Os próximos – Parte III

E chegamos ao terceiro capítulo da série, agora falando da seleção masculina.

Levantadores

Tanto pediram que Bernardinho cedeu e Ricardinho acabou voltando à seleção cinco anos depois daquela mal explicada briga. E não é que, ao contrário do que quase todo mundo pensava, ele não fez diferença? Acabou ficando com a reserva de Bruninho e, aos 36 anos, se despede da seleção nacional com uma medalha de prata olímpica no currículo. Está de longe de ser pouco, mas certamente se esperava mais dele.

Mas vamos ao que interessa: o fato de (com justiça) ter deixado ninguém menos que Ricardinho no banco é suficiente para credenciar Bruno para mais um ciclo olímpico. Sim, eu sei que ele não é tão genial e volta e meia comete erros bobos, mas acusá-lo até hoje de estar na seleção só por conta do pai me soa como um completo absurdo. Afinal, ninguém consegue ser titular à toa em campanhas que resultam em um título mundial e um vice-olímpico.

Mas quem vai disputar posição com Bruno? Ao longo de quase todo o último ciclo olímpico, este posto coube a Marlon, mas duvido que ele volte depois do corte e de suas declarações em 2012. Não seria então a hora de finalmente dar uma chance de verdade para William Arjona? Apesar de sempre dizer que não sonha mais com a seleção. “El Mago” tem muita bola para estar lá e merece ao menos um teste.

Outras duas boas opções seriam Sandro, do Sesi, e Rapha. O caso deste último, aliás, é bem particular, já que ele sempre é apontado como uma “alternativa” nos momentos ruins dos levantadores convocados, mas a gente nunca pôde, de fato, tirar a dúvida sobre onde ele pode chegar. Deixar a Itália e voltar a jogar no Brasil seria uma boa maneira de Rapha se mostrar pra torcida. Se for bem, terá um apoio e tanto nesta batalha. Entre os nomes da nova geração, eu apontaria Murilo Radke.

Opostos

Se me pedissem para falar apenas um ponto positivo da seleção masculina este ano, eu diria sem pestanejar: Wallace. Jovem e muito inteligente, ele ganhou uma chance no Pan do ano passado e a partir daí fez o necessário para disputar a primeira Olimpíada de sua vida. Com a camisa amarela, muitas vezes jogou como se estivesse em uma partida do Sada Cruzeiro pelo Estadual de Minas.

Na minha opinião, Wallace tem tudo para se firmar como titular da saída neste ciclo olímpico. Os instáveis Leandro Vissotto e Theo que se cuidem, apesar de não haver outras grandes opções neste momento. O gigante Renan Buiatti, de 2,17 m, tem futuro, mas ainda precisa de maior rodagem, enquanto Lorena necessita jogar mais ainda para vencer a barreira formada pelos seus 33 anos.
Por fim, gostaria de saber como o outro Wallace, do Sesi, vai render nos próximos anos.

Líbero

Ao contrário do que ocorre no feminino, onde Camila Brait é a herdeira absoluta da posição de líbero, entre os homens não há tanta certeza assim. Isso porque Mario Jr. jamais inspirou muita confiança e ainda cometeu uma mancada enorme em termos de grupo ao admitir a entrega do Mundial de 2010.

Vamos lembrar, porém, que antes de Mario quem aparecia como sucessor de Serginho era Allan. Só que uma grave contusão mal tratada na Rússia atrapalhou muito a carreira do jogador, que agora vai atuar por Campinas. Se jogar bem, pra mim é o favorito nesta disputa.

Gosto também do trabalho de Serginho, do Sada, mas admito que suas chances, aos 34 anos, são baixíssimas.

E você, o que acha? Quais seriam as suas apostas? Amanhã encerramos este papo falando dos centrais e dos ponteiros.

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  1. [...] posts da série estão aqui (levantadoras, líberos e opostas), aqui (centrais e ponteiras) e aqui também (levantadores, líberos e [...]

  2. Renan conta com uma excelente altura, porém precisa de mais rodagem e cautela. Ainda comete erros bobos, e é um pouco instável. Mas creio que ele ainda fica bom rs

  3. Levantadores: Bruninho e William. Opostos: Wallace e leandro Vissoto (apesar de não confiar muito nele) e líbero pra mim Serginho não tem substituto, não confio no Mário Jr. prefiro o Allan.