“Estaremos prontos para brigar pelo ouro de novo”, diz Zé Roberto

“Estaremos prontos para brigar pelo ouro de novo”, diz Zé Roberto

“Se as Olimpíadas fossem amanhã, estaríamos muito mal. Em agosto vamos brigar com qualquer equipe do mundo, estamos no top 3”, afirmou o técnico da seleção feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, durante entrevista ao canal ESPN Brasil, no programa Bola da Vez, exibido na noite desta terça-feira (08/03).

Único tricampeão olímpico do Brasil, Zé Roberto é também o único técnico na história do voleibol a conquistar o ouro no comando de uma equipe masculina ou feminina – Barcelona 1992 com os homens, Pequim 2008 e Londres 2012 com as mulheres.

Em 2014, porém, na disputa do Campeonato Mundial, na Itália, a seleção feminina caiu na semifinal diante dos Estados Unidos (adversário derrotado nas duas finais olímpicas) e ficou apenas com o bronze, quando era favorita ao título.

Zé Roberto demonstrou preocupação com algumas de suas principais jogadoras, como a oposta Sheilla, reserva na equipe turca do VakifBank, a levantadora Fabíola grávida e que terá apenas três meses para se recuperar, a oposta Tandara ainda tentando entrar em forma após dar à luz, a central Thaisa e sua recuperação depois de enfrentar cirurgia nos dois joelhos, além da condição física da ponteira Jaqueline, que aos poucos está retomando sua melhor forma.

No entanto, o treinador elogiou algumas atletas, como a levantadora Dani Lins, que segundo ele está se aproximando do peso ideal, e a central Fabiana, “extremamente focada, com uma postura muito legal”. Ele também ressaltou a condição das ponteiras Natália e Gabi. “Natália teve problemas sérios por conta da cirurgia no tornozelo, a recuperação demanda tempo, mas ela vem evoluindo e hoje está fazendo uma Superliga muito boa. A Gabi tem muito potencial, encara qualquer time”.

Sobre as líberos que têm servido à seleção neste ciclo, Camila Brait e Leia, Zé Roberto afirmou que “ainda não estão como Fabi estava, mas estão evoluindo, são muito boas”. Fabi foi a líbero nas duas conquistas do ouro olímpico.

O torneio olímpico de vôlei feminino começa no dia 6 de agosto. Até lá, as seleções terão quatro meses após a temporada de clubes e a preparação inclui o Grand Prix, competição anual que o Brasil venceu dez vezes, mas que no ano passado ficou com o bronze, competindo com uma equipe B.

Esses quatro meses são o tempo que o técnico diz precisar para ajustar a equipe e brigar pelo ouro no Maracanãzinho em agosto. Perguntado se a pressão da torcida poderia atrapalhar o time, Zé Roberto disse que a presença maciça dos fãs será positiva, o que o preocupa são pequenos detalhes, como a possibilidade das jogadoras se mobilizarem para conseguir entradas para amigos e família, por exemplo. “Naquelas duas semanas elas precisam se isolar do mundo”, comentou.

Ele fez uma comparação entre os dois últimos ciclos olímpicos. Em Pequim 2008, o Brasil esmagou os adversários, perdendo apenas um set na final, vencendo suas oito partidas. Quatro anos depois, em Londres 2012, o time titubeou, quase ficou de fora das quartas de final. Uma vez lá, encarou uma das partidas mais emocionantes da história das Olimpíadas, ao vencer em cinco sets a arquirrival Rússia, salvando seis match points. Na sequência, Japão e EUA foram derrotados.

“No ciclo 2009-2012 nós só alcançamos 70% da carga de treinos programada. Eu nunca briguei tanto com elas. Aquela derrota para a Coreia do Sul (na primeira fase em Londres) foi a chave que acionou o nosso time, nós despertamos”. O treinador ressaltou que para este ciclo a situação está dentro do esperado.

(Foto: CBV)

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  1. Preocupante a Sheila ser reserva. A idade conta muito. A vantagem que ela chegará descansada a seleção. Jaqueline não jogou um terço do que jogou pelo Minas… É preciso ter os pés no chão pois as seleções americana e russa vem com tudo. Boa sorte ao Brasil