Merecidamente mais do mesmo (post atualizado)

Merecidamente mais do mesmo (post atualizado)
Unilever e Sollys possuem o trabalho mais competente. Simples assim (Foto: Vipcomm)

Unilever e Sollys possuem o trabalho mais competente. Simples assim (Foto: Vipcomm)

“Superliga feminina são todos aqueles jogos feitos antes da final entre Rio e Osasco”. Com essa piada, alguns dias atrás um amigo meu comentou a temporada 2012/2013 do principal campeonato de clubes do Brasil. À época, a fase se classificação tinha acabado e tudo indicava que teríamos a mesma final dos últimos oito anos, o que, de fato, aconteceu.

Nos próximos dias, muito vai se falar da monotonia da competição, de que isso é ruim para o vôlei, etc, etc. Ontem mesmo, após sair derrotado de quadra contra o Osasco, o técnico do Vôlei Amil e da seleção José Roberto Guimarães reclamou que o ranking que supostamente deveria equilibrar as equipes da disputa está distorcido, favorecendo ainda mais os finalistas de sempre.

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Concordo em partes com estas reclamações. Sim, eu acho que ter sempre a mesma decisão não é bom para a disputa. Quem acompanha o campeonato todo certamente está empolgado para a final do dia 7 de abril, mas os interessados ocasionais, que futuramente poderiam virar fãs de vôlei, talvez nem se interessem pelo duelo pelo preconceito do “ah, de novo?”.

Resolver este enigma é algo que precisa ser revisto em breve pela CBV e pelos dirigentes de todos os times. Por outro lado, não podemos deixar de exaltar o trabalho tanto da Unilever quanto de Osasco. Tratam-se de projetos sólidos e muito competentes, que nem sempre contaram com os melhores elencos nos últimos anos. Ou você acha que São Caetano/Blausiegel, Vôlei Futuro, Sesi e Vôlei Amil não tinham mesmo condições de batê-los e chegar a uma decisão? Eu penso que isso era possível, mas essas equipes simplesmente não conseguiram. É do esporte.

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Então, por mais que existam problemas, não vamos esquecer de exaltar o grande jogo que fizeram Fabíola, Jaqueline, Sarah Pavan e Gabizinha na segunda semifinal da Superliga, além do incrível trabalho de gestão tanto de Luizomar de Moura quanto de Bernardinho. Eles merecidamente estão em mais uma final. À CBV e aos outros cabe bolar um jeito de trazer a emoção de volta à disputa de uma maneira que os trabalhos mais competentes não sejam prejudicados.

ATUALIZAÇÃO – 18/03, ÀS 21H40

“Pessoal, tudo bom?

As respostas de quem comentou o post ficaram tão legais que decidi atualizá-lo explicando melhor a minha opinião. Vamos lá:

Em primeiro lugar, um esclarecimento: dizer que os trabalhos de Sollys e Unilever são os mais competentes não significa que o dos outros sejam incompetentes. Claro que pensar em Pinheiros e até mesmo Praia Clube em uma decisão é quase um sonho, mas sinceramente não vejo Vôlei Amil e Sesi abaixo dos finalistas, assim como acredito que São Caetano/Blausiegel e Vôlei Futuro tiveram condições de acabar com essa hegemonia nos anos anteriores. Cada um tem o seu valor e, por vários motivos, atingiram ou não suas metas.

Quando falo em “competência” não me refiro ao trabalho apenas dos técnicos e jogadoras, mas de toda uma estrutura já estabelecida. Um exemplo é o Vôlei Futuro, que investiu alto, mas, após não conseguir o resultado esperado (é esporte, acontece), simplesmente não teve cacife para continuar com uma equipe. Será que não faltou aí alguém parar para pensar nessa possibilidade e não montar um projeto tão dependente de resultados? Com o São Caetano, é a mesma coisa, apesar de a cidade do ABC Paulista ainda ter a vantagem de, com grana ou não, manter um time para revelar novos talentos, fruto de toda uma tradição da modalidade.

No caso de Osasco, essa competência é tão exacerbada que o pessoal que trabalha no projeto conseguiu, mesmo com o susto da saída do Finasa, achar outro grande apoiador para manter um time de alto nível. Quanto ao Rio, na minha opinião, a competência é fazer equipes vencedoras com o que se tem em mãos. Lembrem, por exemplo, o time titular campeão em 2008/2009 e finalista em 2009/2010: Dani Lins, Joycinha, Fabiana, C.Gattaz, Regiane, Érika e Fabi. Trata-se de uma equipe razoável, mas, em minha visão, igual as que tivemos aí nas últimas temporadas e não conquistaram nada. Na verdade, quando lembro que a base desse time de Osasco esteve muito perto de passar pelo vexame de cair na primeira fase de uma Olimpíada, também passo a contestar a tão falada superioridade absoluta do Sollys…

É justamente aí que concordo com o Luiz Ventura: provavelmente a grande qualidade dos “finalistas de sempre” seja justamente dar confiança às melhores jogadoras de atuar em um time estável, que te permita um mínimo planejamento de vida. Ainda estou apurando os dados, mas, a princípio, descobri que não há uma diferença absurda de investimentos entre os quatro semifinalistas deste ano na Superliga feminina (quando tiver tudo em mãos, publico). Não acredito em teoria da conspiração, em que a CBV tem interesse de favorecer X ou Y, até porque estamos em um momento no qual o próprio campeonato é contestado. O que eles ganhariam com isso?

Quero também deixar bem claro que não é porque eu penso isso com relação a Sollys e Unilever que acho correto o que está acontecendo. Como escrevi no primeiro texto, também acredito que uma final igual a muitos anos é prejudicial ao esporte. Porém, cabe a CBV e aos clubes sentarem para discutir isso sem acabar com o que temos de bom, sem deixar as principais jogadoras saírem do Brasil. É um assunto que vai muito longe e precisa ser tratado com muito cuidado.

Agradeço a todos pelo debate e ressalto que o espaço continua aberto para a gente continuar discutindo vôlei.

Abraços!”

This article has 6 comments

  1. Carol qdo vc fala em seu comentário dizendo que sollys e unilever possuem trabalhos mais competentes vc deixa a entender que as outras equipes não trabalham da mesma forma. Trabalham sim, pra que trabalho melhor do que o do Speencer Lee? do Wagão do Pinheiros? do gde Zé Roberto? com todo respeito aos seus comentários o problema é mais embaixo minha querida. Trabalho algum desenvolvido por outras equipes conseguem acabr com essa desigualdades a nível técnico entre as equipes. É muito fácil desenvolver um trabalho qdo se tem de um lado a base da seleção e do outro lado jogadoras de seleção e essas duas equipes com investimentos mais altos. É nesse marasmo, é nessa mesmiçe que se transformou a hj não mais superliga. Só comentários feito o seu e os olhos fechados da CBV não conseguem ver o que tá errado bem na frente de vcs. Poxa acaba com a porcaria desse ranking e faz cm fez a confederação de basquete anos atras qdo a mesma distribuiu em diferentes equipes as atletas da seleção, daí houve equilibrio no campeonato, o brasil foi campeão do mundo e vice-olimpico. Concordo com Zé Roberto qdo ele diz q esse ranning tá distorcido, então acorda CBV não pense so nos lucros, pense no voleibol e meude as formas de ranking pra assim voltarmso a ter a melhor superliga do mundo.

  2. Concordo com os comentários do colega Luiz Junior. É tapar o sol com a peneira dizer que Rio e Osasco estão na final, mais uma vez, por causa dos trabalhos bem realizados. Sim, com certeza os trabalhos são muito bem realizados, assim como é o trabalho do JRG no Campinas, como foi o do Paulo Coco no Volei Futuro no ano passado… como é o do Talmo no Sesi. Alguma coisa tem que ser feita imediatamente. O quê? Não sei… os dirigentes da CBV são pagos pra isso, não eu. Acredito que algo como restringir a quantidade de jogadoras da seleção em um mesmo time seria uma começo. Acredito que no masculino seja mais nivelado. Existe jogadores muito bons que não vão para a seleção. Exemplo? Lorena, maior pontuador da ultima superliga que sequer é convocado para a seleção. Gente, com a exceção da Adenízia (reserva) e da Fabíola (que era TITULAR até poucos meses antes dos jogos olímpicos), as outra quatro jogadoras são titulares do time campeão olímpico! É muita coisa! Quando você fala do São Caetano, que tinha a Mari, a Sheila e a Fofão se não me engano, me desculpe, mas não serve de parâmetro. E o resto do time? Tinha elenco? A Fofão é uma excelente levantadora, mas nem a Fernanda Venturini (a melhor de todos os tempos pra mim) conseguiria levar aquele time nas costas.

  3. isso ja ta ficando chato…recalque das equipes adversarias, Sesi tinha elenco para bater o Rio só que a falta de comprometimento nitido das jogadores ocasionou em mais uma final Osasco XRio. esse ranking é ultrapassado ta na hora de liberar mais estrangeiras em cada equipe. nao adianta sermos hipocritas o mundo é assim quem investe mais, ganha mais. isto é no volei, no futebol, no basquete, no handebol.

  4. Essas finais entre Osasco e Unilever só faz mal para a competição !
    Acaba não atraindo investidores para a Superliga !
    Ou vai dizer que não houve burlamento no time de Osasco nessa temporada ?
    Nossa Superliga parece infantil se comparada a com liga italiana e russa , que são anos luz a frente da nossa na QUESTÃO PLANEJAMENTO E ESTRUTURA…
    Calendário super rápido , isso é ridiculo a temporada acaba em maio e a final é no começo de abril …isso evita maiores espetaculos , com a falta de tempo na preparação das equipes para grandes jogos , ou alguem duvida que tanto Amil quanto o Sesi poderiam estar na Final ? eu nao duvidaria….
    REVISÃO NESSE RANKING JÁAA
    E olha que eu torço para O SOLLYS OSASCO EM …
    MAS ACIMA DE TUDO PRO VÔLEI BRASILEIRO !!

  5. Nossa como um texto Dissertativo influência tanto na forma de pensar das pessoas. Eu sinceramente acho que o Zé Roberto está certo em alguns Pontos do Sollys/Osasco ser a Seleção Brasileira, e de que o Unilever sempre vai a uma Final…

    Mas ele tem que ver os Pontos que ele treinou todas as Jogadoras que estão nesse Time. Ambos Clubes estarem em uma Final por ambos a fio, mostra que o Trabalho do Zé Roberto é vitorioso, e o que falar do Bernadinho!

    Ele também que ver, outros fatores o Investimento dos Clubes é muito superior(não no caso do Praia Clube), a combinação de algumas jogadoras ficarem no Clube a muito tempo(a Seleção Brasileira está no Sollys).

    Não se esqueça também que o SESI-SP é outra Seleção Brasileira, a Verê com muito ‘Quilometragem’ e a Bia que provavelmente vai estar na Seleção Brasileira Adulta. Tá mais… Eu sei que o SESI-SP não fez uma boa campanha mais vale dizer que um Grande Time não se faz de jogadoras, alguma coisa não se encaixou entre elas.

    Praia Clube como já citei para mim estaria entre o 7º e 8º Lugar, e com um Grupo totalmente mais Fraco e com um Baixo Investimento conseguiu render nessa Superliga e contratar Estrangeiras Excelentes para esse Campeonato.

    São Bernado outro time para mim que se você fosse olhar o Grupo já estaria também Classificado aos Play-Offs mais também algo não deu certo no Time.

    O Vôlei Futuro na Temporada passada quase eliminava o Rio de Janeiro, nessa Temporada faltou pouco para o SESI-SP engrenar, infelizmente o São Caetano/Blausigel faliu mas outro time que quase eliminava o Rio de Janeiro.

    Enfim deve-se olhar vários Pontos no Passado, Presente e Futuro, o Grupo, a ‘Competência de outros Times’, a Comissão Técnica, Investimento, Sorte e outras coisas para julgar um time.

    Não deve-se achar que o Ranking das Jogadoras deve estar ajudando os Times, pois não está 4 Times jogam de igual pra igual, questão de fatores que exercem no jogo. Até porque qualquer mudança todas as Jogadoras vão para o Exterior e ‘tchau, Superliga’.

    Como eu disse o Osasco sobe usar as Jogadoras que viam de outras temporadas para o Grupo de agora, que é a Seleção Brasileira. O Rio de Janeiro com o Bernadinho como técnico podia até ser o ‘São Bernado’, teve muita inteligência que supriram a falta de Sheilla e Mari, e talvez estivesse sendo muito melhor.

    Na Temporada seguinte quem sabe algumas jogadoras do Osasco e Rio vão para outros times, vão para o Exterior. Quem sabe se Mackenzie, Macaé, Brusque, e outros times que estão extintos voltem para essa temporada, e que Praia Clube, Minas, Pinheiros, São Caetano reforcem seus investimentos para o Campeonato ser um dos melhores da Década.

    Parabéns para todas as jogadoras que fizeram e continuam fazendo a Superliga um Espetáculo de se ver, e mais um fez teremos Rio e Osasco, mais uma Grande final. Não fiquem tristes pessoal. Até é bom para nós isso mostra que enquanto o Vôlei do Brasil cresce todos os outros Times Crescem juntos.

    Um Abraço para o Saída de Rede, Sollys/Osasco, Rio de Janeiro e sem esquecer da CBV.

  6. Sabe Carol, acho que mais do que a competência dos jogadores e técnicos dos dois times, por trás há outros interesses que fazem com que ambos os times tenham trabalhos ainda mais competentes. Querendo ou não, Unilever e Nestlé são concorrentes e assim como no mercado fazem de tudo para ser melhor que o outro, nas quadras não tem sido diferente. Mesmo com o ranking, vc viu o esforço que o Sollys fez para trazer Sheilla e Fernanda Garay e ser o campeão do mundo? Para tentar responder a Unilever foi buscar Fofão, Logan e Sarah Pavan. E tenha a certeza, que se ganharem a Superliga, vão querer jogar o Sulamericano para irem para o mundial e desbancarem o Sollys lá.

    O que acaba desequilibrando é que por trás dos dois times há grandes empresas de marcas sólidas e foi o que faltou a Blausiegel, ao Volei Futuro, MRV e outros, que vem, patrocinam um ou outro ano forte e caem fora. O Praia Clube parece querer entrar nesse rol, o Sesi tbm e agora a Amil, que tem um puta nome na praça. Vamos ver se rola deles encostar, pois vc pode ver que no masculino, a Cimed só foi o que foi com investimento forte e sólido, tanto que depois que mudou a cabeça, caiu e saiu. O segredo de Sollys e Unilever não é ranking, Bernardinho, Luizomar ou nada disso. O segredo é solidez e segurança que o patrocinador dá. Claro que o jogador prefere ir para um time que sabe que não vai acabar no ano que vem do que ir penar em um lugar que ele não sabe se vai existir no futuro.