Em Osasco, Lise van Hecke quer tempo para se adaptar às bolas rápidas

Em Osasco, Lise van Hecke quer tempo para se adaptar às bolas rápidas

Principal contratação do Vôlei Nestlé/Osasco para a temporada 2015/2016, a belga Lise van Hecke pouco a pouco tenta se sentir em casa. Principal atacante da seleção belga, a oposta de 23 anos quer aproveitar a passagem pelo vôlei brasileiro para se desenvolver tecnicamente. O primeiro desafio será se adequar ao estilo de jogo praticado por aqui.

“O nível é muito alto no Brasil, é um jogo muito rápido e acho que vou precisar de um pouco de tempo para me adaptar a isso, assim como às muitas defesas”, comentou a atleta ao Saída de Rede. As altas temperaturas do país também são uma preocupação. “É difícil pra mim, pois agora na Bélgica o inverno está começando. Minha família me ligou, contou que esse fim de semana começou a nevar e eu dizendo que aqui estava 30 graus”, brincou.

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Segundo o técnico de Vôlei Nestlé, Luizomar de Moura, a vinda de Lise começou com um desejo da própria jogadora. Na opinião dele, essa união tem tudo para dar certo, apesar das dificuldades naturais enfrentada uma atleta estrangeira.

“Uma jogadora pode ser boa pra caramba lá fora, mas tem que acostumar com o clima, com a língua, com a cidade. A Lise tem características que vão ajudar no vôlei brasileiro. Ela também é a referência da seleção dela, que conta com uma geração muito boa. Espero que faça muito bem para o Vôlei Nestlé e que o Brasil a ajude muito em sua carreira, pois é uma menina bastante promissora”, afirmou.

Esforçada, Lise também tenta se incluir fora das quadras e promete tentar aprender português. “Tenho um livro em casa, mas me disseram que é português de Portugal, então vou ter que achar outro. Mas estou tentando ouvir e entender as meninas. Como também falo italiano, algumas coisas eu consigo compreender”, contou.

Feliz com a sexta colocação da Bélgica no último Europeu (“Poderíamos ter ido melhor, mas somos um país pequeno e é sensacional ter ficado em sexto em toda a Europa”), Lise só não se anima muito quanto à possibilidade de estar na Olimpíada do Rio de Janeiro.

“O qualificatório europeu vai ser difícil, pois só um time se classificará direto para as Olimpíadas. Temos que focar em fazer o nosso melhor a cada jogo e ver o que acontece”, afirmou a atleta. A resposta evasiva veio até quando ela foi diretamente questionada se acha que a Bélgica vai conseguir uma das vagas nos Jogos Olímpicos: “Não sei… espero que sim”.