Nos números das semis, as armas para a final

Nos números das semis, as armas para a final

A boa campanha do Sesi lhe conferia ligeiro favoritismo contra o Molico/Nestlé, e o crescimento do Camponesa/Minas desde a chegada de Jaqueline era a chave para uma série, ao menos, equilibrada contra o Rexona-AdeS. Mas, no fim das contas, os duelos melhor de três acabaram em dois jogos e apontaram, sem muita indecisão da bússola, para o norte de mais um Rio vs Osasco na final da Superliga feminina de vôlei, em 26 de abril.

Antes, entretanto, de indicar favorito no clássico do vôlei brasileiro, é bom dar uma olhada em números relevantes dos confrontos semifinais.

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O Rexona-AdeS precisou de sete sets para bater o Minas, levando vantagem em quase todos os fundamentos nas duas partidas. A diferença mais flagrante foi nos pontos de saque: em BH, foram 4 aces das cariocas contra nenhum das mineiras e, no Rio, o placar foi ainda mais dilatado, 9 a 2. Na média, o saque rendeu quase dois pontos diretos por set ao time de Bernardinho contra a equipe que ainda tem, estatisticamente falando, o melhor passe do campeonato. Agora, enfrentará a segunda melhor equipe na recepção e que tem a melhor passadora, Camila Brait.

Outro aspecto a ser observado é que Natália, depois de jogar como oposta nas quartas de final, voltou para a entrada de rede e não só foi a maior pontuadora nas duas partidas semifinais, como também foi a maior pontuadora da fase – ela fez 39 pontos em sete parciais contra 34 pontos de Ivna, a segunda melhor das semis, com oito sets disputados. É digno de registro, também, que ela tenha anotado 30 pontos só no ataque, com aproveitamento de 43% nas cortadas. A título de comparação, a melhor atacante da Superliga em aproveitamento é sua companheira de time Gabi, que, ao longo da competição, pontuou em 26% das bolas que atacou.

Do outro lado, o Molico/Nestlé teve no bloqueio, com a inacreditável média de 5,5 pontos por set, sua arma mais eficaz contra o Sesi. Como parâmetro, o Camponesa/Minas, com Walewska e Carol Gattaz no meio de rede, fez 14 pontos de bloqueio nos dois jogos somados contra o Rexona-AdeS, o mesmo número que Adenízia, sozinha, conquistou na fase semifinal.

Além do domínio no block, o time de Osasco contou também com 53 pontos em erros do time adversário. Em dois jogos e oito sets, o Sesi entregou o equivalente a pouco mais de dois sets para o time rival, o que deu uma média de quase sete pontos em erros por set disputado. A inoperância do time da capital ficou mais latente ainda no segundo jogo: enquanto o Molico conseguiu 31 pontos em ataque contra 36 do Sesi, recebeu 24 pontos em erros e devolveu apenas nove, uma média de 8 a 3 em erros por parcial.

Um dado curioso é que, com tantos pontos gratuitos do Sesi e com 44 anotações de bloqueio, o ataque do time de Osasco não ganhou muito destaque, mas foi, com 41% de aproveitamento, o melhor ataque das semifinais – o Rexona-AdeS teve 38,5% de eficiência.

Os números, dependendo do ângulo que se os veja, vão atribuir favoritismo a uma ou outra equipe. Mas quando o time do Rio de Janeiro, chame-se Unilever ou Rexona-AdeS, e o de Osasco, sendo Molico/Nestlé, Sollys ou Finasa, entram em quadra valendo título, as estatísticas contam menos do que a rivalidade. E sendo jogo único, então…