Mari x Zé Roberto. E o vôlei brasileiro só tem a perder…

(Crédito: Alexandre Arruda/CBV)

Calada desde a entrevista coletiva que concedeu logo após ser cortada às vésperas das Olimpíadas de Londres, Mari resolveu falar novamente. Em entrevista à “Isto É 2016″ que chega às bancas nesta quinta (15), a jogadora expressou tudo o que pensa e detonou publicamente o técnico José Roberto Guimarães.

O conteúdo completo pode ser visto aqui, mas, em resumo, Mari se disse injustiçada e comentou não fazer mais a menor questão de manter um relacionamento com o técnico. Ela ainda deixou claro que não volta à seleção enquanto Zé Roberto estiver lá e chega até mesmo a cogitar a possibilidade de, daqui a dois anos, defender a seleção da Alemanha.

Ao que tudo indica, desta vez o rompimento é definitivo (Zé Roberto preferiu não comentar as declarações da atleta). Para quem não sabe ou não se lembra, não é de hoje que os dois vivem altos e baixos. Logo após o Pan de 2007, o técnico cortou a jogadora “do nada”, mas, muito por conta da ajuda do hoje técnico Ângelo Vercesi, os dois voltaram às boas e Mari acabou sendo importantíssima na conquista do ouro em Pequim.

Desde então, ouvi Zé Roberto falar mais de uma vez que considerava Mari uma “filha”. Até por isso, acredito que ele chegou ao seu limite pessoal ao dar várias chances para ela durante o último ciclo olímpico, no qual Mari teve uma evidente queda em seu desempenho, muito em conta de contusões complicadas no joelho e no ombro. Até tentar fazê-la voltar a ser oposta, ele tentou, mas ela não rendeu como ele esperava. Isso, aliado a supostas indisciplinas, fez com que ela acabasse cortada.

Da parte de Mari, até entendo o lado dela. Afinal, a jogadora acabou preterida em um grupo que tinha uma atleta com pouca experiência internacional (Tandara) e outra com mínimas condições físicas (Natália). Pior: a decisão foi tomada em uma data próxima ao embarque para a Inglaterra de uma forma que surpreendeu até mesmo as atletas da seleção.

Pode-se pensar o que quiser da decisão de Zé Roberto, mas uma coisa é fato: ele foi muito corajoso ao abdicar de uma das jogadoras que mais talentosas e que mais dividem opiniões no voleibol mundial. Tendo agora outro ouro na carreira, ele tem sido super badalado, mas imagina como ele não seria absolutamente massacrado se tivesse perdido? E se a eliminação fosse ainda na primeira fase, como quase aconteceu?

Sinceramente, acho triste o ponto a que o relacionamento dos dois chegou. Quando está bem, Mari joga muito e ainda teria bastante a acrescentar pela seleção. Porém, situações conduzidas de forma errada por ambos os lados culminaram em uma briga que só traz coisas ruins para o vôlei brasileiro. Depois da acertada decisão de jogar no exterior esta temporada, onde poderá ter mais tranquilidade do que aqui, Mari bem que poderia se concentrar em superar seus problemas e voltar a ser a atleta que já foi, ao mesmo tempo em que Zé deveria deixar as palavras da entrevista de IstoÉ entrar por um ouvido e sair pelo outro, dando uma nova chance quando Mari realmente a merecer.

Você acha que alguém tem razão nesta briga? Vote abaixo e diga o porquê na caixinha de comentários

This article has 29 comments

  1. Essa relação sempre foi conturbada, o fim não poderia ser outro. Poderia escrever um “livro” sobre o que acho disso tudo, sobre pontos de ista dos dois, mas vou falar especificamente do episódio em questão, o corte. TODO mundo que acompanha vôlei sabe que, por merecimento no que concerne o VÔLEI, Mari JAMAIS deveria ter sido preterida por Tandara e/ou Natália (as duas não acrescentaram nada a seleção), mesmo na má fase que estava. SE, eu disse SE Zé Roberto tivesse vindo a público e dito com todas as letras que Mari atrapalhava o grupo, que sua presença FORA de quadra não azia bem ao grupo e por isso a cortou aí sim ele teria razão, mas da forma como foi, dizendo ser uma decisão técnica, ele errou sim em não levá-la.

    A coisa toda é… A seleção foi campeã, para SEMPRE, para todos, Zé roberto estava certo, Mari errada. Tudo que ela falar vai ser “recalque”.

  2. Eu acho o seguinte: é fato que Mari não estava/está em sua melhor forma, mas Zé errou feio em cortá-la. Ele teria acertado se houvesse, de fato, pessoas capazes de substituí-la, mas não tinha.
    Mari, mesmo numa péssima fase, conseguia ser mais decisiva em determinados momentos (vide o 5º set do jogo contra a Polônia e o 24×20 a favor da Itália que ela virou sozinha – tudo no Grand Prix). que Tandara, por exemplo.
    Não acho que foi errado ele ter levado a Tandara, seria até injusto não levá-la só porque Mari tem mais nome, o caso todo foi a Natália. Ela NÃO TINHA CONDIÇÕES de jogar, mal entrou nos jogos nas olimpíadas e, se não me engano, ela só marcou um ponto. Acredito que Zé deveria ter deslocado ou Mari ou Tandara para a ponta, assim havia espaço para as duas. Sejamos sinceros, mesmo com dores e com seus problemas de passe ela pontuaria mais vezes que Natália, né?

    Ela tem todos os motivos para estar revoltada e é sacrificada desse jeito só porque tem coragem de falar o que pensa. Parabenizo-a por isso. Espero, sinceramente, que ela consiga se recuperar de suas constantes lesões e consiga voltar a sua alta performance. Espero vê-la novamente na seleção.

  3. Excelente comentario muito.bem.embasado e bastante imparcial. Parabens!

  4. Como dizia minha avó “quando um não quer dois não brigam”. A Mari se mostrou destemperada. Fala besteira e quer provocar. Ela está querendo transformar o caso numa briga. O Zé Roberto está certíssimo em nem se manisfestar sobre esse assunto.
    O que ninguém explica, nem a Mari fala por quê, é motivo dela ter perdido a confiança da COMISSÃO TÉCNICA. Ou alguém acha que o corte da Mari é uma questão só da vontade pessoal do técnico?
    Confiança é CONQUISTADA não é imposta. Se a Mari trabalhasse mais e fosse mais inteligente, ao invés de mostrar DESCONTROLE e ARROGÂNCIA, certamente estaria nos planos da seleção pelo seu histórico e pela capacidade que tem. Só que ninguém se garante pelo que foi ou pelo que poderia ser. Mostre resultado Mari.

  5. Acho que a Mari já está apelando pro estrelismo , passou, ela sabe que não jogou nada nos últimos dois anos , quem viu aquela final de superliga , consegue no mínimo ver o nível técnico ridículo que ela estava !
    Em vez de ficar ai dando declarações polêmicas deveria jogar vôlei, o que sabe fazer de melhor e brigar para ser titular do campeonato turco como oposto com a Seda.
    Quanto a naturalização à seleção alemã , seria uma pena sinceramente, ainda acredito nela na seleção brasileira !

  6. É claro que a Mari tem razão. Zé Roberto jogou ela na fogueira. Nas duas vezes em que a fez mudar de posição foi para suprir a uma carência da seleção, e ela o fez com sacrifício, porém com muito empenho. E só com ela que ele faz dessas. “Thaísa, que tal jogar de líbero?” Alguém consegue imaginar isso? Não. Mas a Mari se mostrou de boa vontade e foi jogar numa posição que ela apesar de dominar no ataque, era ruim de passe.
    Tandara se provou merecedora da vaga de oposta reserva, já que foi muito bem na Grand Prix, mas ela ficou muito mais tempo em quadra. E Natália? Essa nem lá entrou pra provar alguma coisa.
    Seria burrice levar 2 líberos, como as outras seleções estavam fazendo, logo a última vaga deveria ter sido da Mari, uma jogadora experiente e que poderia ter sido utilizada em vários momentos de sufoco na primeira fase, quando Paula e Jaqueline sempre inciavam – e mal! – os jogos como titulares. Quantas vezes a rede com Jaqueline e Fabiana empacou? Perdi a conta.
    As inversões muitas vezes se mostraram inócuas, com Tandara na rede sem bloquear ninguém ou virar a bola. Natália saiu de Londres com míseros 3 pontos de ataque.
    Quando qualquer outra jogadora não está bem o suficiente, ele dá o banco pra ela se recuperar, pra Mari ele deu o corte.

  7. Mari jogar na seleção alemã? Isso é ridículo! Só porque ela é loirinha…
    A Mari pouco fez para ter uma boa convivência com o técnico e a equipe brasileira, em geral.
    Se o Brasil não tivesse ganho as Olimpíadas London 2012, ela não teria dado essa entrevista, pois ela estaria super feliz pelo país não ter ido adiante. Mas para sua infelicidade, Mari, o Brasil é Bi sem precisar de você, sem precisar de uma atleta que teve todo o apoio e todas ingratidões possíveis.
    Mari maltrata os amantes do Vôlei Brasileiro, desfaz-se dos outros atletas, e agora massacra um dos seus “ombro-amigo”.
    Tem tantas outras atletas, que jogam melhores que a Mari, são educadas, e até mais bonitas (a verdade é que Mari faz sucesso pela estética).

    PIOR QUE CUSPIR NO PRATO ONDE COMEU, É VOLTAR A COMER NO PRATO ONDE CUSPIU! Então, Mari, é bom você procurar outros rumos, mesmo! O primeiro passo para mudança é ser mais humilde!

    Mari, sabe porque o caminho da Sheilla está sendo mais triunfante que o seu? Por que ela é educada, humilde! Não precisa passar por cima de ninguém para alcançar seus objetivos!

    OBS: Mari não fez falta em Londres! Fizeram falta a C. Brait e a Fabíola… que mesmo não participando das Olimpíadas, estão ai, firmes e fortes, disputando e ganhando qualquer campeonato.

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    Se durante a competição o Brasil chorou ou sorriu, o importante é que o Bi está aqui! #CHUPAMARI Viva ao título e a NAÇÃO BRASILEIRA!

  8. Quantas oportunidades ele não já deu para Mari? Não é só para Mari que ele deu corte, já deu para a Jaqueline e tantas outras!
    Tem tantas outras jogadoras mais novas que são boas de passe ataque! Onde já se viu uma jogadora se achar a melhor do mundo, sem se quer dá passe direito?
    Realmente, a Nathalia não fez NADA em Londres, mas nem precisamos dela! Deu Sheilla e Jaque!
    Só para aplacar todos os comentários dos antis o BRASIL é Bi-campeão Olímpico!!!! BASTA!!!!!!

  9. Quando a Jaqueline foi cortada? Nunca! Quando ela esteve fora da seleção foi por lesão, por suspensão de dopping e por problemas pessoais (quando pediu dispensa pra casar e quando sofreu aborto espontâneo).
    A Mari não se acha a melhor do mundo, ela apenas sabe qual é a real dimensão dela para a seleção.
    Sobre o seu passe, é preciso levar em conta que ela é oposta e se sujeitou a mudança de posição imposta pelo Zé Roberto. Ainda assim, ela se provou essencial, já que é uma ponteira de força, com características ofensivas. Hoje em dia, todo time conta com uma ponteira de força e outra especialista em passe/defesa.
    Sua argumentação sobre a Natália é tão frágil que eu prefiro nem comentar.
    E pra finalizar, ser contra o Zé Roberto não é ser anti Brasil. É uma questão de opinião.

  10. Quem acompanha o volei superficialmente soh com os louros q a midia divulga vai dar razão a ZRG, mas quem convive com os bastidores sabe o qto esse senhor eh rancoroso e prepotente.O que Mari fez, foi soh mostrar a ponta do Iceberg e com coragem pq a grande maioria anda louca pra jogar M… no ventilador tbm.

  11. a mari ta falando de mais ta cuspindo no prato q comeu!và pra alemanha và!
    ALEMANHA TERA MARI
    BRASIL TEM SHEILLA SIMPLISMENTE A MELHOR DO MUNDOOOO!!!
    #AQUIÉBRASIL
    #MARIFALADEIRA
    #MARITRAIRA

  12. Esta confusão toda é retrato do volei brasileiro que, embora seja bicampeão olímpico, tem muito a se organizar. Em respeito à Mari concordo que se sacrificou pela seleção e pelo volei brasileiro em duas situações: nas mudanças de oposta-ponteira-oposta e nos dois ùltimos anos após voltar não totalmente recuperada de contusões, neste período, em nenhum momento, jogou bem, porem se sacrificou pela unilever e, principalmente, pela seleção. Quanto a José Roberto, sem dúvida tem excelente histórico no volei, porem é muito estranho, especialmente quando lembramos que o pais foi ouro olímpico: 1. a forma como as jogadoras da seleção parecem distantes dele (as do osasco não perdem uma opotunidade de enaltecer as qualidades de treinador do Luizomar). 2. o descontrole dele naquele jogo contra o osasco. 3. a propria CBV diz que o Bernardinho está certo até 2016 e com ele falta acertar detalhes. Enfim, sem me posicionar contra um ou outra por não conhecer verdadeiramente o que aconteceu nestas olimpíadas, é notório que algo estranho ocorreu.

  13. O brasil simplismente vai peder uma grade jogadora e quem vai sair ganhado vai ser ALEMANHA. Boa sorte MARI em qualquer desicao que vc tomar. Todos que a ama vao ta no seu lado.

  14. O problema é que a “primeira impressão” da Mari que ficou para a maioria dos brasileiros, que apenas acompanham os jogos olímpicos, foi Antenas 2004. Muitos, erroneamente, a culparam pelo que aconteceu. Daí, criou-se essa perseguição com a jogadora. Seus acertos pouco são valorizados, e seus erros sempre são postos em foco. Outro fato é sua postura em quadra. Brasileiros em geral gostam de vibração, gritaria, e a Mari é muito quieta em relação a isso, o que não significa de forma alguma que ela não se importa, o que muitos acabam deduzindo dessa forma. É revoltante ler alguns comentários falando que isso tudo não passa de recalque, não reconhecendo os sacrifícios que ela fez pela seleção. Todos sabemos que ela não passa por sua melhor fase, que ela não está rendendo tudo aquilo que ela é capaz, mas diante das opções que o técnico tinha, ela era a melhor. Inúmeras vezes, mesmo em má fase, ela se demonstrou decisiva e cheia de garra. Se tem jogadoras mais jovens e melhores que ela, por que elas ainda não estão defendendo a SFV?! Sabemos que o Zé leva muito questões pessoais em consideração. Vemos isso no passado, quando ele cortou a Venturine. Não é por motivos bestas, que o Bernardinho não fala e nem faz questão com o Zé.

  15. Mari tem razão o Zé Roberto foi injusto e prepotente. A seleção toda não estava jogando nada.

  16. Só posso concluir que a Mari pirou! Não é possível que em plena consciência ela fale tanta asneira. Ela agora vai querer nos convencer que estava jogando bem e merecia ser convocada? Só quem não entende nada de vôlei pode se convencer disso. Na época discordei do corte justamente pelo passado dela com a seleção (felizmente o Zé Roberto é profissional e não toma decisões baseado na emoção) mas hoje vendo esse entrevista acho que foi merecidíssimo. Se fossemos viver de passado sassá tbm teria todo direito (mais que a Mari por sinal já que é a jogadora do grupo atual que mais vezes vestiu a camisa da seleção) de vir a público e reclamar que foi injustiçada por ter sido a PENULTIMA CORTADA depois de simplesmente ter colocado o Brasil na final do mundial de 2010 depois de virar um jogo praticamente perdido pro Japão. Também é muito fácil falar agora que o Zé não tem mérito nenhum nessa conquista (queria ver lá na hora, onde a situação estava preta ter outro com peito suficiente pra segurar as pedradas que estavam vindo) só na cabeça da Mari (atual) pra entender que jogadoras sozinhas ganham uma olimpíada. Totalmente lastimável toda essa entrevista e pra finalizar ainda solta a pérola que poderá jogar pela Alemanha…Pois que faça bom proveito porque pelo que está jogando vai ficar no banco até lá.
    Pra finalizar Carol, me permita discordar do título do post, pra mim deveria ser Mari x Mari, pois ela está se auto destruindo continuando com esses pensamentos e esquecendo de vez o que um dia já fez muito bem: JOGAR VÔLEI!

  17. Só um adendo: Zé Roberto não cortou Venturini, ela simplesmente deixou a seleção depois de Atenas, e em 2008 foi pedir pra voltar depois de mais de 2 anos parada e ele acertadamente não aceitou.

  18. Quantas chances ela não disperdiçou? desde a superliga com o Bernardinho que ela não jogava absolutamente nada. Sempre defendi a Mari mas pra mim agora ela errou feio.

  19. Apoiado. Concordo em gênero, número e grau!

  20. Por favor não compare o que a Jaqueline estava jogando com o que a Mari estava e ainda está jogando porque simplesmente não há comparação.

  21. Sandra,

    A Sassá estava lesionada e por isso foi cortada, e até hoje não se recuperou completamente (o SESI penou pela sua ausência no paulista, onde ela atuou como líbero em alguns jogos por não poder saltar). Nesse mesmo blog, se você procurar, encontrará uma entrevista com a Natália contando que não tinha condições de jogo em Londres, que sentia muita dor e que foi apenas pelo papel psicológico de animar a equipe. Depois dessa, você realmente acha que a presença dela não foi por uma questão puramente emocional do Zé, o responsável pelo agravamento de sua lesão?
    Só sobraria a Brait e a Mari inteiras. Brait seria desnecessária, já que não seria titular e a Jaqueline é praticamente uma segunda líbero em quadra.
    Quem viu o Gran Prix, percebeu que a Mari ainda não estava bem o suficiente para ser titular, mas nesse mesmo campeonato ela virou sets vinda do banco, seja bloqueando, seja sacando ou até mesmo atacando – sua maior deficiência atualmente -, jogando como oposta. Como desprezá-la?
    Mari caiu em desgraça fisicamente jogando pela seleção. Você se esqueceu que foi lá que ela teve sua maior lesão na carreira, no Grand Prix de 2010? Desde então, ela nunca mais foi a mesma. No ano seguinte, recuperada, se lesionou de novo lá, no abdômen. Se recuperou, foi à Copa do Mundo, mas já em pleno calvário. Fez uma Superliga ruim (Natália nem jogou), assim como Fabi e Sheila. Essa última, aliás, chegou a Londres sem ainda estar no seu auge técnico, com uma jogadora lhe fazendo sombra (Tandara), coisa que não se via há muitos anos, mas teve a chance de se recuperar jogando e sair de lá consagrada. E Mari?

  22. cara, acho que vimos Grand Prix diferentes, com exceção daquela partida contra a Itália que ela simplesmente virou o set, vi ela entrar por diversas vezes e jogar bola pra fora ou na rede e sempre muito irritada em quadra, fugindo de suas características. Também concordo com vc que sheilla estava longe se sua melhor forma, mas as atitudes são completamente diferentes e na época inclusive achei injusto o corte da Mari, pois sempre a defendi (achava que ela tinha mais a render que a Natália), mas hoje depois dessa entrevista vejo que foi muito merecido. Além de não estar bem fisicamente ela está pior ainda emocionalmente, só acho que ele errou ao não falar claramente que o motivo foram as atitudes que ela vinha demonstrando, talvez em respeito pra não expô-la mais ainda.
    Fabi mesmo mal tecnicamente, sempre foi uma líder naquele grupo e sua saída faria mais mal que bem a seleção, o mesmo não podemos falar da Mari.
    Quanto as contusões todas as atletas estão sujeitas a lesões, infelizmente aconteceu com ela e defendendo a seleção ou vc acha que isso tbm é culpa do Zé Roberto? Não é porque vestiu a camisa da seleção e se lesionou que ele tem a obrigação de convocar eternamente e sassá mesmo não estando na melhor forma, mas já estava treinando, assim como a Natália ou seja ele tinha três jogadoras quebradas: Mari, Sassá e Natália e optou pela Natália que estava com a cabeça boa.
    Uma jogadora que pode reclamar que foi injustiçada é a Fabíola e nem por isso o fez. Lógico que as personalidades delas são bem diferentes, mas a Mari poderia pensar em fazer como ela e dar a resposta na bola, coisa que não está fazendo até hoje na Turquia. Pela ídola que é deveria ter humildade suficiente para assumir seu mal momento e não desmerecer o trabalho dos outros como vem fazendo. Acho que ela precisa de ajuda e não é de técnico nenhum não.

  23. Como não culpar a seleção pelo desgaste físico das atletas? O Zé e sua comissão são os responsáveis por isso. Fizeram essas mulheres jogarem um monte de torneio fubá com o argumento de que precisavam entrosá-las com as novas levantadoras, quando poderiam ter mesclado o time com essas tais revelações, como a Priscila Daroit, Natasha e tantas outras. Pra que jogar tanto Grand Prix com o time completo? Pra que jogar torneios continentais com TODAS?
    A ficha do Zé só começou a cair depois que estourou o joelho da Mari e a canela da Paula.
    “…ele tinha três jogadoras quebradas: Mari, Sassá e Natália e optou pela Natália que estava com a cabeça boa”. Era preferível levar a Ana Moser ou a Marcia Fu pra ficarem lá sentadas do banco pedindo raça do que a Natália, que estava de cabeça baixa, derrotada, escondendo o rosto com as mãos durantes os 6 match points a favor da Rússia. Por favor, minha cara! A gente precisava de jogadoras em condição de fazer alguma coisa em quadra e não de uma cheerleader.
    Como não ficar revoltada com isso? A Mari tem mais é que por a boca no mundo, externar mesmo a sua indignação. E eu te garanto que não é a única insatisfeita ali. A própria Jaqueline deu entrevista recentemente dizendo que por muito pouco não pediu dispensa no episódio do corte da Fabíola.

  24. O José Roberto fez suas escolhas e atingiu o objetivo: o grupo conquistou o ouro.
    Estranho é logo após a conquista de um bicampeonato olímpico, perceber em várias atletas titulares da seleção uma indiferença quanto à permanençia ou não dele na Seleção.

  25. Não estou comparando a Jaque. Por favor, releia o meu comentário inicial na postagem, quando digo que Mari poderia ter entrado na fase do sufoco no lugar da Paula ou da Jaque, que estavam de irregulares a péssimas. A Garay sozinha não resolvia por duas e não havia uma quarta ponteira disponível para se juntar a ela, que no final das contas, surpreendentemente e merecidamente, foi eleita o melhor passe de Londres.
    No segundo comentário, quando menciono a Jaqueline foi unicamente para corrigir a informação errada dada pela “Tha;D”, que disse que ela foi um dia cortada da seleção.

  26. Meu caro, se não é pra jogar torneio fubá porque a FIVB coloca no calendário então? O problema vai muito além do planejamento da comissão técnica e essa é uma reclamação antiga de todos eles inclusive. Essa ameaça da Jaqueline pedir dispensa foi unicamente porque estava dando a entrevista com a Fabíola, duvido que ela tivesse coragem de pedir pra não jogar a olimpíada, tanto que a ameaça ficou apenas na cabeça dela e ninguém nunca soube disso até agora. Sei que o Zé tem muitos defeitos, convicções e superstições bestas, mas se ele fosse tão carrasco assim, as jogadoras comprariam a briga delas não acha? Poderiam boicotá-lo como em outros tempos já ocorreu com o Marco Aurélio Mota, com outra geração é verdade, mas tem antecedentes na história que as jogadoras unidas são capazes de tirar um técnico quando este aje arbitrariamente.
    Agora colocar Ana Moser e Márcia Fu na conversa é falta de argumento. Não sei se vc leu, mas eu escrevi claramente que discordava da não convocação da Mari, porém pelas atitudes apresentadas acho que o critério usado foi que a Natália seria mais benéfica ao grupo que a Mari estava sendo naquele momento, tanto que as jogadoras em vários depoimentos após os jogos falavam que a ” Nati faz nossa alegria” – palavras delas.
    Esse é o meu ponto de vista e é o que sinto analisando a história de longe. Você tem suas convicções tbm e já vi que nunca chegaremos a um denominador comum.
    Eu tenho um grande respeito por esse blog e pela Carol, não acho que ela mereça essas discursõeszinhas pra ver quem tem razão e dá a última palavra, por isso não responderei mais nada, seja qual for seus futuros argumentos. Então valeu pelas discursões Perikito, descculpe se me exaltei em algum momento e até os próximos posts.

  27. Sem problemas, Sandra. Estamos aqui para discutir e trocar ideias. Vi essa nossa contenda de uma forma muito saudável e não como uma “discussãozinha”. Você não me ofendeu, nem eu a ti. Só temos opiniões diferentes sobre o mesmo assunto, e não estou querendo ser o dono da verdade. Continuei a discussão porque a minha argumentação não se esgotou.
    Antes de encerrar o papo, já que você prometeu não mais retorquir, quero esclarecer dois pontos que não foram interpretados como esperei:

    1) Os torneios fubás do calendário da FIVB têm servido para todas as seleções experimentarem novidades, tanto é que quase não se vê times completos no Grand Prix, e isso foi tema aqui no blog numa entrevista do Ary, em que ele fala na possibilidade de criar uma segunda divisão para se evitar isso (eu sou contra). São sempre times mesclados ou até mesmo completamente renovados sendo testados – e aprendendo a jogar! – contra uma Seleção Feminina do Brasil completa. Estados Unidos e Itália, principalmente, chegaram a atual formação através desse método de experimentação;
    2) Mencionei as aposentadas Ana Moser a Marcia Fu na seleção apenas de um modo irônico. É claro que isso seria impossível e inimaginável, tanto quanto levar para um torneio de alto nível uma jogadora com limites de saltos por treino, que foi o caso da Natália. Melhor seria levar de novo a psicóloga de 2008 para elevar o moral das mulheres. Seria mais justo.
    Para finalizar, desculpe-me se te estressei com meu jeito implacável de querer te convencer das minhas ideias.

  28. Que pena! Acho esta situação muito chata para ambos os lados. Quem perde é o volei!

  29. Pessoal, muito obrigado pela colaboração de todos vocês. O assunto é realmente polêmico e é importante que role um debate saudável entre os torcedores, como vocês fizeram por aqui. Abs!