Guia do Mundial feminino – Grupo D

Guia do Mundial feminino – Grupo D

Por fim, o grupo com as duas forças asiáticas, Japão e China, além da tradicional, mas enfraquecida Cuba. É o jornalista Jones Vieira quem apresenta as seleções…

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Diário dos Mundiais #25 – O sorriso de Sylvia

Veja a análise do grupo B, o do Brasil

Japão

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Quando os primeiros Mundiais foram realizados, em 1952 e 1956, o Japão praticava um vôlei cujas regras destoavam do restante do planeta. Menos de uma década depois, o país já assumia condição de superpotência do esporte ao lado da URSS, graças a um estilo de jogo diferente, que castigava o ataque rival com defesas impensáveis. Mas esse modelo tinha validade e, agarrado a ele, o Japão foi saindo de cena. Recentemente, uma chacoalhada na letargia levou as nipônicas de volta ao pódio em Mundial, Olimpíadas e Grand Prix. Na Itália, o chaveamento permite sonhar com uma vaga na terceira fase.

Os bastidores da vitória - Em 1959, o país foi escolhido para ser a sede das Olimpíadas de 1964, a primeira a incluir o vôlei. A exigência de um bom desempenho levou à criação de um time permanente, treinado por Hirofumi Daimatsu, o inventor da defesa com peixinho em rolamento. Foram recrutadas operárias de uma fábrica de tecidos, que treinaram exaustivamente, à base de gritos, xingamentos, agressões e exercícios reiterados, dia após dia, com raros momentos de descanso, até atingir o nível da potência da época, a União Soviética. Os primeiros resultados apareceram já em 1960, com o vice-campeonato mundial.

Exército Vermelho em apuros – Para 1962, o Japão aprimorou mais ainda seu estilo de jogo, caracterizado pela tríade: defesa forte, ataque veloz e movimentação incessante das jogadoras. As demais equipes não estavam preparadas para lidar com tamanha revolução tática, nem mesmo a URSS, que sofreu um revés de virada por 3 a 1 e viu sua hegemonia ser aniquilada sem cerimônia. Em 1967, o Japão conquistou o bicampeonato, em casa, jogando contra mais três adversários apenas. As equipes do Leste Europeu negaram-se a competir, num gesto de apoio à Alemanha Oriental e à Coreia do Norte, que tiveram hino e bandeira censurados pelo imperador Hirohito e pelo o primeiro ministro Sato Eisaku. Nos torneios seguintes, 1970 e 1974, soviéticas e japonesas voltaram a polarizar as disputas pelo título, com uma vitória para cada, nessa ordem. Em 1978, o ouro ficou com Cuba e a prata, com Japão.

Curva descendente - Depois de seis pódios consecutivos, de 1960 a 1978, alternando primeiro e segundos lugares, o Japão voltou a medalhar apenas em 2010, quando, em seu 14º Mundial, saiu com o bronze. Na semi, uma derrota para o Brasil no tiebreak, em jogo de quase três horas de duração, frustrou os 11 mil torcedores presentes ao Yoyogi National Gymnasium. No dia seguinte, porém, com o triunfo sobre os EUA, também no quinto set, eles puderam enfim soltar o grito há tempos preso na garganta. Méritos para o técnico Masayoshi Manabe, responsável por desenhar um sistema tático que compensava a baixa média de altura de suas atletas, em torno de 1,78.

Bons tempos aqueles… Na fase áurea, o Japão foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 64 e 76 e prata nas de 68 e 72, sempre revezando com a URSS. O boicote nos Jogos de 1980 não permitiu o desempate direto. O bronze de 1984 já mostrava que o estilo de jogo nipônico tornava-se, aos poucos, ultrapassado, tanto que outro terceiro lugar só seria alcançado em 2012, com vitória sobre a Coreia do Sul. Em Copas do Mundo, são registrados um ouro (77) e duas pratas (73 e 81). Como o Campeonato Asiático foi criado tardiamente, em 1975, o Japão não pôde estabelecer nele uma hegemonia. Pelo contrário, viu a China tomar as rédeas nos anos 80 e abrir larga vantagem no ranking de títulos: 12 a 3. No último torneio, perdeu para a Tailândia na final. Meses depois, se redimiria com o terceiro lugar na Copa dos Campeões. No Grand Prix, o Japão, presente em todas as edições, conquistou sua primeira medalha em 2014, a de prata, após derrota para o Brasil na rodada derradeira do hexagonal decisivo.

Era Pós-Takeshita - Nas eliminatórias, o Japão venceu Tailândia, Vietnã, Taiwan e Austrália, ficando com o primeiro lugar de seu grupo. Será o segundo Mundial de Manabe, que já soma três medalhas em torneios importantes. No vice do Grand Prix 2014, o destaque foi a líbero Yuko Sano, 35, MVP do torneio. Do time medalha de bronze em 2012, permanecem nomes como o das ponteiras Yukiko Ebata, 24, Mai Yamaguchi, 31, Risa Shinnabe, 24, e Saori Kimura, capitã, 28; e os de Hitomi Nakamichi, 29, e Saori Sakoda, 26, que foram, respectivamente, a melhor levantadora e a maior pontuadora da última Copa dos Campeões. Entre as novatas, já se distingue Miyu Nagaoka, uma das melhores atacantes do último GP. A lendária levantadora Takeshita se aposentou depois de Londres.

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China

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No decorrer das últimas três décadas, a China construiu um nome forte no vôlei feminino, ostentando um bicampeonato mundial e olímpico, além de dezenas de medalhas nas mais diversas competições. Seu auge, sem dúvida, foi vivido na primeira metade dos anos 80, quando ganhou em sequência os cinco principais campeonatos da época. Como era difícil vencer o time de Lang Ping e companhia! Hoje, a China, que, em 2013, sagrou-se campeã mundial sub-18 e sub-20, aposta na experiência de Ping como técnica para talhar uma juventude vitoriosa. Se o entrosamento chegar a tempo, uma vaga nas semifinais será muito comemorada.

Na pancada do martelo - Doze participações, um bicampeonato, dois vices. Esse é o retrospecto da China em Mundiais. Foi em 1982 que Lang Ping, vulgo “Martelo de Ferro”, Sun Jinfang, Zhang Rongfang e companhia conquistaram o primeiro título, no Peru, contra as donas da casa, diante de 14 mil instigados torcedores, com uma fácil vitória em sets diretos, em apenas 51 minutos: 15/1, 15/5 e 15/11. Em 1986, a China sagrou-se vitoriosa mais uma vez, levando à Checoslováquia uma equipe renovada, liderada por Yang Xilan. Rongfang e Ping tinham se transformado em treinadora e auxiliar, respectivamente. Na impecável campanha, as orientais só perderam dois sets, um deles para Cuba, na final do torneio. O ouro de 86 encerrava um ciclo hegemônico da China, que se iniciara em 81. Nesse período, além do bi mundial, foram conquistados duas Copas do Mundo e as Olimpíadas de 84.

O tri por um triz - O tri esteve próximo em duas oportunidades: em 1990, impedido pela URSS, com uma vitória por 3 a 1 na decisão; e em 1998, quando Cuba se saiu triunfante por 3 a 0, vingando-se do revés de 86. Em 2002, polêmicas enevoaram a campanha oriental. Duas derrotas, uma para a Grécia na primeira fase e outra para a Coreia do Sul na etapa seguinte, levantaram suspeitas de que a China teria perdido de propósito para evitar times mais fortes posteriormente.  A estratégia não deu certo. Nas quartas, venceu um jovem Brasil no sufoco, 3 a 2. Na semi e na disputa do bronze, foram batidas pela Itália, seleção sem currículo vitorioso na época, e pela Rússia, nessa ordem. Em 2010, a China decepcionou com um décimo lugar.

Ouro, ouro e mais ouros - Em Los Angeles-84, a China, liderada por Lang Ping, pôs o ouro no peito ao vencer os EUA por 3 a 0 na decisão, para desespero político e desportivo dos ianques. Duas décadas depois, em Atenas, veio a segunda medalha dourada, com triunfos sobre Cuba na semi e Rússia na final, sempre no tiebreak. Era a volta por cima após as polêmicas de 2002. Além de dois ouros, a China tem uma prata, em 96, e dois bronzes, 88 e 2008 – decepcionando a torcida em Pequim. Na Copa do Mundo, são três ouros (81, 85, 2003), uma prata (91) e três bronzes (89, 95, 2011). Na Copa dos Campeões, tem uma medalha de cada cor – a dourada é de 2001. No Grand Prix, a China tem uma solitária conquista, em 2003, além de cinco vices e três terceiros. Na Ásia, é o país com mais títulos: 12 em 17 possíveis. Em 2013, na última edição, ao terminar em quarto, ficou de fora do pódio pela primeira vez na história do torneio.

Com vistas para o Rio-2016 - O passaporte para a Itália foi carimbado com vitórias em sets diretos sobre Cazaquistão, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Índia. A lendária Lang Ping está em sua segunda passagem como treinadora da equipe – na primeira, foi medalha de prata em Atlanta-96, façanha que ela repetiu em 2008, mas com os EUA. A base é formada por Ting Zhu, oposta, 19, MVP do Mundial Sub-20 em 2013 e melhor atacante do último Asiático; Qiuyue Wei, 26, melhor levantadora do Mundial 2010; Yunli Xu, central, 27, melhor bloqueadora do último Asiático; e Ruoqi Hui, ponteira, 23, capitã do time. Lang Ping usará o torneio para lapidar talentos como Fangxu Yang, 19, oposta, e Xinyue Yuan, 17, MVP do Mundial Sub-18 em 2013.

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Porto Rico

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Das seis seleções das Américas do Norte e Central que irão à Itália, Porto Rico é a menos gabaritada. Com uma prata e um bronze nos últimos três torneios continentais, seu momento, porém, é melhor do que o do México, que não sobe ao pódio há quase três décadas. Se domesticamente Cuba, EUA e República Dominicana não costumam dar muitas brechas, ao menos no confronto direto contra times mais fracos de outras regiões, Porto Rico tem se dado bem, haja vista ter se classificado duas vezes para a segunda fase nos últimos três Mundiais. Em 2014, a briga para repetir o feito será contra Bélgica e Azerbaijão.

Figurante - Porto Rico já foi a cinco Mundiais. A primeira experiência, em 1974, não foi das mais memoráveis: uma isolada vitória contra Bahamas em nove jogos e o penúltimo lugar entre 23 times. A melhor exibição é a de 2002, quando passou por Quênia, Argentina e República Dominicana, ficando com uma das três vagas para a segunda fase. O país se despediu com derrotas para Bulgária, Coreia do Sul e China, mas satisfeito com o 12º lugar. Em 2006, as caribenhas também foram adiante da etapa inicial. Já em 2010, num grupo mais forte, com Brasil, Itália, Holanda, República Checa e Quênia, só venceu a última, concluindo o certame em 17º.

Pódio? Medalha é uma raridade na história de Porto Rico. Em competições relevantes, as únicas foram conquistadas há pouco tempo no Campeonato Norte e Centro-Americano: uma prata em 2009, jogando em casa, com revés no tiebreak para a República Dominicana na final, e um bronze em 2013, obtido em cima do Canadá. Na Copa Pan-Americana, são dois bronzes: 2009 e 2014. Porto Rico ainda não participou de Olimpíadas. Em Grand Prix, acumula cinco participações e hoje se encontra no Grupo 2, onde, este ano, alcançou as semifinais, perdendo para a Holanda. Terminou em terceiro, muito perto de uma vaga na elite.

Bola na Aurea - Com vitórias sobre Costa Rica, Barbados e Santa Lúcia, Porto Rico classificou-se para o quarto Mundial seguido. Desde agosto, o treinador é Jose Mieles, que era assistente de seu antecessor. A craque do time é Aurea Cruz, 32, ponteira, que já recebeu os prêmios de melhor recepção, serviço e pontuadora em campeonatos continentais passados. Outro nome badalado é o de Vilmarie Mojica, 29, duas vezes melhor levantadora do NORCECA.

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Cuba

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Cuba é uma das grifes mais valiosas do vôlei. Apareceu no finalzinho dos anos 70, rompendo a hegemonia de Japão e URSS. Montadas num esquema com duas levantadoras, as caribenhas dominaram a cena dos anos 90, acumularam rivalidades, vitórias, ódio e respeito. Esperava-se, no máximo, um leve declínio nos anos 2000. Afinal, não há supremacia que dure para sempre. Mas o amadorismo vigente e teimoso, somado a tentadoras propostas dos grandes centros, afugentou as melhores jogadoras. Hoje, Cuba é um arremedo da história que carrega. Entra como uma incógnita nos torneios e apresenta, com frequência, times em construção. Não será diferente na Itália, onde uma vaga na segunda fase, como em 2010, terá apreciável valor.

O chamariz de Fidel - Em 1978, na emblemática Leningrado, Cuba quebrou a hegemonia das superpotências URSS e Japão, vencendo ambas, na semi e na final, respectivamente, com atuações espetaculares de Mercedes Pomares e Momita Perez. Mas, antes de assumir o protagonismo no vôlei, teria de ver o domínio da China, para quem perdeu a decisão de 86, por 3 a 1. Em 1994, comandado por Mireya Luis, baixinha de 1,75m, mas que alcançava 3,35m, o time da ilha de Fidel atropelou os rivais em sets diretos, batendo o anfitrião Brasil no jogo do título. Quatro anos depois, as caribenhas asseguraram o tri, numa campanha invicta, finalizada com uma vitória sobre a China, em que se destacou Regla Torres, MVP do torneio.  Na virada do século, Cuba perdeu a supremacia, afastando-se dos pódios. Em 2010, nem vagamente lembrava a potência de outrora, terminando em 12º, após derrotas para fregueses de carteirinha, como Alemanha, Holanda e Croácia.

Passado de glória - Nos anos 90, Cuba emendou oito títulos consecutivos nos principais torneios, um recorde difícil de ser superado. Além do bi mundial, foi tri olímpico (92, 96, 2000) e tri da Copa do Mundo (91, 95 e 99). Tempos de rivalidade quentíssima com o Brasil, adversário vencido nas semifinais dos Jogos de 96 e 2000. Tempos em que a rede não conseguia segurar a tensão entre as jogadoras, que, mais de uma vez, se engalfinharam em quadras e vestiários. China e Rússia também foram meros coadjuvantes nessa época. Na Copa do Mundo, Cuba tem, ao todo, quatro ouros e duas pratas. Nas Olimpíadas, três ouros e um bronze. Na Copa dos Campeões, um ouro (93) e uma prata. No Grand Prix, onde o Brasil obteve vitórias em duelos igualmente épicos, são dois ouros, quatro pratas e dois bronzes. Domesticamente, são 13 títulos e sete vices.

Presente desolador - O ouro no Pan-Americano do Rio, em 2007, em cima do Brasil, foi um dos poucos momentos de alegria vivido por Cuba nos últimos anos. O enfraquecimento a olhos vistos se deve principalmente às costumeiras deserções, como as de Calderon, Carrillo, Gleguer, Carcaces, Ramires e Herrera. O marco disso foi a derrota para a República Dominicana que a tirou dos Jogos de Londres-2012. No Grand Prix, desde 2008, as cubanas não veem uma medalha. Na edição deste ano, terminaram em último no Grupo 2, com uma vitória em nove jogos. No último Campeonato Norte e Centro-Americano, título que não levam desde 2007, não passaram do sétimo lugar entre nove concorrentes – pior colocação da história do país no torneio.

Futuro incerto - Para chegar à Itália, Cuba venceu Curaçao, Haiti e Trinidad e Tobago nas eliminatórias. Juan Carlos Gala Rodriguez, apesar dos fracassos recentes, permanece no cargo. Na pré-lista de convocadas, aparecem duas remanescentes de 2010: as centrais Rosanna Gyel Ramos, 22, e Daymara Lescay Cajigal, 21. A capitã do time é Sulian Caridad Matienzo Linares, de apenas 19 anos. Sempre eficiente na revelação de novas jogadoras, Cuba apresentará, sem dúvidas, gratas surpresas nesse Mundial.

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Bélgica

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De volta ao cenário internacional depois de uma longa ausência, a Bélgica promete incomodar seleções mais calejadas, haja vista o bronze no último Europeu. Tamanho upgrade se deve ao excelente técnico Vande Broek e ao bem executado trabalho de base, iniciado na década passada, que já rendeu um bronze no Mundial Sub-18 em 2009 e um ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2010. Na Itália, a baixa média de idade e a inexperiência decerto pesarão, mas a Bélgica mira uma vaga na segunda fase, numa briga direta com Porto Rico e Azerbaijão.

36 anos depois… As belgas farão na Itália sua terceira incursão num Mundial. A primeira foi em 1952, no Brasil. Eliminadas logo na primeira fase, em que enfrentaram checas e holandesas, saíram do torneio com o 13º lugar, entre 17 concorrentes, com quatro vitórias em oito jogos. Na segunda e última presença, em 1978, na URSS, a campanha belga beirou o pífio: uma vitória, contra a Tunísia, em oito jogos, e o 22º posto entre 23 times.

Zebra tricolor - A maior conquista do vôlei belga aconteceu recentemente, em 2013, no Europeu. A boa impressão começou a ser desenhada logo na fase inicial, com vitórias sobre Itália, França e  Suíça, uma das anfitriãs. Nas quartas, bateu outra vez a França. Na semi, perdeu para a Alemanha, num jogo duríssimo de cinco sets, em que chegou a fazer 2 a 0. Na decisão do bronze, passou pela Sérvia, a campeã de 2011, também por 3 a 2, conquistando assim uma inédita medalha. Na Liga Europa, que não conta com as grandes equipes do continente, a Bélgica conquistou a prata em 2013, atrás somente da Alemanha.

As lições da derrota - Esse bom resultado no Europeu levou a Bélgica ao Grand Prix pela primeira vez, em 2014. E o début não poderia ser melhor: campeã do Grupo 2, que reunia forças intermediárias, depois de uma vitória sobre a Polônia na decisão; e vaga na fase final, onde enfrentou as principais forças do esporte, como Brasil e Rússia, um verdadeiro teste de fogo. A inexperiência pesou, e a Bélgica perdeu seus cinco jogos, não marcando um ponto sequer. A seleção ainda não disputou Olimpíadas e Copa do Mundo.

No embalo da juventude - A vaga no Mundial não exigiu muito esforço da Bélgica, que venceu por 3 a 0 as frágeis equipes de Portugal, Irlanda do Norte e Suíça nas eliminatórias. Treinador e responsável direto pelo progresso da seleção belga, Gert Vande Broek foi octacampeão da liga nacional feminina pelo Asterix. Em 2013, recebeu o prêmio “Sport Science” da Federação Internacional de Vôlei pelos inovadores métodos de treinamento. No último Europeu, a jovem Lise Van Hecke, 22, oposta, foi a maior pontuadora, e Valerie Courtois, 23, a melhor líbero. No vice-campeonato da Liga Europa-2013, os destaques foram Charlotte Leys, ponteira, 25, eleita a MVP; Freya Aelbrecht, central, 24, melhor bloqueadora; e Frauke Dirickx, 34, melhor levantadora.

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Azerbaijão

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O Azerbaijão surgiu para o vôlei em 1993, logo após o desmembramento da União Soviética. Suas jogadoras mais conhecidas, Lantatrova e Ryskal, foram campeãs olímpicas nos áureos tempos vermelhos. Considerando os resultados recentes, nada animadores, a presença no certame italiano não deixa de ser surpreendente. Times mais assíduos aos grandes torneios, como Polônia e Romênia, ficaram de fora. Para chegar à segunda fase em seu terceiro Mundial, Azerbaijão fará partidas-chave contra a Bélgica e Porto Rico.

Precoce - A primeira participação da antiga república soviética se deu logo em 1994, no Brasil. Com uma vitória sobre o Peru e derrotas para Cuba e Holanda, o Azerbaijão assegurou vaga nas oitavas de final, quando enfrentou a Alemanha e perdeu por 3 a 1. Voltou para casa com o nono lugar. Depois de um período no ostracismo, o país se classificou novamente para um Mundial em 2006. Na primeira fase, bateu México e República Dominicana, terminando em quarto no grupo encabeçado pela Rússia. Na segunda, apesar das vitórias sobre EUA e Porto Rico, acabou eliminado, saindo do Japão com o 13º posto entre 24 participantes.

Bronze por um triz - Ainda sem presença em Olimpíadas e Copas do Mundo, o grande êxito azerbaijano num torneio de alto nível foi o quarto lugar no Europeu-2005. Depois da derrota para a Itália na semifinal, a medalha de bronze escapou em outro revés, agora para a Rússia. Em 2013, o Azerbaijão caiu logo na primeira fase, não conseguindo vencer nem mesmo a inexpressiva Bielorrússia.

Sem a estrela-mor - Mesmo jogando em casa, a classificação azeri para o Mundial 2014 rompeu os prognósticos. Com Israel e Estônia fazendo número, o favoritismo do grupo estava com a Sérvia. Os dois times se enfrentaram na última rodada e, depois de cinco sets, o Azerbaijão carimbou seu passaporte para a Itália, empurrando a rival para a repescagem. O time de Aleksandr Chervyakov, no cargo desde 2013, não contará com sua estrela máxima, a contundida Natalya Mammadova. Outra ausência é a de Korotenko, líbero. A capitã é a ex-central e agora levantadora Parkhomenko, 32. Outros destaques são Rahimova, oposto, 24, eficiente tanto no serviço quanto no ataque; e Kovalenko, central, 27, exímia bloqueadora.

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