Grand Prix e Pan: pontos positivos e negativos do Brasil no “mês do vôlei”

Grand Prix e Pan: pontos positivos e negativos do Brasil no “mês do vôlei”

Liga Mundial, Grand Prix, Jogos Pan-Americanos… no mês de julho, não faltaram opções para quem curte vôlei. Nestas últimas semanas, houve dias com até três partidas de seleções brasileiras, que precisaram se dividir para dar conta do calendário intenso.

Encerrada a “overdose”, é hora de fazer um balanço fazer das performances dos times nacionais. E não há como escapar: a ausência de títulos é um fator incômodo. Ao todo, foram dois segundos lugares, um terceiro e um quinto. Faltando um ano para a Olimpíada em casa, certamente a torcida esperava mais. Fica a pergunta: o quanto isso é preocupante?

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A pior situação, sem dúvida, é a da seleção principal masculina, mas não vou falar dela agora porque já há um texto no blog (acesse aqui) inteiramente dedicado ao assunto. Por outro lado, o time mais jovem de homens que disputou o Pan foi além do esperado e esteve muito perto de conquistar o ouro. Sim, tomar uma virada como aquela da final é frustrante, mas não podemos nos esquecer que a campeã Argentina foi ao Canadá com o seu melhor e é um grupo que joga junto há muito mais tempo que o brasileiro.

Um certo descontrole emocional na hora do aperto e o excesso de bolas levantadas para o oposto Renan derrubaram o time masculino do Pan. Ainda assim, dos nomes que pudemos observar mais de perto, há de se destacar o líbero Tiago Brendle, que poderia até ganhar mais chances na seleção principal. Douglas também é um jogador que me chamou a atenção, mas precisa jogar mais na Superliga se não quiser acabar esquecido.

No feminino, a estratégia de se dividir o time nacional acabou não dando muito certo. Se no Grand Prix um título seria uma grata surpresa, no Pan o atropelo na final sofrido diante da equipe B dos Estados Unidos foi extremamente decepcionante. Não se pode sequer usar a desculpa do “dia ruim”, afinal o time passou sufoco duas vezes contra Porto Rico e perdeu um set diante do Peru ao longo do torneio.

Com problemas físicos, Jaqueline esteve no Canadá muito abaixo do que pode mostrar – definitivamente, ela e Jogos Pan-americanos não nasceram um para o outro. O passe não saía direito e, apesar de um ou outro bom momento, Macris ainda precisa melhorar na hora de consertar bolas que não chegam boas. Muitas vezes, ela e a reserva Ana Tiemi optaram por jogadas lentas e previsíveis, ajudando o sistema defensivo adversário. Para piorar, as atacantes se mostraram pouco eficientes (Garay foi exceção) e a saída de rede deve ser a grande dor de cabeça da comissão técnica nos próximos meses, especialmente se Sheilla e Tandara demorarem para engrenar de novo.

Em um Grand Prix repleto de times mistos, rolou o esperado: Estados Unidos, que teve força máxima, campeão com sobras. Terceiro colocado ao perder para a Rússia nos critérios de desempate, o time brasileiro no Grand Prix teve como ponto alto as centrais Juciely e Carol, apesar de elas terem feito pouco contra americanas e russas. Gabi se destacou na recepção e Natália teve momentos em que mostrou todo seu incrível potencial, talento que se aparecesse neste nível a todo momento certamente a colocaria entre as cinco melhores do mundo. De qualquer forma, tivemos em Omaha jogadoras que podem não ser brilhantes juntas, mas que possuem sim potencial para individualmente substituírem à altura qualquer campeã olímpica de 2012.

E você, o que achou desse mês de vôlei? O espaço para comentários está aberto

This article has 6 comments

  1. Só esqueceu de falar da Monique que segurou dois jogos sozinha.

  2. O pior de tudo e o ataque, nada de joycinha por favor!!!

  3. Acho que estamos caminhando a passos largos para que o vôlei brasileiro afunde como o nosso futebol. Jogadores(as) medianos(as), sem vivência, sem curriculum, inexpressivos(as) que são ENDEUSADOS(AS) por narradores e comentaristas de tv que nada mais fazem além de puxar o saco dos mesmos como se tratando de SUMIDADES E CRAQUES da modalidade. O futebol paga e pagará um preço caro por se deixar levar por gente que se diz expert no assunto. Se não abrir o olho vamos cair no mesmo buraco.

  4. 1º acho que Natália mostrou potencial pra jogar em time de base “fraco”, apenas acho! Gabi não pode ser nossa expectativa, uma menina de 1,78. Carol com certeza é a grande promessa, Macris é outra com certeza e sinceramente Rosamaria deveria ter sido titular no pan, ruim por ruim….ponha uma novinha! pra finalizar acho que Garay mostrava a todo momento ser de um outro nível, muito além daquele que estava no pan.

  5. PAULO HENRIQUE FERNANDES
    quarta-feira 29 julho 2015, 8:53 am

    é um time que esta em preparação e tem tudo pra dar certo. Joycinha tem que urgente voltar a jogar em casa se quiser sonhar em olimpíadas. a falta de velocidade tem atrapalhado bastante ela que, não esta nas características do vôlei brasileiro que é a velocidade e o volume de jogo. Natália a cada dia vem se encaixando e se tonando novamente aquela jogadora de decisão precisa confirmar essa característica. Estamos na expectativa em relação e Gabi que são grandes em relação a ela pela maturidade precoce que ela exerce em algumas partidas mas, deixou a desejar nas partidas decisivas quando era preciso melhor aparecer, não podemos apostar totalmente nela para decidir uma partida de olimpíada por exemplo devido sua baixa estatura.