Luizomar prevê fim das hegemonias na Superliga feminina

Luizomar prevê fim das hegemonias na Superliga feminina

Rexona ou Vôlei Nestlé. Vôlei Nestlé ou Rexona. Exceção feita à temporada 2013/2014, há 11 anos os dois times monopolizam a final do torneio de clubes de vôlei feminino mais importante do Brasil, a Superliga. Todo ano a expectativa dos torcedores é sobre quando essa saga vai terminar.

Na opinião de Luizomar de Moura, técnico de Vôlei Nestlé, a resposta é “em breve”. Para ele, um sinal bem claro é a própria dificuldade que sua equipe enfrenta na fase de classificação da disputa, com Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas ostentando excelentes campanhas. O Sesi, dessa vez, vem cambaleante, graças a uma crise interna e ao bom trabalho realizado por equipes de menor investimento, como Terracap/Brasília e Rio do Sul/Equibrasil.

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“É um discurso que já vem há muito tempo: talvez o feminino esteja caminhando para o que é o masculino”, comentou Luizomar, referindo-se ao fato de a disputa entre os homens ser bem maior. “Lá, não existe surpresa quando o Sada perde para um time que está fora dos oito primeiros colocados, o mesmo com o Sesi ou o Taubaté. Pra nós, no feminino, ainda existe muita surpresa”, destacou.

Luizomar usa sua experiência como técnico das seleções brasileiras de categoria de base para apontar uma das causas do fenômeno.

“Tem muitas meninas que, se você olha só no papel, acha que serão derrotadas por 3 a 0 por Osasco, mas, na verdade, são meninas campeãs mundiais e que têm qualidade. Mas quem está fora (do mundo do vôlei) não conhece. Essa diferença entre as jogadoras da seleção e as outras está diminuindo”, afirma.

Apesar da dificuldade crescente, ele promete que a equipe da Grande São Paulo vai viver sua melhor fase na hora mais importante da Superliga: o mata-mata. ”Traçamos uma meta de “jogo a jogo” e dar o nosso melhor para chegar bem aos playoffs”, comentou.