Grand Prix e os trabalhos

A semana foi bem corrida, trabalhosa, mas valeu a pena. Apesar de ter conseguido verba apenas para fazer o jogo de domingo do Grand Prix, contra a Itália, coloquei ontem no ar duas notícias antes do início da competição: uma sobre a presença (ou não) do Brasil no próximo GP (http://migre.me/12tKl) e também uma entrevista com a nova capitã do time, Fabiana (http://migre.me/12tLH)

Nunca havia tido a chance de conversar longamente com a central Fabiana e, por isso, me surpreendi ao fazer a entrevista com ela. O jeito discreto que ela normalmente tem em quadra me fez temer por respostas curtas e pouco desenvolvidas, o terror de qualquer repórter.

Mas que nada: em um bate-papo descontraído, ela fez revelações importantes sobre a tendinite do ombro e falou sem problemas da saída do Unilever, que rendeu uma certa polêmica com o técnico Bernardinho. Sem contar a boa vontade em me atender, após inúmeras tentativas de conversas frustradas por um monte de imprevistos.

Quanto ao Grand Prix, o que eu posso dizer é que essa era uma história que eu já estava correndo atrás há muito tempo e o Ary Graça não foi a única pessoa importante a me confirmar a várzea de 2009. Aliás, sou totalmente favorável ao boicote feito: só quem acompanha vida de atleta sabe como eles ralam e aí, quando você tem um título olímpico no currículo, um status construído ao longo de muitos anos, volta a ser tratado como amador… não dá, né? Aliás, o Grand Prix é um saco para as atletas: a Rússia mesmo está cagando e andando para o torneio e não é de hoje…

Em relação à baba do jogo de estreia contra Taiwan vimos um Brasil ainda travado pelo intenso trabalho físico que está sendo feito para o Mundial. Pode ser estranho, mas o fato de jogar contra um adversário bem inferior também é um problema, pois dificulta a concentração na partida. O terceiro set, com um monte de reservas em quadra, foi o melhor de todos, mas Taiwan não é parâmetro para se fazer qualquer análise das atuações das brasileiras…

Enquanto isso, no masculino…

Ricardinho fez outra besteira na novela “Volta à seleção?” e disse que seu ciclo lá acabou. Tudo bem que não deve ter sido fácil ver o nome de fora da lista inicial dos treinamentos visando o Mundial, mas uma declaração como esta é completamente desnecessária.

Na minha opinião, o motivo do corte dele foi o pedido de dispensa da Liga Mundial. Um jogador não pode se oferecer para jogar somente o torneio mais importante da temporada, especialmente sendo comandado por um técnico como o Bernardinho, que faz os caras treinarem até em estacionamento.

Há a história de que os medalhões barraram a volta dele, mas perguntei diretamente para o Giba e ele jurou que não foi isso. @oclebermachado perguntaria: ele pode estar mentindo, Arnaldo? Pode, mas senti firmeza no Giba, além ter de outros motivos para acreditar nas palavras do atacante.

Anyway, o Bernardinho disse nesta quinta que “é difícil” o Ricardinho voltar para o Mundial (http://migre.me/12SXS). Por outro lado, ele também deixou claro que o jogador pode voltar um dia (http://migre.me/12SWX). Acho que neste caso nem Deus sabe o que vai acontecer….