Hora de reconhecer a superioridade alheia

Hora de reconhecer a superioridade alheia

Que o time do Dinamo Kazan é melhor do que o do Molico Osasco, não havia a menor dúvida. Aliás, os próprios resultados da temporada mostravam isso: enquanto a equipe russa voou no Liga dos Campeões da Europa e vem fazendo o mesmo no campeonato de seu país, o time brasileiro ficou marcado pelos altos e baixos, sem conseguir transformar em títulos o recorde de invencibilidade que conquistou durante a Superliga feminina.

Daí, porém, a imaginar que o time de Luizomar de Moura seria atropelado na final do Mundial de clubes me parece haver uma grande distância. Pois foi justamente o que aconteceu: puxado por uma grande atuação de Gamova, o Dínamo conquistou a taça com tranquilidade. Se um desavisado ligou a TV durante o jogo sem saber do que se tratava, provavelmente demorou a acreditar que era uma partida que decidia o destino de uma taça tão importante.

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Time e seleção

Quem já acompanhou o trabalho do time de Osasco, sabe que lá existe um trabalho minucioso de análise dos adversários antes de cada partida. Dada a queda ainda na semifinal da Superliga, o tempo a mais de preparação certamente foi dedicado a isso. Mas, a partir do momento em que entraram em quadra, as brasileiras parecem ter simplesmente se esquecido de qualquer instrução recebida: passe horroroso, inexistência de bloqueio, ataques mal pensados, saque pouco eficiente… Enfim, um dia para esquecer.

Do outro lado da quadra, aconteceu o oposto: não bastasse Gamova, que pontuou em todos os fundamentos, a ponteira Larson esteve em um dia brilhante. Jogando quase o tempo inteiro com o passe na mão, Startseva, por sua vez, engoliu o bloqueio de Osasco, que só marcou dois pontos e tocou em outras oito bolas durante três sets.

Diante de tamanha surra, esquentou novamente o debate a respeito do ranking: se pudesse ter contratado quem quisesse, Osasco ou qualquer outro time verde-amarelo venceria o Dínamo? Sinceramente, pelo o que vimos do vôlei brasileiro de clubes esta temporada, a resposta é não. Reconheçamos então a superioridade da equipe russa desta vez e batamos palmas para os responsáveis por este grande trabalho. Que tudo o que se passou nos últimos meses também sirva de alerta para a seleção brasileira.

Por fim, fica a torcida para que Gamova reveja sua decisão de não jogar mais pela seleção russa e esteja presente no Mundial de seleções da Itália. O vôlei agradecerá.

Em tempo: parabéns ao Sesi pela terceira posição.