Las Panteras fazem história em Bariloche

Las Panteras fazem história em Bariloche

Sidrônio Henrique, correspondente do Saída de Rede em Bariloche

A seleção de vôlei feminino da Argentina fez história no final de tarde deste domingo em Bariloche, ao pé da Cordilheira dos Andes. Las Panteras esmagaram o Peru em sets diretos (25-20, 25-20, 25-14) e pela primeira vez vão aos Jogos Olímpicos.

Foi a decisão do pré-olímpico sul-americano. As duas equipes chegaram à final invictas, derrotando Colômbia, Venezuela e Chile.

Yael Castiglione, Leticia Boscacci, Josefina Fernandez, Yamila Nizetich, Mimi Sosa, Julieta Lazcano e Tatiana Rizzo, que formam o time titular, controlaram o jogo, exceto pelo início do primeiro set, quando a equipe albiceleste parecia sentir a pressão de jogar em casa, diante de uma barulhenta torcida que lotou os 1.600 lugares do pequeno ginásio Pedro Estremador.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei!

As peruanas, que antes dessa partida não haviam perdido nenhum set (as donas da casa perderam um para a Venezuela), não conseguiram resistir ao bem organizado sistema de bloqueio e defesa armado pelas rivais. Foi um massacre em bloqueios, 16-2 em favor das locais.

Efetiva na primeira metade do primeiro set, a principal jogadora peruana, a ponta Angela Leyva, 19 anos, viu seus ataques serem neutralizados à medida que o jogo corria.

A oposta argentina Leticia Boscacci foi mais uma vez a maior pontuadora, hoje com 16 pontos (13 de ataque, três bloqueios e um ace). Pelo Peru, Leyva liderou com 14, mas só converteu 13 ataques em 41 tentativas – o outro ponto foi um ace.

“Queremos mais”

Uma das principais jogadoras argentinas, a levantadora Yael Castiglione, que jogou duas temporadas na Superliga e atualmente defende o Bielsko Biala, na liga polonesa, disse que a equipe vai tentar aprimorar seu jogo o máximo possível nos quatro meses entre o final da temporada de clubes, em abril, e as Olimpíadas, em agosto.

“Obviamente não estamos perto do nível dos favoritos, mas não nos conformamos, isso é uma característica dos argentinos, sempre queremos mais. Nosso time teve bons momentos na Copa do Mundo, mas eu tenho convicção que podemos jogar ainda melhor”, disse Castiglione.

Argentina vence de novo; técnico do Peru diz que vaga está entre sua equipe e a Colômbia

Na Copa do Mundo 2015, a seleção argentina ficou em oitavo lugar entre 12 equipes e teve seu melhor momento quando enfrentou a Sérvia, levando as futuras medalhistas de prata do torneio a um quinto set, só perdendo ali.

A capitã do Peru, a central Mirtha Uribe, comentou que, apesar de estar deixando a equipe (ela tem 30 anos), o Peru conta com atletas bastante jovens e com muito potencial.

“Sei que vem coisa boa mais adiante, nossa seleção vai ficar mais forte e dará muitas alegrias ao Peru”, afirmou uma esperançosa Uribe.

Peru e Colômbia

Segundo colocado no pré-olímpico, o Peru vai participar de um qualificatório mundial com outras sete equipes, em maio, no Japão. Enquanto isso, as colombianas, que hoje confirmaram o terceiro lugar ao bater o fraco Chile, vão para uma repescagem, também em maio, em local a ser definido, contra apenas três times e de ranking mais baixo do que as equipes que irão ao Japão.

As peruanas vão encarar times como Holanda e Itália (segundo e terceiro colocados do pré-olímpico europeu), República Dominicana (segundo no torneio da Norceca, a Confederação da América do Norte, Central e Caribe), além dos quatro melhores ranqueados da Ásia (além da China, já classificada): Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Cazaquistão. São quatro vagas, sendo uma para o melhor asiático e as outras três envolvendo os demais, inclusive os outros da Ásia. A seleção do Peru foi pela última vez às Olimpíadas em Sydney 2000.

Já a Colômbia vai jogar contra Porto Rico (terceiro da Norceca), além do segundo e terceiro da África – o qualificatório africano será disputado em fevereiro, na República dos Camarões. O torneio dá uma vaga. Ainda que as porto-riquenhas tenham uma equipe mais experiente, as colombianas podem se classificar pela primeira vez para as Olimpíadas. Ou seja, recebem uma chance maior do que as peruanas.