O equilíbrio de forças da Superliga feminina: tendência é de mais uma final Osasco x Rio

O equilíbrio de forças da Superliga feminina: tendência é de mais uma final Osasco x Rio

Superliga 12/13: Mais do mesmo? (Crédito: Divulgação/CBV)

O fim desta semana marca o início da Superliga 2012/2013. É hora, então, de fazermos uma análise do equilíbrio de forças da disputa. Como o torneio feminino vai começar algumas horas antes, no início da noite desta sexta (23), vamos primeiro com as mulheres:

O favorito: Sollys Osasco

Campeão paulista, sul-americano e mundial nos últimos quatro meses. Não bastasse isso, todas as titulares foram presença constante na seleção brasileira no ciclo olímpico de Londres 2012, com cinco delas participando da campanha que ganhou o ouro na Inglaterra, o que garante entrosamento. O time ainda possui um banco de reservas bem respeitável, que por si só já formaria um time considerado “médio” na Superliga. Precisa mais? Será necessário cuidado para a boa fase não causar relaxamento e torcer para ter menos azar, já que só este mês a equipe perdeu Sheilla e Adenízia em acidentes que culminaram em fraturas

Enchendo o balde para jogar água no chopp: Unilever Rio

Tradicional rival de Osasco, a equipe do Rio de Janeiro possui jogadoras menos badaladas que na temporada passada, mas se reforçou muito bem. Atletas como Fofão e Logan Tom garantem a experiência, enquanto Natália e Sarah Pavan devem estar doidas para detonar diante da torcida brasileira. Juciely, Valeskinha e Fabi completam o time, comandado pelo respeitável Bernardinho, que em anos anteriores conseguiu levar time mais fracos que este ao título

Correndo por fora: Vôlei Amil e Sesi

Dois projetos criados para acabar com a hegemonia de oito finais consecutivas de Osasco e Unilever, mas que ainda precisam engrenar. Comandada pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, a equipe de Campinas fez uma boa mescla de jogadoras consagradas (como Fernandinha, Walewska e Ramirez) e atletas de potencial a ser explorado (Vasileva, Pri Daroit, Natasha e Ju Nogueira). Se acertar o passe, pode ser bastante perigoso.

Já o Sesi, depois da decepção de não ter chegado à semifinal em sua primeira temporada, chamou Fabizona e Tandara para se juntar a Dani Lins, Sassá e Elisângela e formar um time para chegar ao top 4, quem sabe até além disso. Porém, problemas físicos atrapalharam o acerto da equipe neste início de temporada, o que vai ter que ir acontecendo ao longo da competição

Pra derrubar um “grande”: Banana Boat/Praia Clube

Durante o lançamento da Superliga, muitas jogadoras dos quatro times já citados fizeram questão de citar o Banana Boat/Praia Clube. Realmente, o clube mineiro conseguiu formar um bom elenco dentro de suas possibilidades limitadas de orçamento, com nomes de respeito como Herrera, Dani Scott, Letícia Hage e Arlene. Eu ficaria extremamente surpresa se chegasse à final, mas não se as mineiras eliminassem alguma equipe do top 4.

Coadjuvantes: Minas, São Bernardo, Pinheiros, São Caetano e Rio do Sul

Sensação da última temporada, quando tirou o Sesi, o tradicional Minas infelizmente não conseguiu substituir à altura as peças perdidas. Dos destaques, permaneceu apenas a levantadora Claudinha. O time trouxe a experiente Lia, mas não acredito que isso seja suficiente para incomodar muito. O mesmo ocorre com São Bernardo, que apesar da chegada de Renatinha e Ana Cristina não conseguiu superar as reservas de Osasco. Por fim, Pinheiros, São Caetano e Rio do Sul devem lutar entre si pela oitava e última vaga nos playoffs.

Agora é a sua vez: na sua opinião, como está o equilíbrio de forças da Superliga feminina 2012/2013? Antes de finalizar, o Vôlei Elite também fez uma análise bem bacana dos times; clique aqui para ver

This article has 5 comments

  1. Bem, Carolina, não acho que há muito equilíbrio não: Osasco é favoritíssimo. Mas, como você escreveu bem, pode ser que a Unilever jogue alguma água no chope da equipe paulista.Temo que a falta de times que possam mudar a” final anunciada” nos últimos anos acabe esvaziando a Superliga Feminina, pelo desinteresse (o Mackenzie aqui de BH já não disputa o torneio e uma equipe, antes tradicional, como o Paulistano desapareceu há tempos da competição). Equipes formadoras de atletas como o Pinheiros e o Minas, identificadas com o esporte, só conseguiram ser coadjuvantes nas últimas temporadas e as torcidas estão deixando de ir aos ginásios. Pena.
    Um abraço.

  2. Eu acredito na ascensão do Amil, e ela passa pela recuperação da Soninha, que deve equilibrar a recepção pavorosa do time.
    Concordo com sua análise me relação ao Praia. Se esse time engrenar, tem potencial pra eliminar até mesmo o Unilever. Só não consigo imaginar ele eliminando o Sollys. Isso só em caso de lesão de metade do time.
    O SESI tem que definir se a Tandara será oposta ou ponteira. Como ela na ponta, o time ganha mais.

  3. O Osasco é tão favorito que acredito que dê zebra e o Unilever ganhe, pois formou um bom elenco e tem um cara que faz a diferença no banco. Amil fica em 3º e Sesi em 4º, não acredito em grandes reviravoltas desses times menores

  4. Pois é, pessoal… ontem o Vôlei Amil já deu uma amostra que, se bobear, pode acabar finalmente com essa hegemonia

  5. Acredito mesmo que o Sollys é o grande favorito, seguido do Unilever. Porém acredito que o Praia Clube, pelo conjunto, tem condições de superar Sesi ou até mesmo o Campinas e ser a 3ª força neste ano da Superliga.