Guia do Mundial masculino – Grupo C

Guia do Mundial masculino – Grupo C

Agora é a vez do Jones Vieira analisar o grupo que abriga os russos, atuais campeões olímpicos e maior “pedra no sapato” do Brasil nos últimos anos. Se quiser saber mais sobre o grupo A (Polônia, Argentina, Sérvia, Austrália, Camarões e Venezuela) e o B Brasil, Cuba, Alemanha, Turquia, Coreia do Sul e Finlândia), clique aqui e aqui.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei!

Conheça a história dos Mundiais na nossa série especial

Rússia

RUSS GRAF
Manter a tradição, a regularidade, os êxitos da União Soviética, potência do vôlei por quase cinco décadas, pesou bastante sobre sua maior herdeira, a Rússia. Os jogadores oriundos de outras repúblicas, como Ucrânia e Bielorrússia, fizeram falta, tanto que os primeiros títulos demoraram a aparecer. Hoje, os russos vivem seu melhor momento e provam um pouco do respeito com o qual sua antecessora costumava entrar em quadra. Vislumbram até a mesma hegemonia exercida recentemente por Itália e Brasil. Os atuais campeões olímpicos, europeus e da Copa do Mundo miram agora no Mundial. E, por ironia do destino, contam com reforços vindos das redondezas, como os ucranianos Muserskiy,Pavlov, Kthey, o bielorrusso Butko e o cazaque Savin.

Esquadrão vermelho - A União Soviética disputou 12 Mundiais; venceu metade deles (49, 52, 60, 62, 78 e 82), todos de forma invicta; chegou a mais duas decisões, terminando com a prata; e, por três vezes, voltou para casa com o bronze no peito. Só não foi ao pódio em 70, na Bulgária, edição em que, surpreendentemente, conseguiu apenas um modesto sexto lugar.  Sempre temida, a primeira equipe a batê-la num Mundial, depois de 22 vitórias consecutivas, foi a Romênia, em 1956. Por esses esquadrões soviéticos quase imbatíveis, desfilaram nomes imortais do vôlei, como o bielorusso Mondzolevski, o letão Bugajenkovs, os russos Nefedov, Chesnokov, Alex e Vladimir Savin, Platonov, Zaytsev, e os ucranianos Poyarkov e Reva.

Novo nome, nova história - Uma vez pulverizada a União Soviética, nenhuma das repúblicas que a compunham despontou no cenário internacional, a não ser a sua herdeira, segundo a FIVB, a Rússia. Sem desfrutar de talentos lapidados nas vizinhanças, os russos não conseguiram manter a hegemonia de seus antecessores: em cinco Mundiais, só ganharam medalha em 2002, a de prata, após derrota para o Brasil num jogo épico de cinco sets. Abramov e Tetyukhin eram as estrelas daquele time.  Nos outros, sequer alcançaram a semifinal. Em 2010, na Itália, a Rússia foi eliminada pela Sérvia na terceira fase de grupos e voltou para Moscou com o quinto lugar.

A mais dourada galeria - No pós-dissolução, a Rússia esteve em duas finais olímpicas. Perdeu para a Iugoslávia por 3 a 0 em 2000 e bateu o Brasil por 3 a 2 em Londres. Já a União Soviética participou de cinco decisões, vencendo três (64, 68 e 80). Na Copa do Mundo, juntas, elas somam seis conquistas – a última em 2011. Na Liga, são três títulos russos: 2002, 2011 e 2013, todos em cima do Brasil, com quem protagoniza atualmente a maior rivalidade do vôlei. E, nessa vistosa lista de troféus, ainda se encontram os do Campeonato Europeu: são 12 triunfos soviéticos e um russo, que veio em 2013, na Dinamarca, graças a uma vitória sobre a Itália.

O time a ser batido - O título europeu levou a Rússia diretamente à Polônia, aonde chegará como favoritíssima à medalha de ouro. No período de preparação, disputou as finais da Liga, terminando apenas em quinto, depois de uma derrota para o Brasil, e venceu o torneio amistoso Hubert Jerzy Wagner, na Polônia. Andrey Voronkov, técnico desde o início de 2013, possui mão de obra farta. Na ausência do lesionado Mikhaylov, a atenção dos adversários volta-se, sobretudo, para Dmitriy Muserskiy, 25 anos, central de 2,18 m, que tem colecionado inúmeros prêmios individuais em sua carreira, entre eles, o MVP do último Europeu. Também estarão em quadra outros remanescentes do time campeão olímpico, como Grankin, 29, melhor levantador do Europeu-2013; o central Apalikov, 31; os ponta Khtey, 32, Illinikh, 27, e Berezhko, 30; e o levantador Butko, 28. Entre as novidades, destaque para Nikolay Pavlov, 32, MVP da Liga-2013, que defende a seleção russa há três anos somente – antes, jogava pela ucraniana –, e o polêmico Spiridonov, 26, o Tintim, desafeto de Bernardinho, para quem fez gesto obsceno na Liga-2013 após ser chamado por ele de insano e doente mental. O líbero Golubev, 22, deverá ser o substituto de Verbov, que passará por cirurgia em breve.

RUSS (2)


Bulgária

BUL GRAF
A Bulgária está para o vôlei assim como a Espanha esteve para o futebol até uns anos desses. É a seleção que, embora figure sempre entre as favoritas, costuma sair dos torneios tal como entra, sem o ouro pretendido. A Bulgária figura no rol das potências do esporte desde os seus primórdios, nos anos 50. Viveu seu ápice na década de 70, quando se sagrou vice-campeã mundial e olímpica. Após um tempo de vacas magras, retornou com força nos anos 90. Agora, passa por um momento de reestruturação e vislumbra o dia em que, finalmente, largará essa pecha, seguindo o caminho da campeã do mundo no futebol em 2010.

A mais dolorosa derrota - Das 16 edições já realizadas do Mundial, a Bulgária só não participou da quarta, em 1960, no Brasil. Logo nos primeiros torneios, a seleção despontou como um das forças do vôlei no planeta, conquistando dois bronzes seguidos: em 1949 e em 1952, sempre atrás da URSS e da Checoslováquia. Em 1970, a atmosfera parecia favorável para a conquista do primeiro campeonato: jogava em casa, diante de uma apaixonada torcida, e contava com atletas do peso de Dimitar Zlatanov e Dimitar Karov. E tudo caminhava bem, com vitória atrás de vitória, até a última rodada, cujo adversário seria a vice-líder Alemanha Oriental. Os dois times fariam um confronto direto pelo ouro. Nervosos, os anfitriões perderam o primeiro set, 15 a 11; recuperaram-se no segundo, 15 a 13; voltaram a decepcionar no terceiro, 15 a 7; e conseguiram empatar o jogo no quarto, 15 a 4. Venciam o tie-break por 10 a 1 e, depois, por 13 a 5. O título seria questão de tempo. Mas não foi. Numa reação incrível, a Alemanha virou o set para 14 a 13 e, num bloqueio de Schneider em Zlatanov, impôs à Bulgária a sua mais aflitiva derrota na história.

A um set da glória - Para tornar aquele revés ainda mais dolente, na tabela final, Alemanha e Bulgária terminaram juntas com seis vitórias e uma derrota. O desempate se deu no saldo de sets: 14 a 13. Mais duas medalhas de bronze seriam conquistadas posteriormente: em 1986, sobre o Brasil, após derrota para a URSS na semi; e em 2006, sobre a Sérvia, depois de perder a semi para a Polônia. No último Mundial, a Bulgária fez uma péssima primeira fase, com derrotas para França e República Checa, classificando-se em terceiro. Na etapa seguinte, venceu Brasil e Polônia por 3 a 0 e seguiu com moral para a última fase de grupos. Bateu a Espanha e decidiu a vaga na semi contra Cuba. Num jogo de alto nível, os caribenhos saíram vitoriosos depois de cinco sets. A Bulgária terminou na sétima colocação.

Eterno quase - Nas Olimpíadas de Moscou-80, a geração de Zlatanov teve oportunidade de redimir o infortúnio de 1970. Mas não foi possível vencer a União Soviética, na casa dela. Essa prata, porém, é a mais importante conquista da história do vôlei búlgaro. Em Londres-2012, o time de Bratoev e companhia finalizou a disputa em quarto lugar, depois de derrotas para Rússia, na semi, e Itália, na decisão do bronze. Na Liga, a Bulgária nunca conquistou uma medalha sequer. Oportunidades não lhe faltaram: são cinco reveses até hoje em disputas pelo bronze, inclusive quando foi a anfitriã, em 2012. No Campeonato Europeu, a sina do quase é pujante. Embora esteja entre as grandes forças internacionais, a Bulgária jamais se classificou para uma final, acumulando uma prata, em 1951, cujo sistema era de pontos corridos, e cinco bronzes, o último em 2009. Nas últimas 15 edições, o retrospecto é pífio: apenas um pódio.

Juntando os cacos - A Bulgária chega abatida à Polônia. A campanha na última Liga se resumiu a uma vitória em 12 jogos, a pior de sua história. Ainda com o torneio em andamento, o técnico italiano Camillo Placi pediu dispensa, dando lugar a Plamen Konstantinov, capitão no Mundial-2006. Na pré-lista de jogadores para o Mundial, o novo comandante surpreendeu ao resgatar o idolatrado oposto Vlado Nikolov, 36 anos, e o levantador Andrey Zhekov, 34, que se aposentaram da seleção depois e antes das Olimpíadas-2012, respectivamente. Caso eles não entrem no grupo final, as atenções se voltam para Sokolov, 24 anos, melhor oposto da Liga-2013; Georgi Bratoev, 26, melhor levantador de Londres; e Todor Aleksiev, 31, maior pontuador e melhor receptor da Liga-2012. Nas eliminatórias, a Bulgária eliminou Holanda, República Checa e Chipre. No Mundial, um lugar entre os seis primeiros apaziguaria a crise instalada nos últimos meses e reanimaria os fãs para o Europeu-2015, que sediará em parceria com a Itália.

bulg (2)

Canadá

CANA GRAF
Vivendo na sombra de Estados Unidos e Cuba, duas potências internacionais, o Canadá jamais subiu ao topo de um pódio no vôlei. Sem uma liga profissional forte, seus principais jogadores estão espalhados pelo mundo, e um deles, o capitão Winters, jogará no Brasil, na próxima Superliga. Intercâmbios assim são a esperança de que o esporte no Canadá dê um salto de qualidade, reduzindo a diferença para as grandes forças.

Pintando o sete - Da estreia em 1974 até hoje, o Canadá só não se classificou para um Mundial, o de 1986. Fará na Polônia, portanto, seu sétimo campeonato consecutivo, o décimo ao todo. A primeira boa exibição ocorreu em 1982, na Argentina, quando avançou à segunda fase após terminar em primeiro no Grupo C, que também contava com Alemanha Ocidental, Itália e Austrália. Finalizaria o torneio em 11º. Em 94, na Grécia, alcançou sua melhor posição, a nona, sendo eliminado pelo Brasil nas oitavas por 3 a 0. Em 2010, caiu logo na fase inicial, com derrotas para Polônia e Alemanha e uma vitória sobre a Sérvia.

Em busca do eldorado - A seleção canadense disputou três Olimpíadas: 1976, em casa, 1984 e 1992. Em Los Angeles, ano do boicote dos países socialistas, quase subiu ao pódio, terminando em quarto lugar. Perdeu para os Estados Unidos na semifinal e para Itália o bronze. Em Ligas,tem oito participações e chegou às finais em 2013, quando bateu a Rússia por 3 a 2, ficando muito perto de uma vaga na semi. Terminou em quinto e hoje disputa o Grupo 2, a “segunda divisão”.  No Campeonato Norte e Centro-Americano, Cuba e Estados Unidos, os únicos campeões, não costumam dar brechas para os adversários. O Canadá foi, no máximo, medalha de prata, e isso em cinco ocasiões, a última em 2013, jogando em casa. Mais uma chance de conquistar um inédito título se perdeu na Copa Pan-Americana-2009. A final contra os EUA só foi decidida no quinto set, com 15 a 12 para os ianques. E, assim, o vôlei masculino do país segue sem conhecer o brilho do ouro.

Sorte no sorteio - Integrante do time semifinalista em 1984, Glenn Hoag é o técnico da seleção desde 2007. Dois atletas por ele dirigidos se destacaram no último Campeonato da NORCECA: Blair Bann, 26, melhor defesa, e Rudy Verhoeff, 25, melhor bloqueador; ambos atuam na França. O capitão é o ponteiro Frederic Winters, 31, que assinou recentemente contrato com o Cruzeiro, de Minas. Outra figura importante é o levantador Dustin Schneider, 29, que joga na Polônia. A vaga no Mundial foi obtida sem complicações, diante de adversários sem peso, como Costa Rica, Panamá e Trinidad e Tobago. De olho na segunda fase, as partidas contra México, China e Egito serão fundamentais.

tabela canadá atualizada

Egito

EGI GRAF
Na última década, o Egito tirou a Tunísia do posto de maior potência do vôlei africano, sagrando-se pentacampeã do continente. Mas quando atravessam os oceanos, o Mediterrâneo ou o Mar Vermelho, os egípcios se apequenam, perdem a realeza, viram sparring das seleções de maior peso e colecionam uma sucessão de fiascos nos torneios internacionais.

Vitórias contadas nos dedos - Em sete participações no Mundial, o Egito não registrou grandes feitos. Iniciou sua trajetória em 1974, no México, e lá aconteceu sua primeira vitória: 3 a 2 contra a Itália, que ainda não desfrutava do prestígio de hoje. Deixaria o certame com o 17º lugar. Em 2010, graças ao triunfo por 3 a 0 sobre os iranianos logo na rodada inicial, os faraós obtiveram uma inédita classificação à segunda fase. Nesta, não ofereceram dificuldades para russos e espanhóis, finalizando o campeonato em 13º, a melhor posição de sua história.

Faraós da África - Três presenças, 15 jogos, 15 derrotas, três sets vencidos, 45 sets perdidos. Esse é o resumo das aparições do Egito em Jogos Olímpicos, em 1984, 2000 e 2008. Um fiasco. A vez em que mais perto esteve de uma vitória foi na disputa do nono lugar contra a vizinha e rival Tunísia, em Los Angeles, um jogo de cinco sets. Em 2006, o Egito tornou-se o primeiro representante africano na Liga. Enfrentou Bulgária, Cuba e Coreia do Sul e não venceu nenhuma de suas 12 partidas. A história se repetiu no ano posterior. Em 2009, finalmente, veio a primeira vitória, e em grande estilo: 3 a 2 sobre a Polônia. Desde 2011, quando a instabilidade política no país forçou a federação a abdicar da vaga, o Egito não disputa o torneio. Na África, o panorama é outro. São cinco títulos consecutivos, sete no total, um a menos que a Tunísia, e 17 jogos de invencibilidade – a última derrota aconteceu em 2007.

Passando a borracha - Polônia-2014 será mais uma chance para o Egito amenizar seu histórico de campanhas ruins em competições de alto nível. A vaga foi alcançada, sem muito drama, em cima de Ruanda, Botsuana, Quênia e Burundi. A estrela da seleção é o oposto Ahmed Salah Abdelhay, 30, jogador do Galatasaray, da Turquia, e MVP do Campeonato Africano em 2009 e 2011.  Ele dividirá as atenções com Abdel-Latif Othman, 30, e Abdallah Abdessalam, 29, que foram, respectivamente, o MVP e o melhor levantador da edição 2013 do torneio continental. Tentando repetir a campanha de 2010, o time treinado por Ibrahim Fakhr Eddine disputará vaga na segunda fase, especialmente, contra China, México e Canadá.

EGI

China

CHIN GRAF
Antes, Japão e Coreia do Sul. Agora, o Irã. Parece cada vez mais distante o dia em que a China assumirá as rédeas do vôlei masculino em seu continente, assim como as mulheres em décadas passadas. Já são 14 anos à espera de um título asiático. Em 2013, a seleção sub-19 ganhou a medalha de prata no Mundial da categoria, sinalizando que o trabalho de base está no caminho certo. Resta esperar para colher os frutos.

Figurinha repetida - Polônia-2014 será o 13º Mundial da China. O primeiro foi em 1956, na França, quando terminou em nono entre 24 times, com duas vitórias, sobre Brasil e Iugoslávia, em 11 jogos. Na Itália-78, em sua melhor exibição, foi eliminada na segunda fase e obteve cinco vitórias, uma delas contra o Brasil. Na disputa do sétimo lugar, bateu a Polônia. Repetiu tal desempenho em 1982, deixando escapar a vaga na semifinal para a dona da casa, a Argentina, na última rodada da terceira fase. Em 2010, a participação chinesa foi breve, caindo logo na fase inicial, após derrotas para França, Bulgária e República Checa.

Na fila - Em Olimpíadas, o desempenho chinês é tímido: oitavo lugar em 1984, com apenas uma vitória, e quinto em 2008, em Pequim, quando caiu para o Brasil nas quartas de final. Na Liga, a China é um dos oito times que disputaram a primeira edição em 1990. Classificou-se para as finais em 1996, na cidade holandesa de Roterdã, terminando apenas em sexto, mas com um histórico triunfo sobre a Itália, 3 a 0. Na Ásia, a China sagrou-se campeã em 79, 97 e 99. O tetra quase veio em 2011, mas a derrota para o Irã na final prolongou mais um pouco o jejum de título. Em 2013, conquistou o bronze.

Sob nova direção - Nas eliminatórias asiáticas, num grupo com Arábia Saudita, Taiwan e Índia, a China não precisou suar muito para se garantir na Polônia. A seleção é comandada desde 2013 por Zie Guochen, que era assistente do antigo treinador, Zhou Jianan. A referência da equipe é Zhong Weijun, 25 anos, maior pontuador e melhor sacador do último Campeonato Asiático. Destaques também para o central Liang Chunlong, melhor bloqueador do Asiático-2011, e para os veteranos Yuan Zhi, 32, Jiao Shuai, 30, Fang Yingchao, 32, e Chu Hui, 33. A China tem boas chances de avançar para a segunda fase e disputará vaga diretamente contra Canadá, Egito e México.

CHI

México

MEX GRAF

No cenário do vôlei internacional, o México é quase um desconhecido. Seu melhor momento se deu nos anos 70, quando emendou três Mundiais seguidos e disputou decisões no campeonato da NORCECA – federação responsável pelo esporte nas Américas do Norte e Central. A presença no Mundial-2010 trouxe novos ares para os amantes do vôlei no país e, desde então, esforços têm sido feitos, sobretudo investimentos na base, para colocar o México próximo de Cuba e Estados Unidos.

Voltou para ficar - A seleção mexicana disputará na Polônia seu quinto Mundial. A estreia aconteceu em 1974, em casa. Apesar de inexperiente, não decepcionou, alcançando o 10º posto entre 24 times. O chaveamento ajudou bastante, já que, na primeira fase, seus adversários eram Tunísia, República Dominicana e Holanda, esta ainda longe de ser uma força do esporte. Com três vitórias fáceis, o México avançou à etapa seguinte, onde não resistiu à qualidade de Polônia e Alemanha Oriental. Depois de um hiato de 28 anos, o México retornou ao Mundial em 2010. De imediato, quase surpreendeu os Estados Unidos, levando o jogo para o quinto set. Perdeu também para a Argentina na rodada seguinte, mas venceu a Venezuela na última, classificando-se para a segunda fase, onde enfrentaria, sem sucesso, Cuba e Sérvia.

Glórias passadas - O México só tem uma participação olímpica no currículo, a de 1968, quando sediou a disputa. Perdeu suas nove partidas e teve de segurar a lanterna. Em 2014, estreou na Liga Mundial, pelo Grupo 3, uma espécie de terceira divisão. Fez seis partidas e ganhou apenas duas. Em Copas do Mundo, esteve presente em 1977, graças ao vice-campeonato continental, e em 1991, na condição de convidada, classificando-se em 9º e 10º, respectivamente. Já no Campeonato Norte e Centro-Americano, o México acumula três pratas (69, 75 e 77) e dois bronzes, conquistados ainda nos primórdios da competição. No último torneio, em 2013, finalizou em quinto e chegou à incômoda marca de 35 anos sem subir ao pódio. O único título da seleção é o da Copa Pan-americana, em 2007, quando o recém-criado torneio teve como atrativo a presença de Cuba.

Não custa nada sonhar - O México se classificou para o Mundial-2014 ao vencer o seu grupo nas eliminatórias, empurrando Porto Rico para a repescagem.  Treinada por Sergio Hernandez, a base da equipe é a mesma de 2010: Jorge Quiñones, 31, Samuel Córdova, 24, Pedro Rangel, 25, e Tomás Aguillera, 25. A novidade é Valdemar Valdez, 23. Nas palavras de Hernandez, a seleção mexicana tem qualidade para concorrer a nível internacional. Para avançar à segunda fase, as partidas contra Canadá, para quem perdeu no último Campeonato da NORCECA por 3 a 0, e China são vitais.

MEX

This article has 2 comments

  1. MUITO BOM MESMO O TRABALHO DE VOCÊS!

    Só acho que a tabela da China esta errada. Esta como se fosse a do Canadá.
    Da uma olhada e vê se não confundi as coisas.. hehe

    Parabéns, anyway!

  2. Verdade, Glayson, acabou entrando errado mesmo. Já arrumamos! Obrigado por avisar e por nos prestigiar :)