Jogar pouco: a maior vitória do Brasil até agora

Jogar pouco: a maior vitória do Brasil até agora

Dois jogos, seis pontos em seis possíveis e nenhum set perdido. A campanha brasileira neste começo de Mundial é o que se espera de um time que tenta o inédito tetracampeonato: vitórias tranquilas sobre a Alemanha e a Tunísia. Diante de rivais inegavelmente inferiores, o time comandado por Bernardinho engasgou apenas nos primeiros minutos das partidas, mas se recuperou tão rápido que ninguém nem pôde se animar a valer com a possibilidade de uma zebra.

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Lucarelli e Lucão têm sido os destaques, mas como o Brasil transformou alemães e africanos em coadjuvantes de treinos de luxo, ainda não vale a pena se apegar a aspectos individuais. Por enquanto, o importante mesmo é que os jogadores nacionais cumpriram suas obrigações de maneira bastante objetiva e formam, decorridas duas rodadas, o time que menos esteve em quadra: 2h28, segundo as estatísticas da FIVB.

Para efeito de comparação, os outros dois times que ainda não perderam sets no torneio, Rússia e Polônia, jogaram respetivamente 2h37 e 2h40. A vantagem verde-amarela é que houve maior rodagem no elenco.

O que quer, o que pode esse Irã?

Tais números podem, a princípio, parecerem irrelevantes, mas se tornarão bem importantes lá na frente, quando o esquema de partidas dia sim, dia não, for sentido de vez. Só para lembrar, Murilo (pescoço), Vissotto (pescoço) e Sidão (joelho) já sofreram com problemas físicos, além de Bruno, que teve o azar de machucar a mão contra os tunisianos.

Enquanto isso, EUA e Itália sofrem mais do que o imaginado no grupo D, mesmo este sendo com certeza o de maior equilíbrio no Mundial. Chegar bem fisicamente nos jogos decisivos é um objetivo que depende de diversas variáveis, mas o Brasil tem feito bem a parte que pode controlar.