Novidade na final do vôlei, desafio ao juiz tem pequenas falhas, mas é aprovado

Novidade na final do vôlei, desafio ao juiz tem pequenas falhas, mas é aprovado

 

(Foto: Divulgação/CBV)

(Foto: Divulgação/CBV)


(Matéria originalmente publicada no Portal R7. Clique aqui para ver)

Se há nove temporadas Unilever e Sollys Osasco repetem a final da Superliga feminina, coube à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) proporcionar a grande novidade da decisão 2012/2013 da disputa, realizada no último domingo (7): pela primeira vez em uma competição oficial da modalidade no Brasil, a tecnologia ajudou a tirar a dúvida em lances duvidosos.

Trata-se de um sistema bem parecido ao já utilizado no tênis: através de um sistema de câmeras, os juízes podiam verificar se as capitãs de cada equipe tinham razão ao contestar as suas decisões. Nas 2 horas e 31 minutos de confronto deste domingo, tal auxílio foi solicitado quatro vezes, mas apenas na primeira delas a marcação da arbitragem estava realmente errada.

Mais notícias de vôlei? Melhor do Vôlei

O lance ocorreu logo no primeiro set, quando Osasco vencia por 11 a 6. Ao tentar cortar uma “bola de xeque”, a oposta Sheilla, do time paulista, foi acusada pelo juiz de ter tocado a rede, o que configura ponto do adversário. Confiando na palavra da companheira de equipe, a capitã Jaqueline então pediu a revisão
da jogada e a equipe responsável pela tecnologia, trazida da Polônia especialmente para isso, confirmou que a jogadora tinha razão.

Telões espalhados pelo ginásio do Ibirapuera mostravam ao vivo para torcedores o replay do lance, provocando várias reações. Quando, por exemplo, as câmeras mostraram que a Unilever não tinha razão ao discordar de uma marcação no segundo set, torcedores do Osasco passaram a hostilizar o técnico rival, com o coro de “C…, Bernardinho!”.

Apesar disto, o treinador da seleção masculina aprovou o uso da tecnologia:

- Gostei. Acho que tudo que vem para auxiliar é válido

Técnico de Osasco, Luizomar de Moura lembrou que seu time já havia experimentado o sistema no Mundial de clubes, realizado no ano passado. Ele tem opinião semelhante ao do colega de profissão:

- Para nós que estamos envolvidos com o jogo, foi super válido e é muito válido, mas não sei se as pessoas que estão assistindo entendem (o motivo da pausa). Pelo menos ninguém foi pra casa com nenhum tipo de dúvida.

Pequenas falhas

A iniciativa sem dúvida teve sucesso, mas pequenas falhas foram constatadas. Dois pedidos de Osasco, feitos no terceiro e no quarto sets, não foram mostrados no telão do Ibirapuera a tempo de toda a torcida acompanhar o que realmente havia ocorrido. Além disto, o sistema ainda não serve para todo tipo de jogada, como lembra a oposta Sheilla:

- É mais difícil, mas ainda acho que eles podiam fazer para toques no bloqueio e alguns tipos de defesa. Em alguns momentos, a gente e a Unilever foi pedir alguns que não podia, mas foi legal.

No próximo domingo (14), o desafio ao juiz será usado na final da Superliga masculina, entre RJX e Sada Cruzeiro no Maracanãzinho.

 

This article has 1 comment

  1. I’ve been browsing online more than 3 hours today, yet I never found any interesting article like yours. It