Os próximos – Parte final

Fechando a série dos próximos nomes das seleções brasileiras, trataremos da disputa masculina entre centrais e ponteiros. Antes, porém, vale lembrar que os demais posts da série estão aqui (levantadoras, líberos e opostas), aqui (centrais e ponteiras) e aqui também (levantadores, líberos e opostos).

Centrais

Assim como no feminino, a posição de central é a que menos causa de dores de cabeça à comissão técnica. Jovens e no auge da forma, Lucão e Sidão são convocações certas para os próximos anos, salvo algum fator que saia muito da rotina do vôlei nacional.

A dúvida fica por conta da vaga de reserva, que injustamente foi ocupada por Rodrigão na última Olimpíada. Não vou negar toda a história que ele possui no vôlei e a importância que já teve para a seleção, mas não dá para contar com um atleta com problemas físicos e que sequer conseguiu ser titular na última temporada em seu clube (no caso, o Sesi). Resultado: uma participação apagadíssima em Londres 2012.

A tendência é que a vaga fique com Éder: prestes a completar 29 anos, ele está “na órbita” dos convocados por Bernardinho desde o ciclo olímpico anterior, mas nunca conseguiu se firmar em uma disputa que chegou até a contar com a volta do veterano Gustavo após uma rápida aposentadoria da seleção.

Mas fiquemos atentos a outros nomes, como Vini, Michael, Gustavão e Maurício Souza, jogadores que podem pintar aí caso algum dos favoritos dê uma bobeada.

Ponteiros

A saída de Giba na seleção abre uma vaga que parecia eternamente ocupado até a metade deste ano. Mas o capitão deixou um sucessor, Murilo, que já provou a sua capacidade de liderar o grupo e aguentar a bomba que é segurar o passe e ainda ser eficiente na virada de bola.

Mais um veterano entre os ponteiros, Dante deixou claro que deseja jogar o Rio 2016, mas seus constantes problemas físicos colocam este sonho em risco. Ele ficando ou não, é chegada a hora de Thiago Alves finalmente se firmar na seleção, já que seu principal oponente, João Paulo Bravo, não mostrou bola suficiente para valer o investimento em um atleta de 33 anos para a próxima Olimpíada.

Um nome que tem tudo para se dar bem neste ciclo é o de Ricardo Lucarelli, 20 anos, que fez excelente temporada no Minas e ficou de stand by caso Giba não tivesse condições físicas de jogar nas Olimpíadas. Maurício Borges, um dos melhores nomes das últimas seleções de base, parece ter finalmente se encontrado e pe outro que deve dar trabalho.

Felipe Chupita e Renato também já tiveram convocações, mas não convenceram. O mesmo acontece com Filipe Ferraz, um jogador cheio de altos e baixos. E Samuel Fuchs? De tão sumido, parece que faz tempo que jogou, mas ele estava lá no grupo que ficou com a medalha de prata em Pequim 2008. Se conseguir superar os contantes problemas nos ombros, pode ser uma boa opção também, apesar de eu ser bem cética quanto a esta possibilidade.

E você, o que acha? O espaço do blog está aberto, assim como o Facebook.

This article has 3 comments

  1. Thiago Bart!! Se algum treinador tiver disposição pra ajudá-lo a desenvolver ele pode ir longe também!!! E coitado do João Paulo Bravo!! Era pra ele ter ido nessas olimpíadas…. mas ele teve a hérnia que tirou ele, mas no próximo ciclo ele nem terá espaço…. Quanto ao Thiago… bom…. eu não acho ele isso tudo, acho que não vinga

  2. Realmente Samuel sumiu! vc sabe por onde ele aanda Carol? Os ponteiros pra mim serão: Murilo, Lucarelli, Thigo alves e Maurício, isso se até lá não surgir nenhum fenômeno das seleções de base (Essa posição está bem aberta). Infelizmente acho que não vai dar pro Dante chegar até lá em alto nível. Os centrais assim como na seleção feminina já tem os nomes certos: Sidão, Lucão e Éder, que já deveria ter ido nessa olimpíada, infelizmente o Bernardinho quis compensar o Rodrigão pelos serviços prestados e deixou de levar o cara que mesmo se não jogasse já poderia ter ganho experiência nesse tipo de competição.

  3. O Samuel está no Minas, Sandrinha. E concordo quanto ao Éder. Bem lembrado quanto ao Thiago Barth, Rafael… abs!