Lucão, o oposto

Lucão, o oposto

Há pouco mais de uma semana, a partida entre Sesi e RJX teve um lance bastante curioso: já na metade do quinto set, o levantador Bruno armou uma jogada supreendente com Lucão, fazendo o central atacar da posição de oposto. Completamente surpreendido, o bloqueio do time paulista não chegou a tempo e defesa não pôde evitar o ponto.

Veja só:

Quando vi a jogada, a relação com a final nas Olimpíadas de Londres veio na hora na minha cabeça. Para quem não se lembra, na ocasião a Rússia conseguiu uma bela virada sobre o Brasil tendo como motor o deslocamento do gigante Muserskiy, de 2,18 m, da posição de central para a saída de rede.

Pra se ter uma ideia do quão a mudança tática deu certo, Muserskiy terminou a partida com 31 pontos, 28 deles feitos a partir do momento em que sua posição foi alterada, no terceiro set.

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Em entrevista ao “Lancenet!” pouco depois da partida, Murilo foi sincero ao comentar o “nó tático” tomado pelos tricampeões mundiais:

- O oposto a gente já havia visto jogar de ponta, então mais ou menos, nós esperávamos o que ele poderia fazer, sabíamos da marcação. O central, que fez a melhor partida da vida dele, a gente não fazia a mínima ideia que ele poderia jogar de oposto, principalmente em uma final olímpica. Então, foi uma cartada, um risco que o técnico resolveu correr porque não tinha nada a perder e deu certo.

Fica a pergunta: será que o Brasil pode usar a mesma tática da Rússia com Lucão e assim surpreender os adversários nas principais competições internacionais?