Para a FIVB, as mulheres são menos importantes?

Para a FIVB, as mulheres são menos importantes?

A primeira semana do Mundial feminino de vôlei está terminando e um fato tem me incomodado bastante: por que até agora os jogos não contaram com video check?

Juro que procurei, mas não achei uma resposta convincente. Aparentemente, nem mesmo a organização da disputa a tem – de acordo com o Globo Esporte.com, a assessoria do torneio limitou-se a dizer “que o provável é que tenham considerado desnecessária a utilização do desafio no feminino, já que “o jogo entre as mulheres é mais lento do que no masculino”.

Oi? Jura?

Sim, de fato, o jogo das mulheres é mais lento, mas isso não significa que os juízes estejam blindados contra erros. A promessa é que o desafio só seja usado na segunda fase da competição, mas vale lembrar que os resultados desta primeira fase influenciarão na definição dos classificados para as etapas seguintes. Ou seja, uma falha que passou agora pela falta do vídeo check pode causar muitos danos no lá na frente.

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Para a sorte da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), por enquanto não ocorreu nada muito polêmico, mas e se acontecer? Engole a reclamação e pronto?

Pegas de surpresa, o que é outro absurdo, as jogadoras estão preocupadas. Lá na Itália, o João Batista Jr. ouviu Fernanda Garay falar o seguinte:

— A gente entende o árbitro não conseguir ver (o lance) às vezes, mas sente falta (do vídeo check), porque tinha nas finais do Grand Prix. A gente só soube (que não tinha desafio eletrônico na primeira fase) na hora do jogo, quando foi ver e ‘cadê o desafio?’

Vale lembrar que, no Mundial masculino, o vídeo check estava à disposição das equipes desde a abertura, onde, aliás, foi muito utilizado. Não ter o mesmo recurso em outro evento do mesmo naipe é uma enorme falta de respeito com jogadoras, comissões técnicas, torcedores e imprensa. Para a FIVB, o voleibol feminino é menos importante?