Joycinha admite dificuldade com jogo rápido da seleção

Joycinha admite dificuldade com jogo rápido da seleção

O Brasil continua invicto no Grand Prix após seis jogos, mas um detalhe me chamou a atenção na rodada paulista da competição: a dificuldade de Joycinha em virar as bolas levantadas por Dani Lins. De volta à seleção após três anos, a oposto ainda não convenceu que pode ganhar uma vaga no Rio 2016.

Madura o suficiente para fazer uma avaliação além do “o importante é a vitória” e “era um adversário difícil”, Joycinha foi sincera ao ser questionada sobre o tema após o triunfo contra a Alemanha – curiosamente, o melhor jogo dela até agora, com 12 pontos em três sets.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei!

Bloqueio é destaque da seleção feminina, mas não surpreende Zé Roberto

“O Zé Roberto quer um jogo mais acelerado, que é o jogo da seleção, e eu sempre bati bola alta, então estou em um momento de adaptação. Hoje, a gente conversou e falou: ‘Vamos aumentar um pouquinho (a altura da bola)’”, destacou a jogadora. ”Mas vou continuar nessa adaptação, insistindo”, emendou.

Ou seja: há um problema de entrosamento na armação das jogadas com a saída rede. E isso é comprovado em números, como mostram as estatísticas dela:

vs Japão – 13 pontos (11 de ataque, um de bloqueio e um de saque) em 4 sets
vs Sérvia – 10 pontos (oito de ataque e dois de bloqueio) em 3 sets
vs Tailândia – 9 pontos (oito de ataque e um de bloqueio) em 3 sets
vs Bélgica – 4 pontos (dois de ataque e dois de bloqueio) em 3 sets
vs Tailândia – 8 pontos (três de ataque e cinco de bloqueio) em 4 sets

De olho na Olimpíada, ela tenta fazer com que as baixas pontuações sejam minimizadas por outros aspectos. “Como eu não estava pontuando muito no ataque nos primeiros dois jogos em São Paulo, concentrei para não dar prejuízo em outras partes. Consegui ajudar no bloqueio e até na defesa, mas o ataque hoje graças a Deus saiu hoje”, sorriu.

Ao falar sobre Joycinha, Zé Roberto confirmou que vai seguir investindo na mudança de estilo da jogadora quando ela vestir a camisa verde-amarela. “Quando a velocidade começa a destoar de uma jogadora para a outra você começa a ter problema na estratégia do jogo. E, pra gente adequar todo mundo na mesma velocidade, ela está tendo que adaptar suas bolas, senão a marcação fica fácil”, justificou.

Zé ainda elogiou a evolução de Joycinha e ressaltou a confiança em Monique, responsável por 18 pontos até agora, e que ganhará a titularidade no Grand Prix com parte do grupo (e Joycinha) indo para os Jogos Pan-Americanos.

“A Monique teve uma contusão séria na Superliga, no abdômen, e está retomando. Ela é uma menina que precisa estar muito bem fisicamente e está voando por causa da altura. Ela está voltando à sua melhor forma agora e acho que vai ajudar bastante na terceira fase do Grand Prix”, comentou o treinador.

Resta saber se Joycinha e Monique conseguirão ameaçar Sheilla e Tandara na disputa entre as opostas

This article has 2 comments

  1. “O Zé Roberto quer um jogo mais acelerado, que é o jogo da seleção, e eu sempre bati bola alta”.

    Hein? A Joyce nunca foi jogadora de bolas altas enquanto atuava aqui no país. Eu acho que, além de estar adaptada ao estilo gringo de jogar, pesa na ausência de velocidade o fator idade.

  2. Oi, perikito! A aspa da Joycinha é literal. Imagino que essa mudança ocorrida nas passagens pelo exterior já tenham grudado na mente a ponto de ela mal se lembrar de outros tempos. Sua observação faz sentido, mas dado o atual momento das opostas no Brasil, acho que ela merece o voto de confiança, até porque tem se mostrado bem em outros fundamentos. Abs!