“Pátria”: a graça da rivalidade

O vídeo acima é do excelente documentário “Pátria”, do diretor Fábio Meira. Lançado pouco antes das Olimpíadas de Londres, o filme trata da explosiva rivalidade entre as seleções femininas de vôlei de Brasil e Cuba na década de 90, com foco nos Jogos de Atlanta.

Além de mostrar diversas cenas daquela histórica semifinal, Meira colocou Ana Moser, Marcia Fu, Virna, Mireya Luis, Regla Torres e Carvajal para ver o jogo de novo, ao mesmo tempo em que as entrevistava (individualmente). Apesar de eu ter sentido falta do depoimento do Bernardinho, o resultado ficou sensacional. Se ainda não assistiu, está esperando o quê? Dá o play acima e confira!

Vendo as cenas, rolei de rir com as cubanas, que continuam provocadoras até hoje. Sim, eu também passei uma raiva enorme com elas à época, mas olhando agora tudo me parece um enorme folclore. Eu gosto de rivalidades e acho bacana pro esporte. Infelizmente, isso é algo que pouco a pouco a busca pela “boa imagem” vem destruindo.

No fim, rivalidade é divertido. Óbvio que deve haver limites, mas observem só como até as jogadoras são saudosas daquela época. Bom tempos, aqueles.

E você? Ainda sente raiva das cubanas? Caixinha de comentários aberta!

This article has 11 comments

  1. Raiva não… é ódio mesmo!rssssss
    Sem as brigas, daquela época, o volei não teria tanta graça.
    Uma rivalidade sadia é sempre bem vinda!
    Tô indo assistir agora só pra “reforçar” a boa e velha rivalidade!rs

  2. Adorei, parabéns pelo documentário.

  3. …Como chorei após o jogo, na verdade dormir chorando, acordei chorando,…e chorei quase que por todo o dia.

  4. raiva não. mas, muita saudade. é uma pena ver que, hoje, o time cubano tem jogadoras muito interessantes, mas está longe de alcançar resultados parecidos daquele time

  5. Parabéns pelo documentário. MARAVILHOSO, digno de Brasil x Cuba dos velhos e bons tempos do volei. Ah que saudade. Quantas vezes assisti a essa rivalidade com o coraçao batendo forte e tremendo de raiva, mas era muito bom. Não há nada que se compare no voleibol atual. Quem não viu, jamais sentirá toda essa emoçao que senti revendo essas jogadoras fantasticas e essas imagens.

  6. Sim, tenho, pois se nao fosse a catimba delas, teríamos sido ouro, aquela foi nossa melhor seleção, de todos os tempos!!!

  7. Foi com essa geração que me apaixonei pelo vôlei e lógico que essa rivalidade Brasil x Cuba foi fundamental para tal. Lógico que tive muitos momentos de raiva, mas hoje revendo essas cenas e alguns jogos da época bate uma saudade enorme e alegria por ter vivido intensamente tudo isso. Fica muito claro também a evolução física no vôlei feminino, mesmo Cuba sendo o ideal de força física, hoje elas não teriam uma vida tão fácil quanto nesse tempo.

  8. Acredito que aquela semifinal em 96, tb teve uma contribuição para evolução do volei feminino do Brasil, ao contrário das cubanas. Tive o previlégio de assistir o jogo e ter gravado na época. Duas grandes seleções..Que emoção, que sofrimento, mais valeu mesmo.

  9. Não tenho raiva das cubanas, mas tive muito naquela época. Tenho orgulho desse jogo, desse time brasileiro e até da derrota. Foi uma derrota épica, responsável pela popularização do vôlei feminino no Brasil. Era um timaço, jogadoras carismáticas e hoje o Brasil bi campeão olímpico deve cada suor derramado por esses títulos a essa grande equipe de 96, a melhor que já tivemos.

  10. Um fato não tem nada haver. Cuba como as jogadoras merece todo o nosso respeito. Na semi-final a seleção Brasileira entrou na “pilha” das cubanas pois a própria não estava fazendo uma boa campanha,infelizmente as meninas cairam na armadilha delas e deu no que deu.
    Tudo isso serviu para evolução do volei brasileiro.

  11. [...] e outra acolá, Osasco e Sada Cruzeiro estão fazendo um belo Mundial – Quem me conhece, sabe que eu gosto de rivalidade e até uma provocação ou outra no esporte, mas o que vimos no primeiro jogo da final do Paulista, em Campinas, foi vergonhoso. Um show de [...]