Pan: muito favorito no feminino, Brasil é zebra entre os homens

Pan: muito favorito no feminino, Brasil é zebra entre os homens

A programação do vôlei indoor nos Jogos Pan-Americanos começa nesta quinta-feira (16), mas a diferença de postura das duas seleções brasileiras com relação ao torneio é evidente há semanas: enquanto José Roberto Guimarães levou um time bastante razoável no feminino, Bernardinho deixou claro que não está se importando com a competição no masculino.

As escolhas dos dois técnicos foram pautadas pelo fato de o Grand Prix e a Liga Mundial estarem rolando paralelamente ao Pan. Ainda assim, no feminino nomes badalados como o de Jaqueline e Fernanda Garay foram convocados. Já entre os homens, os destaques ficam com Renan e Mauricio Borges, jogadores que ainda estão devendo na seleção principal.

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Não dá para criticar Bernardinho: com uma fase final de Liga Mundial sendo disputada no Rio de Janeiro, era natural que ele deixasse o torneio pan-americano de lado. Por outro lado, o time chamado não envolve sequer os melhores “não convocados” da Superliga. Nem de seu assistente o treinador quis abrir mão e Rubinho só chega ao Canadá a partir do terceiro jogo. Com pouco entrosamento, como foi visto nos amistosos contra a Argentina, o Brasil dificilmente ficará com o ouro. Na verdade, considero que um bronze já estará de bom tamanho.

No feminino a história é diferente. Vivendo um ciclo olímpico menos conturbado, Zé pôde até se dar ao luxo de ir ao Pan, um campeonato que vale mais pela exposição midiática. Aproveitará ainda a disputa para fazer jogadoras jovens viver um clima que se aproxima da Olimpíada. Mesmo não contando com força máxima, é favorito a subir no ponto mais alto do pódio, dada a má fase de Cuba e o fato de os EUA estarem com um time B (Nicole Fawcett e Kristin Hildebrand são os destaques). Aqui, o ouro deve vir sem maiores problemas.