Marcelinho: o cara do Minas nesta Superliga

Marcelinho: o cara do Minas nesta Superliga
Marcelinho: aposta arriscada (e certeira) do Minas (Foto: Divulgação/CBV)

Marcelinho: aposta arriscada (e certeira) do Minas (Foto: Divulgação/CBV)

Ótimas passagens pelo saque, aproveitamento em torno de 50% nos ataques durante a semifinal… não há como ignorar a importância de Ricardo Lucarelli e do tcheco Filip na campanha do Minas nesta Superliga de vôlei. Porém, na minha opinião, o grande nome da equipe tem sido o de um veterano: Marcelinho.

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Aos 38 anos, o levantador tem jogado uma bola que não conseguia há algumas temporadas. E não se pode nem falar que isso é reflexo de um bom momento físico: para quem não sabe, o jogador nem tocou na bola na semana que antecedeu a segunda partida contra o RJX devido a um derrame no joelho. O jeito então foi entrar em quadra na base do esforço:

- Eu consegui jogar no sacrifício, embora tenha sido difícil. Acho que nesta fase vale muito jogar assim

Marcelinho não tem sido importante apenas na excelente distribuição de bolas que permite seus atacantes brilharem: segundo as estatísticas da CBV, ele conseguiu 16 defesas consideradas excelentes nos dois jogos contra os cariocas, de um total de 26 tentativas. Nada mau, nhei?

Além disto, a experiência adquirida ao longo dos últimos anos faz com que o segundo jogador mais velho desta Superliga (o primeiro é Joel, do São Bernardo, por questão de meses) se torne um líder natural em quadra: na partida deste sábado (30), por exemplo, Lucarelli cometeu pelo menos dois erros bobos em contra-ataques, mas quem estava lá para evitar que o jovem se desestabilizasse psicologicamente? Marcelinho.

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Não fosse aquela sensacional passagem de Lucão pelo saque no fim do primeiro set da partida no Rio de Janeiro, é bem possível que o Minas estivesse comemorando o fato de voltar à final de uma Superliga depois de três temporadas. Para a decisiva partida de sexta (5) à noite no Maracanãzinho, é preciso que o RJX mude a postura de esperar a agressividade do Minas. Caso não aconteça, será meio caminho andado para Marcelinho comandar mais uma vez o time de Belo Horizonte rumo à decisão. E é bom não dar chances a ele.

This article has 2 comments

  1. Foi oportuno você mencionar a atuação do Marcelinho na defesa, Carolina. Justamente pela idade, está sendo surpreendente o que ele está fazendo nesse fundamento (embora, muitas vezes, a boa defesa venha do posicionamento do jogador). Queria ainda destacar o argentino Quiroga que ficou fora de muitas partidas por problemas físicos, mas cresceu junto com o time no momento certo. Gostaria muito de ver o MTC de novo na final. Ah, e aproveito também para fazer um desabafo: como é chato o “animador” de torcida aqui da Arena do Minas!

    Um abraço.

  2. É verdade, Halem, o Quiroga também tem sido um ponto de equilíbrio neste Minas, que tem enormes chances de voltar à decisão. Quanto ao “animador”, por que ele é chato? Má escolha das músicas? Rs