olímpico do vôlei masculino dos EUA. Em 2014 você afirmou, “eu nunca pensei em escrever um livro outra vez, é um trabalho duro”. Agora que você está fechando mais um ciclo em sua carreira, já reconsiderou a possibilidade de escrever outro livro?
Doug Beal - Você só escreve um livro quando tem algo a dizer.

Volleyverse - Eu suponho que você tenha muito a dizer.
Doug Beal - Eu gosto de escrever e não é uma má ideia (risos), mas isso não é algo que eu vou fazer imediatamente. Talvez no futuro.

*Viacheslav Platonov treinou a equipe masculina da URSS três vezes (1977-1985, 1990-1992, 1995-1997), Yuri Chesnokov comandou a seleção masculina da URSS de 1972 a 1976, Hubert Wagner foi o treinador da equipe masculina da Polônia de 1973 a 1976, e Yasutaka Matsuidara treinou a seleção masculina do Japão em três Olimpíadas, 1964, 1968 e 1972. Todos foram muito bem sucedidos. Platonov, Wagner e Matsuidara estão no Hall of Fame.

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Douglas Peter Beal
Nasceu no dia 4 de março de 1947
Cidade natal: Cleveland

1957 – Beal começou a jogar voleibol na escola primária
1970-1976 – Jogou pela seleção dos EUA
1978 – Ajudou a implantar o primeiro centro de treinamento de voleibol masculino dos EUA, em Dayton, Ohio
1977-1984 – Treinou a seleção masculina dos EUA, conduzindo-a ao ouro nos Jogos Olímpicos de 1984
1985-1987 – Diretor de Seleções da USAV
1988-1989 – Diretor da USAV
1989 – Entrou para o Hall of Fame
1990-1992 – Treinou o Mediolanum Gonzaga, equipe profissional da Liga Italiana
1995 – Primeiro treinador a receber o USAV All-Time Great Coach Award
1993-1997 – Assistente especial da Diretoria Executiva da USAV
2000 – Finalista na eleição da FIVB do “Treinador do Século XX”
1997-2004 – Voltou a treinar a seleção masculina dos EUA
2005-2016 – Diretor executivo da USAV

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O que grandes técnicos dizem sobre o legado de Doug Beal

“Beal foi um divisor de águas, o grande mentor daquele projeto que culminou com o título olímpico de 1984, depois se manteve por perto, trabalhando pelo voleibol americano. É um homem do voleibol, um homem que dedicou sua vida ao desenvolvimento deste esporte. Desenvolveu pessoas, trouxe ideias importantes. Um homem extremamente preparado, de uma inteligência incrível. Quando concorreu à presidência da FIVB, a torcida do mundo do voleibol, dos atletas era para que ele assumisse a presidência da entidade. Era o nome que todos nós tínhamos como o mais adequado a dirigir o mundo do voleibol.

Primeiro, queria agradecer todo o legado que ele deixou para o voleibol mundial. Eu tive oportunidade, como atleta, de jogar contra as equipes dele e depois, como treinador, de enfrentá-lo. É uma pessoa de um caráter, de uma integridade muito grandes. Ao deixar o voleibol, é uma perda enorme. Sinto muito que ele não tenha tido a oportunidade de ter uma função ainda maior no que diz respeito ao voleibol mundial em termos de gestão. Ele era o nome mais certo para ter assumido a FIVB na última eleição. Um nome muito mais representativo dos atletas e dos profissionais das quadras, e não do mundo dos dirigentes, que é um outro mundo, que pensa de uma forma diferente.”
Bernardinho, técnico da seleção masculina do Brasil

“Ninguém pode questionar as intenções de Doug, sua sinceridade, cuidado e amor para com o esporte, sempre à procura de maneiras para ajudar o voleibol a crescer, torná-lo mais popular. Ele é realmente um líder íntegro, que demonstrou sua capacidade trabalhando até pela Federação Internacional. É realmente importante ter pessoas com integridade nesses cargos.

Eu não acho que seja possível mensurar o impacto que Doug tem tido no nosso esporte, ele que fez parte da criação de mudanças inovadoras. Ele e Bill Neville, assim como o restante da sua equipe, nos guiaram de uma forma pela qual alcançamos o sucesso olímpico em 1984, algo que nunca tínhamos tido antes.

É impossível quantificar, mas ele tem acompanhado uma série de mudanças surpreendentes neste esporte desde meados dos anos 1970. Isso é impressionante.”
Karch Kiraly, atleta de Doug Beal na década de 1980 e atualmente treinador da seleção feminina dos EUA

“Eu me considero sortudo por ter tido a oportunidade de encontrar Doug algumas vezes, ter podido conversar com ele e aprender muito. Como treinador ele mudou a forma de jogar. Também nos ensinou sobre eficiência, como tirar o melhor dos treinamentos, ele sempre tentou elevar ao máximo o nível do vôlei. Doug é um exemplo para mim e me inspira a cada dia. Desejo-lhe o melhor e estou certo de que vou encontrá-lo perto da quadra em breve, pois ele tem voleibol no sangue.”
Laurent Tillie, treinador da seleção masculina da França

“Meu pai tinha muito respeito por Doug Beal, o considerava um treinador muito competente e inteligente, dedicado ao voleibol. Meu pai via Beal como um técnico que apresentou algo novo, quando o voleibol era jogado de uma maneira ortodoxa.”
Olga Tiunova, filha do falecido treinador Viacheslav Platonov, que treinou a equipe masculina da URSS que dominava o vôlei antes dos EUA

“A forma como o nosso esporte é praticado hoje, nos Estados Unidos e no mundo, é assim devido a Doug Beal. Sua visão, ética profissional, criatividade e coragem conquistaram respeito sob todos os aspectos e em todos os níveis da modalidade. Sempre que eu estava com ele, eu sabia que estava na presença da grandeza.”
Marv Dunphy, sucessor de Beal como treinador da equipe masculina dos EUA

“É difícil compreender a magnitude da influência de Doug em nosso esporte. Como treinador e como administrador, sua profunda paixão pelo voleibol e sua dedicação a ele sempre foram visíveis. Sua aposentadoria marca o fim de uma grande era para o voleibol nos EUA.”
Hugh McCutcheon, ex-treinador das seleções masculina e feminina dos EUA

“Doug Beal é um grande operário do voleibol. O sistema que ele criou está ativo ainda hoje, quase todo mundo copiou. Ele deixou uma marca eterna onde trabalhou com seu grande conhecimento e suas soluções. Como adversário, sempre vi nele um grande respeito por mim e pelos demais, era um prazer encontrá-lo. Ele estava sempre próximo das seleções americanas e eu o via nos grandes torneios ajudando-as com seu conhecimento. Eu diria que ele deu muito ao voleibol, não só nos EUA, mas em todo o mundo. Obrigado, Doug!”
Nikola Grbic, técnico da seleção masculina da Sérvia

“Fico triste ao saber que Doug Beal decidiu se aposentar. Ele é um homem que mudou a história do voleibol com a equipe dos EUA na década de 1980. Sua personalidade e sua abordagem sobre a modalidade tiveram grande influência no esporte nos últimos 30 anos. Eu gostaria que seu modo de ver o vôlei fosse mantido em nosso meio e também espero que ele apareça de vez em quando.”
Andrea Anastasi, ex-treinador das seleções masculinas da Espanha, da Itália e da Polônia

“O legado de Doug Beal para o esporte é enorme. Ele desafiou ideias sobre a forma como o voleibol deve ser jogado e também sobre a melhor forma de treinar para isso. O resultado é o vôlei que vemos hoje.”
Mark Lebedew, ex-assistente técnico das seleções masculina da Alemanha, da Austrália e entusiasta da história do voleibol

“Beal trouxe muitas inovações para o vôlei. O estilo de jogo que ele implantou na equipe dos EUA na década de 1980 foi criativo e os colocou no topo do mundo. Além de suas notáveis ​​mudanças no sistema de jogo, ele também usou a preparação tática avançada por meio da análise de vídeo, uma abordagem inovadora para esse período. Desejo-lhe uma aposentadoria gratificante e gostaria de agradecê-lo por sua imensa contribuição para o esporte como um treinador e, posteriormente, como uma figura de liderança, tanto nos EUA como nos conselhos das Federações Internacionais.”
Glenn Hoag, treinador da seleção masculina do Canadá

“Com certeza Doug Beal foi o treinador mais inovador do século passado. Ele mudou completamente a maneira de estruturar uma equipe. Ele introduziu o conceito de especialização no vôlei. Depois que ele ganhou os Jogos Olímpicos em 1984, o mundo inteiro começou a ter o ‘sistema americano’ como referência. Eles realmente mudaram o voleibol. Com seu sucessor, Marv Dunphy, a equipe dos EUA continuou a ganhar (Copa do Mundo 1985, Campeonato Mundial 1986, Jogos Olímpicos de 1988), mas ficou claro que Beal tinha dado grandes passos para construir essa equipe bem sucedida. Eu me lembro, ainda jovem, de passar horas estudando essa incrível equipe e sua organização. Eu tive a sorte de ter tido a oportunidade de acompanhar de perto o seu trabalho quando ele estava trabalhando em Milão, sempre uma pessoa cordial.”
Roberto Santilli, treinador da seleção masculina da Austrália

“Conheci o Doug em 1970, quando éramos jogadores. Ele é um dos maiores nomes que o voleibol já teve, criou um novo sistema de jogo que mudou o cenário do esporte. Sinto muito que ele tenha decidido se aposentar, ele era minha última esperança e também para muitos que amam o voleibol de representar-nos à frente da Federação Internacional. A FIVB precisa de alguém com o caráter do Doug Beal. Sem o Doug, o voleibol vai se tornar menor.”
Bebeto de Freitas, treinador da equipe brasileira que perdeu para os EUA na final olímpica de 1984 e mais tarde treinador da seleção masculina da Itália