Procura-se um pai de santo

Garante o dialeto popular que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”, mas talvez ele não seja verdadeiro. Não para a seleção brasileira feminina de vôlei, que depois de perder Mari ontem, ficou sem Paula Pequeno.

Na verdade, não foi exatamente no mesmo lugar: enquanto Mari sofreu uma lesão no menisco com ruptura no ligamento cruzado do joelho direito, sua substituta torceu o tornozelo esquerdo, com direito a fratura do osso maléolo.

Ambas vão realizar novos exames quando voltarem ao Brasil, mas a princípio a situação de Mari é mais preocupante: se houve uma ruptura total do ligamento, adeus Mundial. Já Paula, deve estar de volta de quatro a seis semanas.

O médico da seleção, Júlio Nardelli, declarou que a ruptura de Mari “parece parcial”, só que a imagem não é clara e ainda não dá para ter certeza disto. No mínimo, é um mês fora.  A competição mais importante da temporada começa em 29 de outubro.

Acredito que ambas estarão aptas até lá, mas a preparação brasileira já está prejudicada e ritmo será um problema para elas. Enquanto isto, o técnico José Roberto Guimarães terá que utilizar Natália improvisada como ponteira ou Sassá de titular. É possível ainda que alguma outra ponteira seja convocada para treinar com o grupo em Saquarema por prevenção.

Hoje a Nati entrou mal, parou no bloqueio, atacou para fora e tomou uma senhora bronca do Zé.  Entretanto, não dá para crucificá-la porque não deve ser fácil você entrar em um jogo tenso daqueles por lesão de duas colegas e ainda jogando em uma posição na qual você não se sente tão à vontade.

Aliás, a despeito dos vários erros cometidos contra dos Estados Unidos, deve-se bater palmas para a seleção, que sem duas jogadoras importantes só perdeu no tie-break por 15/13 e contra um time fortíssimo, que tem tudo para ficar com o título do Grand Prix. Pelo menos, raça é uma preocupação que não teremos no Mundial.

Enquanto isso..

- Achei muito digno da parte do Zé dizer que “não se deve usar as lesões como desculpas pela derrota”. Ele tem razão, mas que as coisas ficaram muito mais difíceis sem a Mari e sem a Paula, isso ficaram…

- Conseguirá os Estados Unidos manter este ritmo forte até o Mundial? Ou a prioridade delas foi o Grand Prix para impor esta nova geração perante o cenário internacional?

- As chances do enea são pequenas, mas também não são tão impossíveis assim graças ao novo sistema de pontuação. O Brasil tem cinco pontos, contra seis da China e sete dos EUA. Vitória por 3 a 0 ou 3 a 1 dão três pontos, vitória por 3 a 2 dá dois e derrota no tie-break dá um. Fique atento!

- Reparem no vídeo acima que na jogada em que a Paula se lesionou a preocupação inicial foi com a levantadora Fabíola…

- Já no hotel, a Paula gravou uma mensagem tranquilizando os fãs: