“O Brasil é o grande favorito no Rio”, diz Paula Pequeno

“O Brasil é o grande favorito no Rio”, diz Paula Pequeno

O Saída de Rede tem a honra de contar com um novo colaborador: Sidrônio Henrique. Jornalista experiente no mundo do vôlei, ele já trabalhou em competições do porte de Olimpíadas e Mundiais, além de já ter colaborado com a própria FIVB. A estreia desse craque é em grande estilo: uma entrevista com um dos grandes nomes da modalidade no Brasil. Aproveite!

Bicampeã olímpica, MVP dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, a ponteira Paula Pequeno, 34 anos, segue em forma e se destaca como uma das maiores pontuadoras da Superliga 2015/2016. Para ela, “o Brasil é o grande favorito” no vôlei feminino nas Olimpíadas do Rio. A veterana vem jogando em um nível nesta temporada que seus fãs não viam há alguns anos. Tanto que aqui e ali surgem especulações sobre sua volta à seleção, onde ela esteve pela última vez nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

A própria Paula põe fim às especulações. “Honestamente, eu não penso em seleção, meu foco é a Superliga, mas fico feliz que as pessoas ainda pensem que eu possa servir ao time, que tem um nível tão alto”, diz a ponteira, que está na sua terceira temporada no Brasília Vôlei, a melhor delas.

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No entanto, quando o assunto é renovação na seleção, ela demonstra preocupação. “Vejo um cenário mais favorável no masculino. As jogadoras mais jovens precisam de mais milhagem para se desenvolver. Nós temos muitas garotas talentosas, os resultados no infanto-juvenil e no juvenil mostram isso, mas elas precisam de mais espaço para crescer. Fico preocupada que essa falta de experiência possa eventualmente afetar os resultados do Brasil num futuro próximo nas principais competições”, comenta.

Em relação às Olimpíadas, Paula Pequeno vê o Brasil como o grande favorito. A seleção do técnico José Roberto Guimarães conquistou o ouro em Pequim 2008 e Londres 2012, mas falhou na tentativa de conquistar o inédito título mundial, em 2014, apesar do favoritismo, ficando o bronze depois de cair em sets diretos na semifinal diante dos Estados Unidos – mesmo adversário derrotado nas duas finais olímpicas.

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As americanas, atuais campeãs mundiais e treinadas pelo ex-jogador Karch Kiraly, demonstram um controle de bola e uma velocidade que as permite pensar em ir além da prata desta vez. As chinesas provaram sua força ao vencer a Copa do Mundo 2015 (o Brasil não participou do torneio, que dava vagas para os Jogos Olímpicos, por ser país-sede das Olimpíadas). A Rússia também deu mostras do seu poderio ao vencer o equilibrado pré-olímpico europeu. Mesmo a Sérvia dá sinais de que pode atrapalhar os favoritos, ao terminar a Copa do Mundo em segundo lugar, superando os EUA e a Rússia.

“O Brasil é um time muito forte, com muita experiência, e desta vez vai jogar com o apoio da torcida, no Maracanãzinho lotado. Não vai ser fácil, mas ainda vejo as brasileiras como as grandes favoritas nas Olimpíadas”, afirma a MVP de Pequim 2008.

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  1. A pior coisa, para qualquer modalidade esportiva praticada pelo tupiniquim, é essa estória de “favorito”. Não lidamos bem com isso, sejamos torcedores, jornalistas ou, principalmente, jogadores. Não éramos favoritos também na última Copa do Mundo de Futebol? Sorte que no voleibol favoritos só perdem por 3×0.