O patrocínio que nunca existiu e a triste situação de Jacareí

O patrocínio que nunca existiu e a triste situação de Jacareí
Situação de Jacareí precisa ser resolvida até quarta-feira (14) (Reprodução/Facebook)

Situação de Jacareí precisa ser resolvida até quarta-feira (14) (Reprodução/Facebook)

Um ano depois da conquista de um bicampeonato olímpico e ainda temos que nos deparar com situações como esta… Anunciada como uma das grandes novidades para a edição 2013/2014 da Superliga feminina de vôlei, a equipe de Jacareí simplesmente corre risco de acabar antes mesmo de entrar em quadra. O motivo? O apoio que nunca existiu por parte de um patrocinador. Editor do R7, o André Avelar correu atrás da história e vocês podem ler tudo em detalhes no texto abaixo:

Jogadoras do Jacareí acusam técnico de fraude e buscam novo patrocinador para Superliga

O Jacareí se preparava para fazer sua estreia na Superliga de vôlei, mas um patrocinador que pelo menos até agora não apareceu atrapalha os planos de 13 jogadoras para a temporada 2013/14. As atletas da recém-criada equipe acusam o treinador Robson Guerreiro de prometer patrocínio do Sedex, que às vésperas do torneio ainda não chegou.

Segundo as jogadoras, o próprio Robinho, como é conhecido, tratou de convidar as atletas para o novo time da cidade do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Antigo preparador físico do Sollys/Osasco e, mais recentemente assistente técnico do São Bernardo Vôlei, teria usado o nome da empresa dos Correios como principal parceira.

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Mas com dois meses de salários atrasados e sucessivas desculpas de que o dinheiro ora estaria dependendo da liberação de verbas públicas, ora estaria atrasado devido as manifestações por todo o Brasil, Robinho contava com a colaboração das atletas. As meninas seguiam treinando normalmente e decidiram falar só depois que a comissão técnica teria dito em entrevista que havia desistido da Copa São Paulo devido a má forma física das atletas.

Então na preparação para a Copa São Paulo – torneio que inaugura a temporada do vôlei feminino e também serve de teste para o Campeonato Paulista e a Superliga – as atletas usavam as próprias roupas para treinar. Para diminuir a desconfiança, de um dia para o outro apareceram uniformes, mas ainda sem a marca do potencial patrocinador ou mesmo de uma empresa de material esportivo.

Principal estrela da equipe, a levantadora Fernandinha, campeã olímpica com a seleção brasileira em Londres 2012, claro, não se imaginava em uma situação com essa pouco mais um ano depois dos Jogos Olímpicos e lamenta ter acreditado em um projeto que não foi cumprido. A atleta, que jogou a última Superliga pelo Amil/Campinas, contou que não aceitou propostas de outros clubes por querer trabalhar com meninas que já conhecia em um ambiente agradável.

— Queremos jogar juntas, mas infelizmente fomos enganadas. São 13 atletas que não querem se separar e vão até o fim para jogar esta Superliga, agora com outro patrocinador… Um salvador que queira comprar esse projeto e nos ajudar. Demos todos os prazos que nos pediram. Nós agora nem sabemos qual é a veracidade do Sedex nessa história.

Corrida contra o tempo

As equipes para a Superliga foram anunciadas no mês passado já com o nome de Jacareí/Sedex como uma das novidades ao lado de Agel/Monte Cristo e Moda/ Maringá (masculino) e Brasília/Vôlei e Maranhão Vôlei/CTGM como as novidades.

As agora correm contra o tempo para encontrarem um patrocinador capaz de viabilizar o projeto, mas, segundo elas, com outro treinador. De acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), os times têm até quarta-feira (14), data do lançamento da competição, para confirmar suas inscrições.

Sem nem conseguir citar o nome do técnico, a ponta Thaís Barbosa lembra que as jogadoras mudaram suas vidas para jogar em Jacareí. Além da mudança de cidade por si só, elas tiveram de pagar aluguel e gastar com deslocamento e alimentação para um time que agora corre o risco de nem entrar oficialmente em quadra.

Caso não consigam um patrocínio para jogar a Superliga, as atletas provavelmente vão perder o ano porque os concorrentes já montaram suas equipes e o mercado internacional não vive seus melhores momentos.

— Como uma pessoa pode inscrito um time com o nome do Sedex! Isso se mostrou uma grande fraude de uma pessoa que conseguiu engar a gente, a CBV, a Prefeitura de Jacareí. Um cara contratou um time de alto nível, com campeã olímpica e isso tudo é uma farsa. O nosso sonho é que alguém possa nos salvar.

A reportagem do R7 ligou durante toda noite de sexta-feira (9) para Robinho, mas o técnico não atendeu ao telefone, tampouco retornou as mensagens. Procurada, a assessoria de imprensa dos Correios só retornou o e-mail na manhã desta segunda (12), alegando que patrocina apenas “confederações das modalidades esportivas e seus eventos” e por isso “indeferiu o pedido de patrocínio individual do time de Jacareí em duas ocasiões (maio e julho).”

Confira a íntegra do comunicado dos Correios:

A política de patrocínio esportivo dos Correios prevê o incentivo apenas às confederações das modalidades esportivas e seus eventos. Esta política possibilita o apoio aos atletas de ponta e também a manutenção de escolinhas que beneficiam mais de 10 mil crianças e jovens em todo Brasil. Hoje os Correios são patrocinadores da confederações brasileiras de Desportos Aquáticos (CBDA), Futsal (CBFS), Tênis (CBT) e Handebol (CBHb).

Com base nessa política, a empresa indeferiu o pedido de patrocínio individual do time de Jacareí em duas ocasiões (maio e julho), inclusive informando sobre a proibição do uso da marca SEDEX.

O link para a matéria está aqui

This article has 3 comments

  1. Quem diria que uma pessoa de nome tão ‘renomado’ pode enganar a impressa, jogadoras até a Cidade dizendo que virá com um novo time, tenho pena dele e principalmente de jogadoras. Quem se dedica ao esporte sabe como é um sofrimento para poder jogar e depois vir com essa palhaçada, uma pena um campeã-olímpica e outras jogadoras de talento terem sido enganadas por um imbecil.

  2. Misericódia, que falta de respeito, que falta de consideração, Apaixonado pelo esporte fico triste em ler e ver esse tipo de coisa acontecendo! Tomara que tudo ocorra conforme todos queremos.

  3. Coitada da Fernandinha! Esse seria o seu primeiro contrato com um clube após a medalha de ouro em Londres, e uma oportunidade de elevar merecidamente o seu passe, já que ela assinou com o Campinas antes mesmo do Grand Prix do ano passado.

    Esse Robson Guerreiro deve ter muita lábia para ter convencido uma campeã olímpica a entrar na sua barca, que se revelou furada.

    Fico na torcida para que o time encontre um patrocinador.