Guia do Mundial feminino – Grupo B

Guia do Mundial feminino – Grupo B

Em busca do Mundial que ainda lhe falta, o Brasil é o principal nome do grupo B da disputa. Veja a análise do jornalista Jones Vieira.

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Diário dos Mundiais #25 – O sorriso de Sylvia

Brasil

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Até se tornar uma das potências do vôlei feminino, o Brasil batalhou muito para avançar todos os estágios: o início como freguês do Peru, a tomada da supremacia sul-americana, a chegada à zona intermediária dos grandes torneios, o aparecimento nas semifinais, a subida ao pódio, o bronze, a prata, o ouro. Bicampeã olímpica e maior vencedora do Grand Prix, agora a seleção canarinha busca outro status: o de campeã mundial.

Brasil mostra a sua cara - O Brasil participou de 14 das 16 edições do Mundial Feminino realizadas até hoje – só fica atrás de URSS/Rússia em número de participações. Da estreia em 1956 até 1990, oscilou entre o quinto e o 15º lugar. Depois, frequentou quatro de cinco semifinais, chegou a três decisões, saindo sempre com a prata. A primeira delas foi conquistada por Bernardinho, Ana Moser, Fernanda Venturini, Márcia Fú, Ana Paula, entre outras, em 1994, diante de paulistanos e mineiros, depois de uma vitória sobre a Rússia por 3 a 2 na semi e uma derrota para Cuba em sets diretos na final. Em 1998, a seleção brasileira perdeu para a caribenha na semi, em mais um confronto espinhoso, e deixou o bronze escapar para a equipe russa.

É prata! Em 2002, o time viajou enfraquecido para o Mundial, devido ao boicote de jogadoras experientes à metodologia de trabalho do técnico Marco Aurélio Motta. Mesmo sem Virna, Érika, Walewska, Fofão, o Brasil levou para o tiebreak o jogo das quartas contra a China, que, naquele certame, resolvera perder jogos fáceis para fugir de adversários mais tarimbados. Voltaria do Japão com o sétimo lugar. Em 2006, com Zé Roberto no comando, a seleção chegou invicta à final contra a Rússia. Num jogo dificílimo, com mais de duas horas, venceu o primeiro set, perdeu os dois seguintes, empatou no quarto e, assim como em Atenas 2004, não resistiu à frieza das europeias no tiebreak: 15 a 13. Em 2010, a história se repetiu: invencibilidade até a o encontro derradeiro com a Rússia, tiebreak e ouro para Gamova, Košeleva e companhia.

O Olimpo é verde e amarelo - O Brasil é um dos países mais bem sucedidos na história do vôlei feminino, com inúmeras conquistas nas grandes competições. As mais festejadas são as duas olímpicas: em Pequim-2008, quando se vingou da derrota para a Rússia na semifinal de Atenas – vencia por 24 a 19 o quarto set, tomou a virada, 28 a 26, e perdeu o tiebreak; e Londres-2012, em que passou sufoco na primeira fase, após derrota para a Coreia do Sul, embalou no mata-mata e bateu os EUA na decisão por 3 a 1. Além destas medalhas douradas, o Brasil tem mais dois bronzes em sua galeria: 1996 e 2000, anos de confrontos épicos contra Cuba nas semifinais.

Decacampeão - Com 10 títulos em 22 possíveis, além de cinco vices e um bronze, o Brasil ostenta a honra de ser o maior campeão do Grand Prix. O primeiro campeonato veio em 1994 e o último, em agosto de 2014, com uma vitória por 3 a 0 sobre o Japão em Tóquio. No Sul-Americano, na última década, o Brasil ultrapassou o Peru no ranking dos grandes vencedores do torneio, 18 a 12, acumulando dez taças consecutivas. A última conquista do Peru se deu em 1993, com um triunfo sobre o Brasil por 3 a 1 – esta derrota, por sinal, precipitou a queda do técnico Wadson Lima e a chegada de Bernardinho. Na Copa dos Campeões, são dois ouros, em 2005 e 2013, uma prata e um bronze. E na Copa do Mundo, três pratas e um bronze.

Partiu título - Com o título sul-americano em 2013, o Brasil não precisou jogar as eliminatórias. Também vitorioso no último Grand Prix, o time do tricampeão olímpico Zé Roberto vem embalado para brigar pelo inédito ouro. A base é a mesma de Londres-2012: Sheila, oposta, 30, duas vezes MVP do GP e melhor serviço das últimas Olimpíadas; Fabiana, central, 29, melhor bloqueadora em Londres; Thaísa, central, 27, MVP do GP 2013; Jaqueline, ponteira, 30, melhor recepção do Mundial 2006; Dani Lins, 29, duas vezes melhor levantadora do GP; Fernanda Garay, central, 27, melhor recepção dos Jogos 2012; Natália, ponteira, 25, MVP do Mundial Sub-20 em 2007; Adenízia, central, 27; e Tandara, ponteira, 25. As novidades são a levantadora Fabíola, 31, vice-campeã em 2010; a central Carol, 23; a ponteira Gabi, 20; e as líberos Camila Brait, 25, também prata em 2010, e Leia, 29.

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Sérvia

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Coincidência ou não, o vôlei feminino da Sérvia despontou assim que o topônimo Iugoslávia foi abandonado. Desde o Mundial 2006, o país vem obtendo resultados de destaque nas principais competições. Ainda não ao ponto de ser visto como favorito unanimemente. Mas a seleção delas, antes tomada como adversário frágil, sem o mesmo peso do time masculino, agora, é capaz de lançar inquietudes na cabeça dos técnicos de Brasil, Rússia, EUA e Turquia, seus grandes rivais na briga por uma vaga na terceira fase no Mundial-2014.

Início de uma nova história - A extinta Iugoslávia participou uma solitária vez do Mundial, isso em 1978. Caiu logo na primeira fase e, no Torneio Consolação, conseguiu arrancar o 16º lugar entre 23 concorrentes. Já a Sérvia superou o desempenho da antecessora logo na estreia, em 2006, quando ainda formava um país com Montenegro, levando o bronze, um resultado fora dos prognósticos da imprensa especializada. Nas fases de grupo, foram nove jogos e oito vitórias. Na semi, perdeu para o Brasil, 3 a 1. No dia seguinte, porém, veio a coração da bela campanha: 3 a 0 sobre a Itália e o lugar no pódio. Em 2010, ficou em terceiro na fase dois, atrás de Rússia e Japão, não avançando para a semi. Ainda brigou pelo quinto lugar, mas derrotas para Itália e Alemanha a deixaram no oitavo posto.

Agora é com elas - Os últimos anos têm sido os mais prolíficos da história do vôlei sérvio. Em 2011, pela primeira vez, sagrou-se campeão europeu, em Belgrado, derrotando na reta final Romênia, Polônia, Turquia e, por derradeiro, a Alemanha, no tiebreak. Antes, em 2007, fora medalha de prata, deixando o título para a anfitriã Itália, e, em 1951, como Iugoslávia, bronze. Já no Grand Prix, conquistou dois bronzes, em 2011, ano de sua estreia, e 2013.  Na Liga Europa, venceu as três primeiras edições, entre 2009 e 2011, e ainda foi bronze em 2012.

Leve declínio - Para a Sérvia, falta ainda uma boa performance em Olimpíadas – foi quinta em 2008, quando caiu para Cuba nas quartas, e 11ª em 2012, depois de perder suas cinco partidas. No último Campeonato Europeu, foi atropelada na semifinal pela Rússia, 3 a 0, e perdeu o bronze para a surpreendente Bélgica no tiebreak. No Grand Prix deste ano, terminou em oitavo, não se classificando para a fase final. A vaga para a Itália esteve por um triz depois da derrota para o Azerbaijão por 3 a 2 na última rodada das eliminatórias. Acabou entrando como a melhor segunda colocada.

Mesclando gerações - A Sérvia reunirá no Mundial os responsáveis diretos por elevá-la ao status de potência europeia. Técnico do bronze de 2006, Zoran Terzić retornou à seleção em 2011, agregando mais conquistas ao seu currículo. Na quadra, quem se destaca é Jovana Brakočević, 26, que, entre outros prêmios, já foi eleita MVP do Europeu-2011 e melhor oposta do GP-2013. Nomes de peso também são os de Suzana Ćebić, 29, melhor líbero do Mundial-2006 e do Europeu-2011; Jelena Nikolić, 32, MVP da Liga Europa-2010; e Maja Ognjenović, 30, melhor levantadora dos Europeus 2007 e 2011. Da nova geração, que já chega com um currículo vitorioso em torneios de base, sobressaem Milena Rasić, 23, central, e Branquica Mihajlović, 23, oposto, ex-jogadora do Rio de Janeiro, melhores em suas respectivas posições no GP 2013.

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Turquia

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Embora o vôlei seja bastante popular na Turquia, sua equipe feminina só estreou num Mundial em 2006. Desde então, tem apresentado notável crescimento, com vitórias sobre as potências e um bronze em Grand Prix. Muito desse êxito é mérito do técnico brasileiro Marco Aurélio, que, em sua passagem por lá, soube dar conjunto a um grupo de talentosas jogadoras. Brasil, Sérvia, EUA e Rússia serão, nas duas etapas iniciais, os maiores obstáculos para a Turquia chegar à terceira fase.

Água mole em pedra… A Turquia batalhou quase meio século por uma vaga no Mundial até conquistá-la, finalmente, em 2006. Em sua première, foi eliminada na segunda fase, vencendo pelo caminho Egito, Peru, Polônia e Taiwan. No Torneio Consolação, disputou o nono lugar contra os EUA, mas saiu derrotada por 3 a 1. Quatro anos depois, as Sultanas da Rede, como são conhecidas, desempenharam um papel melhor e, se não fossem os reveses para Japão e Polônia, poderiam ter beliscado uma vaga na semi. Voltaram para casa com o sexto lugar. Nessas duas participações, foram 22 jogos, com 11 vitórias e 11 derrotas.

Alvorada turca - Comandada por Marco Aurélio Motta, ex-treinador do Brasil, a Turquia alcançou sua maior proeza no vôlei até o momento: o bronze no Grand Prix 2012, atrás de Estados Unidos e Brasil e à frente de Tailândia, China e Cuba. A medalha criou uma enorme expectativa sobre a seleção nos Jogos Olímpicos de Londres. Num grupo dificílimo, com os calejados times de China, EUA e Brasil, a Turquia só obteve vitórias sobre Sérvia e Coreia do Sul, caindo precocemente.  No Europeu, as sultanas já levaram a prata em 2003, quando, em casa, perderam a final para a Polônia; e o bronze em 2011, que traz à memória o triunfo sobre a Rússia nas quartas, um surpreendente 3 a 0. Na edição 2013, veio a vingança do time de Košeleva e companhia, na mesma fase e pelo mesmo placar, resultando num simplório sétimo lugar.

Agora vai? No último Grand Prix, a Turquia fez o trabalho mais difícil, impondo ao Brasil sua única derrota na fase decisiva, por 3 a 2, logo na primeira rodada. Contudo, os resultados seguintes, derrotas para China, Rússia e Japão, minaram as chances de título das turcas. O quarto lugar, longe de frustrar a fanática torcida, reacendeu-lhe os ânimos, depois da série de campanhas ruins iniciadas em Londres-2012. A inédita medalha de ouro na última Liga Europa ratifica essa sensação. Na final, disputada no sistema ida e volta, foram duas vitórias sobre a Alemanha.

Sem o brilho da estrela - A Turquia está nas mãos de Massimo Barbolini, técnico que substituiu Motta depois das últimas Olimpíadas. Quando dirigia a seleção de seu país, a Itália, ele se consagrou com dois ouros no Europeu e na Copa do Mundo e um na Copa dos Campeões. A vaga para o Mundial foi obtida sem muito esforço, devido à fragilidade dos rivais nas eliminatórias – Romênia, Ucrânia e Chipre. Ídolo e craque da equipe, a contundida Neslihan Demir, antiga Senhora Darnel, não poderá desfilar seu talento nas quadras italianas. A responsabilidade recai agora sobre as ponteiras Gözde Kırdar Sonsırma, 29, MVP da última Liga Turca, e Neriman Özsoy, 26; a central Bahar Toksoy, 26, melhor serviço do Europeu-2011; e Naz Aydemir, 24, duas vezes melhor levantadora da Champions League e quatro da Liga Turca.

TUR quad

Canadá

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O Mundial 2014 será o primeiro grande teste do Programa Nacional de Vôlei Adulto Feminino, desenvolvido pela Federação Canadense, que seleciona atletas visando equipes competitivas, capazes de brigar por vaga nos próximos Jogos Olímpicos, além de fazerem um bonito papel no Pan-Americano de Toronto, em 2015. Historicamente, em sua região, o Canadá sempre ficou no rastro de Cuba e Estados Unidos, contentando-se, muitas vezes, com o bronze. Nos últimos anos, foi ultrapassado também pela República Dominicana. Na Itália, as chances de avançar à segunda fase residem nos jogos contra Bulgária e Camarões.

Rostinho conhecido - O Canadá disputará em 2014 seu oitavo Mundial. O 11º lugar de 1974, ano da estreia, e repetido em 1982, é o seu melhor resultado. Em 1974, venceu Bulgária e Checoslováquia na primeira fase, endureceu o jogo contra a URSS na seguinte, perdendo só no tiebreak, sofreu mais dois reveses e acabou no Torneio Consolação, onde obteve uma vitória em cinco jogos. Em 1982, no Peru, classificou-se para a segunda etapa graças ao sorteio das chaves, que a colocou diante das frágeis seleções de Nigéria e Indonésia. Sorte diferente o Canadá teve na última edição, em 2010, em que enfrentou Rússia, Coreia do Sul, Turquia, China e República Dominicana. Não venceu ninguém e voltou para casa com o 21º lugar.

Saudades de uma medalha - Faz 15 anos que o Canadá, pela derradeira vez, subiu ao pódio, em seu degrau mais baixo, no Campeonato Norte e Centro Americano. Aquele bronze foi a 10ª medalha conquistado em 16 torneios realizados até então, incluindo duas pratas, em 1973 e 1989. Depois, em mais sete edições, chegou, no máximo, ao quarto lugar. O que houve nesse período? Além de Cuba e EUA manterem a primazia, foi preciso aturar também o crescimento da República Dominicana. Em 2013, o terceiro lugar foi perdido em sets diretos para Porto Rico. Na Copa Pan-Americana, criada em 2002, o Canadá se fez presente em todos os anos, mas só medalhou na estreia, quando pegou o bronze. Em Olimpíadas, competiu em 1976, em casa, e em 1984 e 1996, nos EUA, registrando uma vitória em 15 jogos. No Grand Prix, depois de 11 anos ausente, voltou a disputá-lo em 2014, pelo Grupo 2, e foi o sétimo colocado, à frente apenas de Cuba.

Sem Pavan!A fartura de vagas para a NORCECA, seis ao todo, facilitou a vida do Canadá, que não levou muitos sustos enfrentando México, Jamaica e Ilhas Virgens nas eliminatórias. Este será o segundo Mundial com o alemão Arnd Ludwig no comando técnico, no cargo desde 2009. Grande nome do vôlei no país, Sarah Pavan, ex-Rio de Janeiro, largou as quadras e agora se aventura nas praias, visando a uma vaga nas próximas Olimpíadas. Sem ela, resta a experiência de Marisa Field, 27, central, melhor bloqueio do NORCECA 2011; de Janie Guimond, 30, melhor líbero da edição passada; de Kyla Richey, 25 e da capitã Brittney Page, 30, ponteiras, que atuam em times europeus.

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Camarões

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Sem técnica e experiências suficientes para enfrentar times como Brasil, Turquia e Sérvia, Camarões fará um passeio de luxo por Trieste, sede do Grupo B. Esta será apenas a segunda participação do país em competição de alto nível.

Rugido baixo - Em 2006, as Leoas estiveram pela primeira e última vez num Mundial. A falta de tarimba as transformou em presas fáceis para Brasil, Estados Unidos, Porto Rico, Cazaquistão e Holanda. Foram cinco derrotas em cinco jogos, sem parciais vencidas. Camarões não disputou ainda Olimpíadas, Copa do Mundo, Grand Prix ou Copa dos Campeões.

Quênia que se cuide - No Campeonato Africano, Camarões ainda não conseguiu se estabelecer como uma das forças históricas. No máximo, conquistou duas medalhas de prata (1999 e 2013), além de cinco bronzes. Na última edição, disputada em pontos corridos, venceu Egito, Argélia, Tunísia e Senegal, e perdeu para Quênia.

No sufoco - Nas eliminatórias, Camarões, Egito e Argélia finalizaram o hexagonal com quatro vitórias e uma derrota, somando 13, 12 e 11 pontos, respectivamente. De folga na última rodada, as camaronesas ficaram atentas ao jogo entre Argélia e Egito, que venceu por 3 a 2. Uma vitória de três pontos, para qualquer lado, teria desclassificado as Leoas. Em julho, Jean-Rene Akono, ex-jogador do time masculino, assumiu o cargo que era de Joseph Eone. Os destaques da seleção atendem pelo nome de Tchoudjang, 25, Eba’a, 30, e Moma, 20, que foram, nesta ordem, melhor atacante, bloqueadora e sacadora do último Campeonato Africano.

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Bulgária

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As meninas do vôlei búlgaro não conseguiram se firmar historicamente como uma força do esporte, ao contrário dos rapazes, e se debruçam até hoje sobre as façanhas da geração-80, medalha de bronze nos Jogos de Moscou. Vislumbrando um bom desempenho na Itália, a Bulgária se apoia sobre dois nomes, o de Kuzyutkin, treinador, e o de Vasileva, atacante de primeira qualidade.

Batendo na antena - Em dez participações no Campeonato Mundial, a Bulgária ocupou o quarto lugar por duas vezes. Na primeira edição, 1952, disputada no sistema de pontos corridos, uma derrota para a Checoslováquia em cinco sets, na penúltima rodada, findou com a perspectiva de medalha. Dez anos depois, novamente em terras soviéticas, o obstáculo da vez era polonês. Em 1970, jogando em casa, a Bulgária não passou do sexto lugar, mas iniciava ali uma série de cinco participações consecutivas, interrompida apenas em 1986. Na última presença num Mundial, em 2002, o país foi uma grata surpresa, avançando as duas fases de grupo iniciais e parando só na Rússia nas quartas. Saiu com o oitavo lugar e a sensação de que bons anos viriam pela frente, o que não se concretizou.

Glórias passadas - O vôlei búlgaro produziu na passagem dos anos 70 para os 80 a melhor geração de sua história, responsável por dois momentos inesquecíveis: o bronze olímpico em 1980 e o título europeu no ano seguinte. A Bulgária só participou das Olimpíadas de Moscou, sua única até hoje, graças ao boicote do bloco capitalista – entrou no lugar do Japão, ouro em 1976. Depois de passar invicta pela fase de grupo, caiu para a Alemanha Oriental na semi por 3 a 2 e venceu a Hungria na disputa do terceiro lugar. Em 1981, diante de sua torcida, levou o ouro no Europeu, derrotando a sempre temida URSS, por 3 a 0, na última rodada do hexagonal. As búlgaras conquistaram mais duas medalhas, ambas de bronze, no torneio, em 1979 e 2001. No ano passado, foram desclassificadas logo na primeira fase, terminando em 13º. Em Grand Prix, elas disputaram duas edições, a de 2013, em que chegaram a vencer o Brasil, e a mais recente, quando se sagraram campeãs do Grupo 3, ascendendo à “segunda divisão” de 2015.

Treinador de ponta - Nas eliminatórias para o certame italiano, a Bulgária sediou o grupo que reunia também República Checa, Eslováquia e Bielorrússia. Com três vitórias, a classificação foi alcançada sem sustos. Para galgar níveis mais altos no vôlei internacional, desde fevereiro, quem comanda a equipe é Vladimir Kuzyutkin, treinador da Rússia campeã do mundo em 2010. Sua principal atleta é bem conhecida do público brasileiro: a ponteira Vasileva, 24, que atuou no Campinas na Superliga 2012/2013, destacando-se não só pela beleza, mas também pela eficiência no ataque. Na Liga Europa 2012, ela recebeu os prêmios de melhor atacante e maior pontuadora.

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